Sob forte clima de tensão, os médicos que atendem no Getúlio Vargas lotaram o auditório do hospital, nesta sexta-feira (13/12), para discutir e tomar decisões sobre o andamento do movimento por melhorias nas estruturas físicas da unidade. Com mais de 100 participantes, a Assembleia Geral Extraordinária, preocupada com a assistência à população optou por encarar o medo e estresse e reativar as ações nos blocos G1 e G2 do complexo, mantendo apenas as atividades paralisadas no bloco G3, totalmente interditado.

O vice-presidente, Walber Steffano, esclareceu dúvidas da categoria

O vice-presidente, Walber Steffano, esclareceu dúvidas da categoria

A decisão foi alcançada de forma democrática, após uma longa plenária de ideias, proposições, impactos e riscos de cada cenário. Com votação democrática, a Assembleia – comandada pela direção do Simepe com a presença do Conselho Regional de Medicina (Cremepe) – definiu que as os atividades retornam, porém, isso não significa o fim do movimento. Já de pronto, ficou acertado o encaminhamento de uma carta ao Governo de Pernambuco, que é responsável pelo hospital, cobrando um posicionamento oficial com um calendário de ações definitivas, visto que essa situação se arrasta desde o ano de 2004. Essa morosidade, apesar da decisão da categoria, segue trazendo impactos na saúde dos profissionais e pacientes.

Nova AGE será realizada no dia 26 de dezembro

Ao final do encontro, ficou deliberado que a próxima AGE será no dia 26 de dezembro. Neste prazo, o Simepe aguarda da direção do hospital, conforme exposto em mesa, um planejamento de desmobilização do bloco G2 para as devidas intervenções no local.

Secretário geral do Simepe, Tadeu Calheiros, esclareceu pontos das proposições para a categoria

Secretário geral do Simepe, Tadeu Calheiros, esclareceu pontos das proposições para a categoria