A vice-presidente do Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), Claudia Beatriz, e o diretor executivo, Mário Lins, participaram na manhã da última sexta-feira (01.06) do 44º Congresso Pernambucano de Ginecologia e Obstetrícia, organizado pela Associação de Ginecologistas e Obstetras de Pernambuco (SOGOPE), no Mar Hotel. O evento aconteceu entre os dias 31.05 e 02.06 e contou com a presença de representantes importantes da saúde do estado de Pernambuco.

No fórum de ética, bioética e valorização da tocoginecologia, os representantes do Simepe foram convidados a abordar as conquistas e desafios para a Ginecologia e Obstetrícia (GO) frente à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), apresentada por Mário Lins, e conquistas e desafios para a GO nos serviços públicos, por Claudia Beatriz.

“Mais um congresso brilhante da SOGOPE, que aborda temas atuais e controversos, reunindo grandes palestrantes. Agradecemos o convite para apresentar as lutas do movimento sindical na valorização da ginecologia e obstetrícia do setor público no estado, e os desafios relacionados as condições precárias de trabalho”, destaca a vice-presidente. “Os desafios são muitos e apontam para necessidade de ações estruturantes em rede, amplo debate sobre o modelo de assistência ao parto no Estado de Pernambuco e a responsabilidade civil e ético-profissional”, complementa.

Mário Lins também é presidente da Comissão Estadual de Honorários Médicos de Pernambuco (CEHM-PE). Ele apresentou pontos pertinentes sobre a CEHM-PE, negociações com os planos de saúde e legislação médica. Já a vice-presidente abordou a história e representação do Simepe e a atual situação da rede pública de saúde no estado de Pernambuco, enfatizando a GO, sendo a última, sua área de atuação.

“Foi muito importante à participação da CEHM-PE no Congresso, pois deixamos nossas sugestões a serem implementadas em nível nacional. Esperamos que a discussão chegue ao conhecimento da ANS. São elas: normatização e valorização do parto de alto risco como gravidez de alto risco; parto cesariano e gravidez de alto risco com mesma valoração do parto vaginal; e que o parto vaginal que evolui para uma cesariana, por definição técnica, deverá ser valorado pela indicação inicial”, conclui o diretor.