O Sindicato dos Médicos do Estado de Santa Catarina (SIMESC) repudia as informações que a Prefeitura de Florianópolis está divulgando na imprensa e redes sociais, em que responsabiliza os médicos pela falta de profissionais nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

Desde a posse do atual governo, em janeiro de 2017, o Sindicato vem alertando a Prefeitura que as escalas de plantão nas UPAs não estão completas tendo em vista que o número de médicos é insuficiente para a quantidade de atendimentos de adultos e crianças.

Para atender a demanda em um único plantão são necessários dois pediatras, três clínicos e um cirurgião e por vezes o número de médicos escalados é inferior ao preconizado para dar conta de todo o trabalho, ocorrendo sobrecarga aos profissionais. As condições de trabalho são adoecedoras não só pela falta de médicos, mas também pela precarização da estrutura física, cabendo aqui ressaltar que as UPAs estão funcionando sem Raio X há mais de um ano.

Jogar a população contra os médicos gerando clima de antipatia não resolve a principal questão que é a falta de médicos. O verdadeiro responsável pela deficiência de profissionais nas escalas de plantão é o gestor municipal. O motivo da falta ou insuficiência de médicos em diversos plantões nas UPAs Norte e Sul não são os afastamentos por motivos de doença mas sim a falta de contratação de médicos já anunciada pelo SIMESC em diversas reuniões com a Secretaria Municipal de Saúde.

Ademais, defendemos que as contratações para médicos no SUS sejam pela via do concurso público ou em situações emergenciais por meio de processo seletivo simplificado. A contração via terceirização vem se mostrando onerosa e ineficaz para fins de estruturação da rede de atenção à Saúde, além de precarizar as relações de trabalho.
Esperamos que o governo reavalie sua estratégia e nos ajude a resolver o problema de atendimento à população não somente no verão, mas durante todos os períodos do ano.

Fonte: Assessoria de Comunicação do Sindicato dos Médicos do Estado de Santa Catarina