A procura pela tríplice viral não saiu da faixa de demanda habitual, que é de aproximadamente 50 doses aplicadas por dia

A nova Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo iniciou ontem com tranquilidade nos postos de saúde da capital pernambucana. Na Policlínica Lessa de Andrade, no bairro da Madalena, Zona Oeste do Recife, a procura pela tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, não saiu da faixa de demanda habitual, que é de aproximadamente 50 doses aplicadas por dia. A expectativa da Secretaria Municipal de Saúde é que a campanha passe longe de agitação, já que a imunização ocorre de forma seletiva para a população-alvo, que compreende exclusivamente o grupo de crianças de 6 meses a 4 anos que ainda não iniciou ou não finalizou o esquema vacinal.

“Espero que esta mobilização seja bastante tranquila. Ao mesmo tempo, ficamos muito preocupados porque está difícil o trabalho de alcançar a meta nas primeira e segunda doses de tríplice viral. Desde agosto, a gente convoca as crianças frequentemente, mas ainda há um percentual sem a proteção adequada”, destaca a coordenadora do Programa de Imunização do Recife, Elizabeth Azoubel. Neste ano, nas crianças de 1 ano do Recife, a cobertura vacinal da primeira aplicação está em 90%; a segunda, em 70%. O ideal é que as duas doses atinjam os 95% recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Para incentivar a vacinação de crianças, o Ministério da Saúde disponibilizará R$ 206 milhões, que serão destinados aos municípios que cumprirem duas metas estabelecidas pela pasta. Para receber esse recurso adicional, os gestores terão que informar mensalmente o estoque das vacinas poliomielite, tríplice viral e pentavalente e atingir 95% de cobertura vacinal contra o sarampo em crianças de 1 a 5 anos (grupo mais suscetível a complicações do sarampo, como cegueira e infecções generalizadas que podem levar a óbito) com a primeira dose da vacina tríplice viral.

Esta primeira fase da campanha, que vai até 25 deste mês, tem o Dia D de mobilização em 19 de outubro. A vacina dada aos bebês antes de completarem 1 ano de vida é considerada uma dose extra, que não interfere no calendário de vacinação de rotina, em que a primeira dose é feita aos 12 meses; a segunda, aos 15 meses.

Fonte: Jornal do Commercio