MPF pediu afastamento cautelar do ministro Ricardo Barros por atraso na compra do fator VIII recombinante, medicamento hemoderivado

Em nota divulgada na tarde desta sexta-feira (9), o Ministério da Saúde garante que não há risco de desabastecimento de medicamentos hemoderivados no Brasil. Pela manhã, o Ministério Público Federal em Pernambuco (MPF-PE) havia pedido o afastamento cautelar do ministro da Saúde, Ricardo Barros, até que sejam cumpridas as decisões judiciais para manter o contrato com a Empresa Brasileira de Hemoderivados (Hemobras) para compra do fator VIII recombinante no contexto da parceria com a Shire; medidas expedidas desde o ano passado.

Na nota divulgada à imprensa, o Ministério da Saúde diz que parceria entre a Hemobras e a Shire. A compra de novo quantitativo do fator VIII recombinante para reabastecer o País está na etapa final. Em dezembro, a pasta diz ter autorizado o repasse de R$ 195,5 milhões para que a Hemobras conclua a área de fracionamento de plasma, almoxarifados, controle de qualidade e linha de envase na fábrica em Pernambuco.

“O Ministério da Saúde informa que todas as suas ações estão dentro da legislação vigente e de determinações judiciais no país voltadas a manutenção do abastecimento de hemoderivados”, diz o texto. “É importante informar que não há risco de desabastecimento de hemoderivados. O Ministério da Saúde tem buscado soluções para a política de sangue do país”, afirma a pasta.

Confira a nota do Ministério da Saúde:
O Ministério da Saúde informa que todas as suas ações estão dentro da legislação vigente e de determinações judiciais no país voltadas a manutenção do abastecimento de hemoderivados. Dentro das ações realizadas nos últimos meses, a pasta retomou a Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) do Fator VIII, firmada entre a Hemobrás e a empresa Baxalta/Shire. Ainda, o Ministério da Saúde está na etapa final de compra, via PDP Hemobrás/Shire, de um novo quantitativo de Fator VIII, com o intuito de abastecer o país com o produto. Finalmente, em dezembro, o Ministério da Saúde autorizou o repasse de R$ 195,5 milhões para que a Hemobrás conclua a área de fracionamento de plasma, almoxarifados, controle de qualidade e linha de envase.

É importante informar que não há risco de desabastecimento de hemoderivados. O Ministério da Saúde tem buscado soluções para a política de sangue do país.

Fonte: Jornal do Commercio