Os médicos Recife não aguentam mais tanta precariedade. A categoria sofre diariamente com o grave problema de déficit nas escalas de profissionais, que estão completamente defasadas – sobrecarregando diuturnamente todos os profissionais da rede. Cansada desta situação, a categoria se reuniu em Assembleia Geral Extraordinária (AGE), nesta quinta-feira (07/06) à noite, no auditório da Associação Médica de Pernambuco (AMPE). O encontro foi comandado pelo presidente do Simepe, Tadeu Calheiros, e pelo diretor executivo da entidade, Mario Fernando Lins.

Durante o encontro, os médicos apresentaram relatos do caos absurdo presente em toda a rede municipal de saúde. Falta estrutura mínima necessária, além de ausência de medicamentos e materiais básicos, bem como a constante insegurança que circunda todas as unidades da capital pernambucana.

“É lamentável ver essa situação se perpetuar durante anos, com a constante defasagem das escalas de plantão; unidades de saúde completamente superlotadas – expondo pacientes e médicos; ou seja, um completo desrespeito com que luta por algo tão valioso, como é a vida. Não vamos deixar de reivindicar as intervenções necessárias na rede. O movimento está crescendo e não vamos desistir das melhorias necessárias”, destaca o presidente do Simepe, Tadeu Calheiros.

Além disso, Calheiros ainda destacou que outros pontos importantes prometidos no acordo do último movimento também não foram executados. Ao final da AGE, os médicos deliberaram pela realização de reunião junto ao prefeito e à secretaria de saúde, com uma comissão formada por profissionais que atuam na ponta desses serviços. Além disso, os médicos definiram por conclamar ao legislativo estadual uma audiência pública para discussão destas questões tão urgentes.

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Uma nova assembleia para analisar as respostas e discutir os rumos do movimento está marcada para o dia 05 de julho. O encontro será novamente na AMPE, a partir das 19h.