Os últimos pacientes atendidos foram duas crianças e um adulto, que deram entrada com queimaduras causadas por fogos de artifício

O setor de queimados do Hospital da Restauração (HR), está no limite de pacientes internados. Entre a terça-feira (12) e esta quarta-feira (13), mais três pessoas, duas crianças e um adulto, chegaram queimadas para ser atendidas na unidade de saúde, localizada no bairro do Derby, na área central do Recife. A enfermaria masculina, que tem 12 leitos, já está com 13 pacientes, e ainda há mais seis aguardando vaga na sala de emergência do setor.

A superlotação da unidade piora durante a festa de São João, quando vários fogos de artifícios são estourados sem qualquer medida de segurança, seja por crianças ou adultos. Os três pacientes registrados de ontem para hoje receberam as queimaduras enquanto usavam fogos.

As duas crianças já receberam alta, e também o adulto, que teve o rosto e o peito queimados ao tentar impedir a explosão de uma caixa de bombas.

Segundo o Dr. Marcos Barreto, chefe do setor de queimados do HR, é muito comum ter um alto número de pacientes no setor de queimaduras nas épocas de São João e São Pedro, onde a média de internação é de 20 a 24 pessoas. Para isso, o hospital precisaria de, ao menos, 20 leitos disponíveis para essa época, correndo o risco de não ter por causa dos acidentes causados pelos combustíveis na cozinha.

Além disso, tem a Copa do Mundo, que também é uma época comum de vítimas por queimaduras, devido aos fogos de artifício durante os jogos. “Chega muita gente com lesão na face e nas mãos por causa de explosivos”, acrescentou o doutor.

Para onde socorrer a vítima de queimadura?

O Dr. Barreto alertou aos caminhos que os pacientes levam quando sofrem queimaduras. “Muitos vão para outras unidades de emergência, onde o atendimento a queimaduras não é adequado, achando que precisam de referência médica para ir ao setor de queimados do HR”, citou. Segundo ele, o setor não precisa de referenciamento e o paciente pode ir diretamente caso haja algum acidente. “Muitos chegam com complicações devido aos tratamentos de outras unidades de saúde… então é melhor vim direto para nós, pois dá menos trabalho e reduz o sofrimento do paciente”, acrescentou.

Fonte: Jornal do Commercio