Crianças são as mais afetadas em consequências da doença na visão

Com o registro de uma morte causada pelo sarampo e o aumento dos casos suspeitos para 457 notificações em Pernambuco, número divulgado na última sexta-feira (6), médicos alertam para as sequelas mais graves da doença, que estão relacionadas a lesões nos olhos.

Em entrevista à Rádio Jornal, Alexandre Ventura, oftalmologista do Instituto de Olhos Fernando Ventura, no Centro do Recife, explica que a infecção pode causar problemas oculares desde a conjuntivite até a cegueira, e que o diagnóstico precoce facilita o tratamento.

“Até chegar à perda total da visão, o paciente observará alterações nos olhos, como ardor, lacrimejamento, fotofobia e secreções”, explica o médico.

A faixa etária mais afetada são as crianças e os adultos que não foram vacinados ou que estejam com a imunidade mais baixa, segundo Ventura. “É preciso estar atento às crianças para que, em qualquer sinal da doença, elas sejam levadas ao oftalmologista”.

TRATAMENTO
O especialista expõe que quando as consequências do sarampo na visão são descobertas em fase inicial, o tratamento é feito com o uso de colírios lubrificantes e higiene ocular. Caso já haja uma complicação, é necessário o uso de antibióticos e até mesmo corticoides ou arsenais de remédios.

SUSPEITAS
A SES alerta para que toda pessoa que apresentar febre e manchas avermelhadas que começam na cabeça e descem para o restante do corpo, acompanhadas de um ou mais dos seguintes sintomas: tosse e/ou coriza e/ou conjuntivite, independentemente da idade e situação vacinal; ou todo indivíduo suspeito com história de viagem para locais com circulação do vírus do sarampo, nos últimos 30 dias, ou de contato, no mesmo período, com alguém que viajou para local com circulação viral no Brasil ou no mundo, deve procurar um posto de saúde mais próximo.

IMUNIZAÇÕES
Crianças entre 6 meses e 11 meses devem tomar uma dose da tríplice viral. Importante ressaltar que essas crianças precisarão seguir o esquema normal de imunização a partir dos 12 meses.

– Indivíduos de 1 ano a 29 anos de idade: 2 doses de tríplice viral;

– Indivíduos de 30 a 49 anos de idade não vacinados: 1 dose de tríplice viral;

– Profissionais de saúde não vacinados: 2 doses com a vacina tríplice viral independente da idade, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas.

Fonte: Jornal do Commercio