No último dia 05 de abril (quinta-feira), a Associação Médica de Pernambuco (AMPE) comemorou seus 177 anos com a solenidade da entrega dos prêmios Medalha Maciel Monteiro, em homenagem ao fundador, e o Diva Montenegro entregue aos alunos das universidades que se destacaram em suas pesquisas científicas.

A presidente da AMPE, Helena Carneiro Leão falou aos presentes sobre a intensa globalização na área médica, sendo este um desafio para uma associação centenária, e destacou a recente vitória da categoria com a moratória das escolas médicas. “A união das entidades é o que faz a luta”. Pontuou.

Ao saudar os três agraciados de 2018, Anacleto Rodrigues de Carvalho (flebologista), Claudio Renato Pina Moreira (cardiologista) e Iêda Ludmer Guedes Alcoforado (infectologista), o Dr. Antonio Lopes Miranda ressaltou as qualidades e a trajetória de cada um, que ao longo das carreias tiveram, segundo ele, que aprender com as perdas e as oportunidades que o momento impõe ao profissional médico.

Claudio Pina agradeceu a homenagem em nome dos demais, e fez um paralelo ao comparar o valor da medalha com o valor de uma moeda. “Uma medalha é mais do que está estampado nela”, ressaltou ele falando da simbologia e responsabilidade de recebe-la. “Passamos a ser o espelho para a geração que nos sucede”. Ao longo do discurso ainda pontuou a falta de humanização no ensino médico atual, e a indiferença dos gestores públicos com a saúde.

Na sequência da cerimônia, foi entregue o Prêmio Diva Montenegro de incentivo à pesquisa. Este ano aos premiados foram, Luiz de Albuquerque Pereira de Oliveira Neto com o trabalho: Frequência da Apneia Obstrutiva do Sono na Doença Renal Crônica: Associação com Hipertensão Arterial Sistêmica e Rigidez Arterial. (Faculdade de Ciências Médicas – FCM/UPE). Gabriela Carvalho Silva com o trabalho: Avaliação de Protocolo de Imunossupressão em Pacientes Submetidos a Transplante Cardíaco. (Faculdade Pernambucana de Saúde – FPS). Sabrina Eduarda Bizerra e Silva com o trabalho: A Integralidade no Cuidado ao Câncer de Colo Uterino: Um Estudo na Perspectiva dos Profissionais de Saúde do SUS. (Universidade Federal de Pernambuco – UFPE) e Charley Rafael Coelho Vaz Pacheco com o trabalho: Abordagem Etnofarmacológica na busca de alternativas terapêuticas para o tratamento de Diabetes mellitus e suas comorbidades. (Faculdade Mauricio de Nassau – Uninassau)

N hora de arte, a cantora Kelly Rosa interpretou clássicos internacionais, como “La Vie em rose” e “Per amore”.

Compuseram a mesa de honra, Helena Carneiro Leão (AMPE), André Dubeux (Cremepe), Cláudia Beatriz (SIMEPE), Sirleide Lira (FECEM), Assuero gomes (Sicredi/Unimed) e Hildo Rocha Cirne de Azevedo Filho (Academia de Medicina).

Fonte: Antônio/AMPE

Foto: Giovanne Chamberlain

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