O ex-secretário de Saúde de Agrestina, cidade do Agreste Pernambucano, e outras sete pessoas foram denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) em Caruaru por desvios de recursos de Saúde no município. De acordo com o MPF, os envolvidos negociavam contratação de empresa de fachada, utilizando recursos federais originários do Sistema Único de Saúde (SUS), para realização de obras. As investigações revelaram que o esquema levou ao pagamento indevido de mais de R$ 300 mil.

Por meio da Operação Pescaria, deflagrada em 2019, foram afastados dos cargos Manassés Soares Leite, o ex-secretário; a sobrinha de Manassés e então tesoureira da secretaria, Kataline Leite Caetano; o engenheiro Sandro Wlaudemyr de Oliveira, o fiscal dos contratos da prefeitura; o ex-secretário de Obras Marciano Lopes dos Santos Neto; o responsável pela empresa de fachada, Adeilson Rodrigues de Morais Júnior; o empreiteiro informal Cícero Severino da Silva, conhecido como Cícero do Peixe; o prestador de serviço Francisco de Assis Barros, conhecido como Cica; e o ex-presidente da Comissão de Licitação de Agrestina José Edvaldo Duarte. Os suspeitos são investigados por declarações com falsidade ideológica, contratação de empresa de fachada, fraude em licitações, pagamentos indevidos e superfaturados, constituição de organização criminosa e recebimento irregular de benefícios por servidores públicos.

O responsável pelo caso, o procurador da República Luiz Antonio Miranda Amorim, apurou que a Secretaria de Saúde fez pagamentos irregulares a uma empresa de construção civil, Gomes Construções – que sequer tinha um empregado registrado -, pelas obras que, na verdade, foram realizadas clandestinamente pelos empreiteiros informais Cícero do Peixe e Cica, já conhecido como o “faz-tudo” na prefeitura.

O MPF analisou também que Manasses Leite, identificado como líder no esquema criminoso, adquiriu carro e casa em nome de terceiros como forma de lavar o dinheiro resultante do desvio da verba pública.

Caso a Justiça atenda os requerimentos do MPF na ação penal, os envolvidos podem ser condenados a penas que variam de um a 12 anos de prisão, além do pagamento de multa e reparação do dano causado aos cofres públicos.

Fonte: Diario de Pernambuco