O último domingo (10) foi marcado por mais uma visita do Sindicato dos Médicos do Ceará, em parceria com o Conselho Regional de Medicina do Estado do Ceará (Cremec), nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da Praia do Futuro e do Pirambu e no Hospital Geral de Fortaleza (HGF). Durante as visitas, o presidente do Sindicato, Dr. Edmar Fernandes, e o diretor do Cremec, Dr. Marcelo Esmeraldo, identificaram alguns problemas, como a superlotação e o consequente comprometimento do atendimento à população.

No Hospital Geral de Fortaleza (HGF), os representantes das entidades constataram a veracidade das denúncias de que a unidade estaria recebendo apenas os casos de alta complexidade. Dessa forma, as demais pessoas que necessitam de atendimento estão sob cuidados médicos principalmente nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), locais que devem ter como função somente ocorrências de urgência e emergência.

O presidente do Sindicato, Dr. Edmar Fernandes, explica que a consequência das recusas do recebimento dos pacientes é a superlotação das UPAs. Segundo o gestor, mais de 50 pacientes, alguns em estado grave, estavam internados apenas nas UPAs da Praia do Futuro e Pirambu, na última sexta-feira (8), a espera de um leito apropriado em hospital especializado. “Muitos desses pacientes estavam há mais de 24 horas nas UPAs, correndo risco de morte, sobretudo, por não haver estrutura de atendimento adequada nessas unidades para assistir casos mais complexos, que deveriam ser tratados em hospitais como o HGF”, pontua.

Perfil das UPAs
As UPAs fazem parte da Política Nacional de Urgência e Emergência cujo objetivo é integrar a atenção às urgências. Após receber atendimento, dependendo da gravidade, o paciente deve ser encaminhado para um hospital de referência ou posto de saúde próximo da sua residência.

Devido às denúncias recorrentes que a entidade recebe acerca da situação, as ações de fiscalização continuarão em conjunto com o Cremec, no sentido de buscar garantir condições dignas de trabalho para os médicos e uma saúde de qualidade para a população.

Fonte: Assessoria de Comunicação do Sindicato dos Médicos do Ceará (Simec)