Uma das notícias que costumam ser recebidas com mais impacto pelos pacientes é o diagnóstico do câncer. Carregado de estigmas e medos, ele provoca um impacto inicial, seguido pela necessidade de reorganizar a vida em função do tratamento. O diagnosticado precisa de apoio emocional e prático. Pensando nisso, o Real Hospital Português (RHP) criou um serviço de concierge oncológico, no qual profissionais capacitados fazem o acompanhamento e agilizam as demandas dos pacientes após serem diagnosticados. A iniciativa está atrelada aos projetos da unidade de saúde, que planeja o crescimento focando cada vez mais nas pessoas e não nas doenças.

O serviço de concierge oncológico está funcionando, com 10 profissionais da área de enfermagem e outras, desde junho. Depois que o paciente é diagnosticado, uma dessas pessoas passa a fazer o acompanhamento do fluxo dele dentro da unidade, isto é, ele cuidará das questões burocráticas, como a marcação de exames e consultas, e outras demandas. “Um dos aspectos do adoecimento é a sensação de finitude, ligada a ações emocionais e irracionais. As pessoas precisam de um acolhimento, isso é terapêutico”, explicou o diretor médico do Real Hospital Português (RHP), Cristiano Hecksher.

O serviço de concierge foi expandido em julho para o Real Imagem e até o fim deste mês deverá ser implementado na emergência. São seis profissionais para a emergência e outros quatro para o Real Imagem. No próximo ano, mais 10 pessoas deverão ser contratadas, pois o RHP pretende instalar um serviço de concierge geral no hospital. “Nossa meta é propiciar para o paciente uma experiência que seja o menos traumática possível. É preciso entender que cuidar da doença já é uma obrigação, é preciso cuidar das pessoas”, explicou o diretor médico do RHP. A ideia é que o serviço interfira diretamente no tratamento, ao passo que possibilita que os exames sejam feitos mais rápido e os resultados venham em menor espaço de tempo.

Nesse sentido, o hospital deverá começar a construir no próximo ano um Onco Center, unidade que deverá dobrar a capacidade de atendimento de pacientes oncológico. O novo prédio, que ficará pronto em dois anos, irá aglutinar todo o serviço oncológico do RHP, que hoje é dividido em vários locais. Com isso, espera-se criar um fluxo no qual as múltiplas especialidades e a equipe multidisciplinar vá até o paciente e não o contrário. “Temos três caminhos de atuação. O crescimento focado no paciente, por meio da função de cuidar; o ensino e a pesquisa, com parceiras com universidades e realização de especializações; e o aspecto social do hospital”, disse Cristiano Hecksher.

Aniversário
No próximo dia 16, o RHP irá celebrar os 164 anos. A comemoração acontecerá com uma missa de ação de graças, na capela da unidade, a ser celebrada pelo arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido, e o capelão do hospital, Frei Paulo Sérgio. Em seguida, haverá uma sessão solene, às 10h, sob o comando do provedor Alberto Ferreira da Costa. Em seguida, o ex-presidente da Anvisa, ex-secretário de saúde de São Paulo e professor da Faculdade de Saúde Pública da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Gonzalo Vecina Neto, irá falar sobre “o futuro do SUS e a importância dos hospitais filantrópicos”.

Neste ano, o homenageado com a comenda de excelência médica é o nefrologista Frederico Cavalcanti, chefe do serviço de nefrologia do RHP. A celebração terá ainda a participação do coral Real Encanto. O cerimônia irá terminar com um corte de bolo e coquetel, na biblioteca.

Entre as conquistas a comemorar, o RHP tem a incorporação do robõ Da Vinci XI, o mais moderno em funcionamento no mundo, que foi comprado pela unidade e está realizando cirurgias robóticas de urologia, bariátrica, oncologia, cirurgia geral e torácica, coloproctologia e ginecologia. Além disso, o RHP adquiriu uma segunda máquina de PET/CT e um acelerador linear para radioterapia e radiocirurgia, com os sistemas OCMS e HyperArc.

O Real Hospital Português em números
130 mil m2 de área construída
850 leitos ativos
2 mil médicos
5,6 mil colaboradores
15 mil atendimentos por mês na emergência
2,5 mil internamentos por mês
1,5 mil cirurgias por mês
12 mil a 15 mil atendimentos beneficentes por mês

Fonte: Diario de Pernambuco