Diretores do Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) e do Conselho Regional de Medicina (Cremepe) estiveram reunidos, na tarde desta segunda-feira (11/06), com a gestão do Hospital Agamenon Magalhães (HAM) e da Central de Regulação de Leitos da Secretaria Estadual de Saúde (SES). O encontro foi promovido pelo Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça – Defesa da Saúde (CAOP – Saúde), no Ministério Público de Pernambuco (MPPE), e teve a coordenação dos promotores Édipo Soares e Helena Capela. O intuito da audiência foi discutir os graves problemas que estão gerando a superlotação na unidade hospitalar, uma das principais referências de Pernambuco.

Na oportunidade, o Simepe – representado pela vice-presidente, Claudia Beatriz, e pelo diretor executivo Walber Steffano – apresentou detalhes da realidade vivida no local, que funciona no regime de “portas abertas” (atende toda e qualquer demanda que chega ao serviço), sem regulação adequada e sem contar com leitos de retaguarda para encaminhamento de pacientes estabilizados, fazendo desse misto de problemas um verdadeiro “cenário de horror”. Ainda durante as discussões, esses problemas foram endossados pelo presidente do Cremepe, André Dubeux. Para ele, essa situação supera qualquer condição de razoabilidade no atendimento da unidade, ferindo a dignidade humana.

Apresentados todos os pontos de vista referentes ao problema do HAM, incluindo o da gestão da unidade, o grupo chegou a uma deliberação importante. Ficou acertada a criação de um grupo de trabalho (GT) para tratar o fluxo de regulação da emergência do hospital e direcionamento dos pacientes internados a leitos de enfermaria(projeto-piloto para a clínica médica), com a participação das entidades médicas, SES, direção do HAM e a Secretaria de Saúde do Recife. O GT tem 15 dias para informar, por meio da SES, o cronograma de reunião , com as decisões e prazo de finalização.