{"id":11410,"date":"2013-02-18T14:58:33","date_gmt":"2013-02-18T17:58:33","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=11410"},"modified":"2013-02-18T14:58:33","modified_gmt":"2013-02-18T17:58:33","slug":"cresce-75-uso-de-medicamento-para-hiperatividade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/cresce-75-uso-de-medicamento-para-hiperatividade\/","title":{"rendered":"Cresce 75% uso de medicamento para hiperatividade"},"content":{"rendered":"<div id=\"divMateria\">\n<p style=\"text-align: justify;\">O consumo do medicamento para tratamento de hiperatividade, o metilfenidato, entre crian\u00e7as de 6 a 16 anos aumentou no Pa\u00eds 75% de 2009 a 2011, revela pesquisa in\u00e9dita da Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa). O levantamento, feito com base na an\u00e1lise dos dados do Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC), mostra ainda que, entre popula\u00e7\u00e3o de 16 a 59 anos, o crescimento do consumo do rem\u00e9dio foi menor, mas tamb\u00e9m expressivo: 27,4%.<\/p>\n<p>O estudo indica haver uma estreita rela\u00e7\u00e3o entre o padr\u00e3o de uso do metilfenidato e as atividades escolares. A prescri\u00e7\u00e3o cai durante as f\u00e9rias e \u00e9 significativamente maior no segundo semestre. Em 2011, por exemplo, o consumo m\u00e9dio brasileiro no primeiro semestre foi de 19,7 caixas para cada mil crian\u00e7as. Entre agosto e dezembro, a m\u00e9dia subiu para 26,6 caixas por mil.<\/p>\n<p>\u201cOs resultados do levantamento trazem uma s\u00e9rie de perguntas: profissionais est\u00e3o prescrevendo o rem\u00e9dio de forma adequada? O aumento do consumo da droga nesses n\u00edveis j\u00e1 era esperado?\u201d, avalia o presidente da Anvisa, Dirceu Barbano.<\/p>\n<p>A presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Neurologia e Psiquiatria Infantil (Abenepi) no Distrito Federal, Denize Bomfim, afirma n\u00e3o haver uma resposta \u00fanica para as perguntas. \u201cO aumento da prescri\u00e7\u00e3o era, sim, esperado: o diagn\u00f3stico da doen\u00e7a melhorou. Hoje, tanto pais quanto professores t\u00eam uma no\u00e7\u00e3o melhor sobre o que \u00e9 o Transtorno de D\u00e9ficit de Aten\u00e7\u00e3o e Hiperatividade (TDAH).\u201d<\/p>\n<p>A neuropediatra, por\u00e9m, diz que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel saber se o crescimento \u00e9 apenas fruto da melhora de diagn\u00f3stico. \u201cA droga vem sendo usada de forma inadequada por jovens em busca de melhor rendimento. Mas n\u00e3o h\u00e1 como afirmar se tal fen\u00f4meno influenciou os \u00edndices de prescri\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>O fato de se falar mais sobre a doen\u00e7a tamb\u00e9m faz aumentar a press\u00e3o, seja dos professores ou dos pr\u00f3prios pais, para prescri\u00e7\u00e3o do rem\u00e9dio ao menor sinal de dificuldade de aprendizado. Por isso, a subst\u00e2ncia \u00e9 conhecida como \u201cdroga da obedi\u00eancia\u201d.<\/p>\n<p>A coordenadora do SNGPC, M\u00e1rcia Gon\u00e7alves, afirma que esse tipo de comportamento tamb\u00e9m deve ser analisado. \u201cNosso trabalho pode ser usado como refer\u00eancia para as discuss\u00f5es.\u201d<\/p>\n<p>Para evitar que a prescri\u00e7\u00e3o seja feita de forma inadequada, Denize diz que a crian\u00e7a tem de ser avaliada por uma equipe multidisciplinar. \u201cE antes de pensar em TDAH \u00e9 preciso verificar outros fatores, como dificuldades na rela\u00e7\u00e3o com o professor ou com a classe ou quest\u00f5es familiares.\u201d<\/p>\n<p>Sobre o fato de o consumo do rem\u00e9dio variar de acordo com o per\u00edodo letivo, Denize afirma que a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 para que a droga n\u00e3o seja dada durante os fins de semana e, em alguns casos durante as f\u00e9rias.<\/p>\n<p><strong>VENDAS <\/strong>&#8211; O metilfenidato \u00e9 vendido no Brasil com tr\u00eas nomes comerciais diferentes. Em 2009 foram prescritas 557.588 caixas do rem\u00e9dio. Em 2011, o n\u00famero saltou para 1.212.855.<\/p>\n<p>O aumento do consumo do rem\u00e9dio foi identificado em todas as regi\u00f5es do Pa\u00eds. Oito Estados registraram queda na prescri\u00e7\u00e3o do rem\u00e9dio ao longo dos \u00faltimos tr\u00eas anos: Acre, Par\u00e1, Tocantins, Alagoas, Cear\u00e1, Piau\u00ed, Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>J\u00e1 o Distrito Federal \u00e9 a unidade federativa que registrou maior consumo do produto em 2011: foram 114,59 caixas a cada mil habitantes. Em 2009, a m\u00e9dia era de 59,42. Denize diz n\u00e3o saber as raz\u00f5es dessa estat\u00edstica.<\/p>\n<p>\u201cO dado \u00e9 surpreendente e merece uma investiga\u00e7\u00e3o mais detalhada. Qualquer avalia\u00e7\u00e3o agora poderia levar a um erro\u201d, avalia. M\u00e1rcia acredita tamb\u00e9m que os dados de consumo nos Estados podem ajudar a identificar distor\u00e7\u00f5es ou abusos.<\/p>\n<p>O fato de o DF apresentar um grande n\u00famero de jovens e adultos que buscam uma carreira p\u00fablica, por meio de concursos, os chamados \u201cconcurseiros\u201d, merece ser avaliado. \u201cMas a pesquisa, sozinha, n\u00e3o pode ter seus resultados extrapolados. Ela mostra um sintoma. As causas t\u00eam agora de ser investigadas\u201d, afirma Denize.<\/p>\n<p>Barbano considera que a pesquisa apresenta um dado positivo: o fato de a prescri\u00e7\u00e3o do medicamento ter sido feita, sobretudo, por m\u00e9dicos de especialidades relacionadas com a assist\u00eancia \u00e0 crian\u00e7a e ao adolescente que tratam de problemas no sistema nervoso central.<\/p>\n<p>O trabalho demonstrou, por\u00e9m, que alguns profissionais prescreveram uma quantidade do medicamento bem acima da m\u00e9dia dos colegas. M\u00e1rcia afirmou que os dados da pesquisa foram repassados para vigil\u00e2ncias estaduais. \u201cSe houver ind\u00edcios de abuso, os fatos tamb\u00e9m ser\u00e3o encaminhados para os conselhos regionais de medicina.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p>Fonte: Portal NE10 com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Estado<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O consumo do medicamento para tratamento de hiperatividade, o metilfenidato, entre crian\u00e7as de 6 a 16 anos aumentou no Pa\u00eds 75% de 2009 a 2011, revela pesquisa in\u00e9dita da Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa). 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