O Hospital da Mulher do Recife (HMR), inaugurado em maio de 2016, faz parte de um sistema hierarquizado de atendimento ao parto. Uma das propostas desta unidade de saúde é o atendimento ao parto de alto risco, mas, há dois anos, a ala não foi concluída, impactando a assistência da rede materna-infantil de todo o estado de Pernambuco. A diretora executiva do Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), Malu David, e representantes do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) – o vice-presidente, Maurício Matos; o 2º secretário, Silvio Rodrigues; e o médico fiscal, Slyvio Vasconcellos – visitaram a maternidade, com foco nos leitos destinados ao alto risco do HMR, na tarde desta sexta-feira (27/09).

Com 68 leitos destinados ao alto risco sem funcionamento, os impactos para a rede são relevantes. Nas maternidades da região, os profissionais sofrem com difíceis condições de trabalho, e as pacientes, com condições indignas de assistência. Durante os últimos dois anos as entidades médicas vêm cobrando e acompanhando a abertura do alto risco no HMR. Sua inauguração, prevista para o dia 16 de setembro deste ano, conforme anunciado no MPPE, foi adiada para o mês de novembro.

A unidade já consta com leitos da UTI Mulher e UCI Neonatal prontos, mas aguarda o investimento da Prefeitura do Recife para concluir as pendências e iniciar o funcionamento da ala de alto risco.