Maternidades superlotadas, falta de antibióticos, materiais básicos e insumos, ambulâncias precárias, equipamentos e infraestrutura sucateadas, e, principalmente, falta de contratação de médicos para suprir as escalas incompletas do serviço. É por conta deste cenário de problemas que o Sindicato dos Médicos de Pernambuco inicia, neste mês de abril, uma campanha pela valorização e oferta digna de assistência na rede materno-infantil em todo o Estado de Pernambuco.

Na última década, a população aumentou consideravelmente e, consequentemente, a demanda também. No entanto, na contramão deste movimento, o número de leitos de alto risco não foi ampliado. E o pior: várias maternidades municipais fecharam as portas, gerando uma sobrecarga de atendimentos ainda maior para as unidades que restaram. Em decorrência de tudo isso, a situação se tornou insustentável a ponto da superlotação e do déficit de profissionais nas unidades de referência gerarem possibilidade de interdição ética dos serviços.

Durante a campanha, vários pontos serão apresentados, dentre eles, as medidas necessárias a serem tomadas para a garantia dos direitos de quem mais precisa: pacientes e profissionais. Por isso, o Simepe, representando sua base, continuará com o trabalho em alerta e denunciando os problemas em busca de soluções junto aos entes envolvidos. Acreditamos, sim, que “O parto deve ser um momento inesquecível, mas pelos motivos corretos”.