Falta de condições de trabalho levaram os obstetras, neonatologista e anestesistas da Maternidade Barros Lima, localizada no bairro de Casa Amarela, a reunirem-se no Sindicato dos Médicos de Pernambuco na última terça-feira (11/02). Eles foram recebidos pela presidente do Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), Cláudia Beatriz, o secretário-geral, Tadeu Calheiros e o diretor executivo Fernando Júnior, que acolheram as demandas dos profissionais sobre as medidas adotadas no serviço de forma “improvisada” para atendimento e assistência ao parto, pondo em risco a segurança dos pacientes e das equipes médicas. Além do barulho absurdo e materiais decorrentes das obras (areia, cimento, pregos, poeira ), por toda maternidade.

Na ocasião foi informado ao grupo que Simepe havia solicitado fiscalização ao Conselho Regional de Medicina (Cremepe), que foi realizada na sexta-feira passada (07/02), acompanhada pela presidente do Sindicato, e identificado várias inconformidades que comprometem o fluxo e segurança de todos os profissionais

Na opinião da presidente, Cláudia Beatriz, a estrutura provisória ofertada necessita de providências e ajustes imediatos. “ Ser provisório não significa fazer improviso, pois lidamos com vidas, além do ambiente extremamente insalubridade com ruídos de demolição, poeira de construção por todos cantos” enfatizou.

Em virtude da situação bastante dinâmica dos acontecimentos, o Sindicato noticiará o Cremepe de cada novo fato. Por sua vez, os obstetras, neonatologistas e anestesistas da Maternidade Barros Lima, continuam firmes e mobilizados nessa luta, em busca de melhorias para atendimento e assistência ao parto naquela unidade do Recife.