Dando continuidade à mobilização da categoria médica e demais profissionais da saúde atuantes na Atenção Básica, iniciada com a paralisação das atividades no dia 3 de setembro, médicos decidem realizar um grande ato de manifestação que reunirá todas as classes da saúde em dois dias de paralisação das atividades nos postos de saúde de Fortaleza. O movimento, agendado para os dias 18, a partir das 8h, na Câmara Municipal, e 19 de setembro, na Secretaria Municipal de Saúde (SMS), às 8h, é resultado da negligência e falta de soluções por parte da gestão municipal, que ainda não adotou medidas que garantam a segurança dos profissionais e pacientes nas unidades, mesmo o Sindicato dos Médicos do Ceará já tendo oficiado, por diversas vezes nos últimos 4 anos, à Prefeitura de Fortaleza, sendo a última no dia 20 de julho, sobre a questão. Tal paralisação é perfeitamente amparada em Lei, sendo legítimo exercício do direito reivindicatório classista, para melhores condições de trabalho.

O movimento unificado conta com a representação do Sindicato dos Médicos do Ceará, do Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos do Município de Fortaleza (SINDIFORT), do Sindicato dos Enfermeiros do Estado do Ceará (SENECE) e do Sindicato dos Odontologistas do Ceará (SINDIODONTO).

O presidente do Sindicato dos Médicos, Dr. Edmar Fernandes, ressalta que este é um momento importante em que, juntas, as categorias estarão mais fortalecidas para cobrar soluções imediatas da gestão com relação à insegurança instalada nas unidades de saúde, a principal pauta da Campanha Saúde Precisa de Segurança. “Da forma que está, fica inviável os médicos e as equipes atenderem nos postos sob constante medo. Os casos de violência são corriqueiros. Unidos, conseguiremos fortalecer ainda mais nosso movimento de reivindicação”, enfatiza.

Saúde Precisa de Segurança

A campanha Saúde Precisa de Segurança, lançada em 26 de julho de 2016 pelo Sindicato dos Médicos do Ceará, em parceria com a Associação Médica Cearense (AMC) e o Conselho Regional de Medicina (CREMEC), tem o objetivo de alertar as autoridades locais e a sociedade sobre o estado de insegurança de profissionais e pacientes nas unidades de saúde do Ceará. Inclusive, ciente da gravidade da situação, o Sindicato solicitou, em julho de 2017, à Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Estado (SSPDS), a inclusão de unidades de saúde – com recorrentes casos de violência registrados – no Programa “Ceará Pacífico”.

Fonte: Assessoria de Comunicação do Sindicato dos Médicos do Ceará (Simec)