Simepe e gestores do HAM discutem problemas que envolvem a maternidade

A vice-presidente do Simepe, Claudia Beatriz, participou, nesta quinta-feira, 16/11, de reunião com a direção do Hospital Agamenon Magalhães (HAM), representada na oportunidade pela superintendente médica, Ângela Lannia e chefe médica da enfermaria de gestação de alto risco, Andréa Vasconcelos. Em pauta os problemas que envolvem a maternidade do serviço como: déficit de escalas de plantão, superlotação e sobredemanda, bem como subdimensionamento de Recursos Humanos, equipamentos e exames complementares.

A Diretora médica reconhece o  déficit profissionais de escala, informa que vêm envidando esforços junto à Secretaria Estadual de Saúde (SES), visando sanar estas dificuldades. “Já existe um pedido feito à SES de reposição imediata de 10 profissionais obstetras, sem contar com os pedidos de outros especialistas, também ausentes, como neonatologistas”,assinalou.

A Direção do HAM informa ainda que vem tentando gerenciar a escala com o número de médicos disponíveis a fim de manter o número ideal de seis obstetras. Entretanto, algumas equipes ficaram com apenas dois profissionais neste último mês.

Por sua vez, a  vice-presidente, Claudia Beatriz, pontua com ênfase par a necessidade de completar as escalas de imediato com seis obstetras, tendo em vista ser o maior serviço para gestação de alto risco do Estado e com o perfil de maior complexidade com atendimento a pacientes cardiopatas. Ela considera positivas propostas apresentadas para a melhoria da sobrecarga da equipe de plantão, como a implantação  do médico triagista, que iniciou em outubro e que funciona de segunda a sexta-feira (no turno da manhã) , quando há um maior volume na porta de entrada da emergência, o que deixa os plantonistas mais focados para atuação na expectação das parturientes e gestantes no pré-parto e centro obstétrico.

Além disso, do suporte com dois cardiologistas para o atendimento das pacientes cardiopatas de maior complexidade, no apoio à equipe obstetrícia. E ressalta a decisão dos gestores do hospital, quanto identificar coordenadores de plantão que teriam a autonomia de decisão junto à central de leitos no que tange a Resolução Conselho Regional de Medicina (Cremepe) de restrição de plantão. “Essas propostas de melhorias são bem recentes, foram implantadas há cerca dos últimos 45 dias, mas considero que são medidas importantes. No entanto faz-se necessário um mínimo de seis obstetras por plantão. E também vamos solicitar a SES a reposição imediata dos cargos em vacância”, frisou

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