Desde 2017, o Sindicato dos Médicos de Pernambuco realiza fiscalizações nas maternidades municipais e estaduais, além de chamar a atenção para o debate sobre a desassistência materno infantil. A audiência pública sobre a rede materna realizada na tarde desta sexta-feira (07/06), no Ministério Público de Pernambuco (MPPE), foi demandada pelo Simepe, que vem cobrando resolutividade e assistência qualificada nesta rede. A presidente do Sindicato dos Médicos, Claudia Beatriz, discutiu e pontuou os principais problemas das maternidades: a baixa qualidade do pré-natal, desassistência ao parto, redução de investimentos nas maternidades e elevação do índice de mortalidade materna.

O 2º secretário do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe), André Dubeux, representou a entidade e chamou a atenção para necessidade urgente de mudar esse cenário de desassistência no estado. Apresentaram dados fornecidos pelos diretores técnicos das maternidades, que apontou a quantidade de leitos disponíveis na maternidade e de transferências de gestantes, por exemplo.

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A Secretaria Estadual de Saúde (SES), representada pelo secretário André Longo e sua equipe, pontuaram as ações do estado e como estão trabalhando para prestar e acolher a alta demanda vinda dos outros municípios. O secretário ressaltou, ainda, o precário planejamento familiar da população e a necessidade de vinculação da gestante ao serviço.

“Precisamos de qualificação nas consultas pré-natal e atendimento médico a cada trimestre para todas as gestantes, conforme preconizado pelo Ministério da Saúde. Alertamos, ainda, para prazos das ações cobrando o amplo funcionamento das maternidades regionais para reduzir a superlotação das maternidades na capital”, pontuou a presidente do Simepe.

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Ficou deliberada uma reunião para o dia 19 de junho, às 14h, no CAOP-Saúde, com os secretários de saúde dos municípios de São Lourenço da Mata, Abreu e Lima, Camaragibe, Recife, Cabo de Santo Agostinho, Ipojuca e Olinda.