O Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) fiscalizou, na manhã desta terça-feira (06/08), o Hospital Psiquiátrico Ulysses Pernambucano (HUP), localizado no bairro da Tamarineira. A entidade visitou a única unidade estadual que atende a urgência e emergência psiquiátrica e verificou que há  falta de água potável, escalas de plantões defasadas, condições estruturais precárias, além da falta de medicamentos, insumos e leitos.

Os pacientes e a equipe médica informaram que, desde sábado (03/08), está faltando água potável no hospital, impedindo a higiene dos pacientes, como banhos diários, por exemplo. Os médicos e funcionários também sofrem por não poderem lavar as mãos e utilizar o banheiro. Esse problema de falta d’água, no entanto, é recorrente há cerca de um ano.

Nos corredores, prevalece o mau cheiro de fezes e urina; as salas dos consultórios são inadequadas e sucateadas; cerca de 30 medicamentos em falta, entre eles: losartana, dipirona e dimeticona, por exemplo; transferência dos pacientes para outras unidades de saúde por falta de insumos básicos para o atendimento adequado; além das infiltrações nas paredes e banheiros sem estrutura.

A presidente do Simepe, Claudia Beatriz, o vice-presidente, Walber Steffano, e o secretário geral, Tadeu Calheiros, conversaram com a diretora do HUP, Ruth Bonow, e sua equipe técnica, e apontaram a precariedade notificada ao longo da fiscalização. Os representantes do Sindicato compreendem o esforço da direção, que se desdobra para proporcionar uma assistência humanitária para os pacientes, mas muitos entraves burocráticos impedem a resolutividade desses problemas, impactando nos serviços. A equipe médica, ciente dos riscos para os seus pacientes, recorreram a entidade de classe buscando alternativas urgentes para as questões citadas.

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“Nos chama muito atenção as condições das instalações físicas do HUP, mas hoje, de forma bem crítica, o desabastecimento de água que já dura 72 horas. A gente sai com grande preocupação pela falta de perspectiva para essa solução. É difícil você estar em um atendimento sem lavar as mãos, com os pacientes internados sem poder tomar banho, os banheiros com higienização precarizada, tudo isso pela falta de abastecimento de água. A gestão local já está fazendo os esforços e vamos contactar, também, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) para que a situação seja sanada o quanto antes”, afirma a presidente Claudia Beatriz.

O Simepe contactou o secretário estadual de saúde no final da manhã desta terça-feira (06/08) e aguarda as providências necessárias para regularização das questões apresentadas.