Trinta dias. Este é o prazo que os médicos prestadores de serviços aos planos de saúde decidiram que vão deixar de atender a Saúde Excelsior caso não haja negociação entre os profissionais e a seguradora de saúde. A categoria assegura que está respeitando às leis contratuais e, principalmente, os usuários com o prazo concedido. A proposta foi aprovada, por unanimidade, em assembleia geral realizada na noite desta terça-feira (12), na Associação Médica de Pernambuco (AMPE), no bairro da Boa Vista, sob a coordenação da Comissão Estadual de Honorários Médicos (CEHM).

Os médicos reclamam que a Saúde Excelsior não vinha reajustando os valores pagos aos médicos há cerca de 10 anos. Segundo o presidente da CEHM e diretor do Simepe, Mario Fernando Lins, “os médicos estão praticamente pagando para trabalhar por causa do congelamento dos preços da consultas. É lamentável. Por isso, estamos legitimando o movimento de indignação da categoria”, ressaltou. Ele frisou que, apesar das reivindicações feitas às empresas do Grupo Associação Brasileira de Medicina de Grupo (ABRAMGE) continuam tratando os médicos com descaso.

Segundo Mario Fernando Lins, o plano Excelsior Saúde será notificado hoje (13) com um ofício solicitando uma negociação entre as partes; além disso, o Ministério Público do Trabalho (MPT), a Defensoria Pública Estadual e Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) também serão informados sobre a decisão dos médicos. Caso não haja acordo, a categoria vai parar de atender aos usuários da seguradora por tempo indeterminado em todas as especialidades a partir do dia 12 de agosto, quando vai completar 30 dias.

A Comissão Estadual de Honorários Médicos lembra que, o Saúde Excelsior é um plano de saúde que tem uma rede própria de unidades de saúde, mas não consegue atender a demanda de clientes, por isso precisa manter os convênios com outros médicos e profissionais prestadores de serviço.