{"id":11583,"date":"2013-02-19T15:56:03","date_gmt":"2013-02-19T18:56:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=11583"},"modified":"2013-02-22T15:59:46","modified_gmt":"2013-02-22T18:59:46","slug":"aumenta-total-de-medicos-mas-se-mantem-desigualdade-na-distribuicao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/aumenta-total-de-medicos-mas-se-mantem-desigualdade-na-distribuicao\/","title":{"rendered":"Aumenta total de m\u00e9dicos, mas se mant\u00e9m desigualdade na distribui\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div id=\"textConteudo\" style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/38f5202522e09bb4becf4dadb03d61c0Estudo.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" class=\"alignleft size-medium wp-image-11584\" title=\"38f5202522e09bb4becf4dadb03d61c0Estudo\" src=\"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/38f5202522e09bb4becf4dadb03d61c0Estudo-300x186.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"186\" srcset=\"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/38f5202522e09bb4becf4dadb03d61c0Estudo-300x186.jpg 300w, https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/38f5202522e09bb4becf4dadb03d61c0Estudo.jpg 748w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O n\u00famero de m\u00e9dicos em atividade no Brasil chegou a 388.015 em outubro de 2012, segundo registros do Conselho Federal de Medicina (CFM). Com este n\u00famero, se estabelece em n\u00edvel nacional uma raz\u00e3o de 2 profissionais por grupo de 1.000 habitantes, confirmando-se assim uma tend\u00eancia de crescimento exponencial da categoria que j\u00e1 perdura 40 anos.<\/p>\n<p>&#8220;O Demografia 2 torna mais clara a quest\u00e3o do n\u00famero de m\u00e9dicos dispon\u00edveis para a popula\u00e7\u00e3o, desfazendo o mito da falta desses profissionais. Continuam os mesmos problemas de distribui\u00e7\u00e3o, que s\u00f3 ser\u00e3o resolvidos com carreira m\u00e9dica, piso salarial e condi\u00e7\u00f5es de trabalho adequadas&#8221;, destacou o presidente da FENAM, Geraldo Ferreira Filho.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.cremesp.org.br\/pdfs\/DemografiaMedicaBrasilVol2.pdf\" target=\"_blank\">Veja a pesquisa completa! <\/a><\/p>\n<p>Entre 1970, quando havia 58.994 profissionais, e o \u00faltimo trimestre de 2012, o n\u00famero de m\u00e9dicos saltou 557,72%. O percentual \u00e9 quase seis vezes maior que o do crescimento da popula\u00e7\u00e3o, que em cinco d\u00e9cadas aumentou 101,84%. O pa\u00eds nunca teve tantos m\u00e9dicos em atividade, devido a uma combina\u00e7\u00e3o de fatores: mant\u00e9m-se forte a taxa de crescimento do n\u00famero de profissionais mais r\u00e1pido que o da popula\u00e7\u00e3o, houve abertura de muitos cursos de medicina, com aumento de novos registros (mais de 4% ao ano), mais entradas que sa\u00eddas de profissionais do mercado de trabalho, perfil jovem da categoria (baixa m\u00e9dia de idade), al\u00e9m de maior longevidade profissional (alta m\u00e9dia de anos trabalhados).<\/p>\n<p>A perspectiva atual \u00e9 de manuten\u00e7\u00e3o dessa curva ascendente. Enquanto a taxa de crescimento populacional reduz sua velocidade, a abertura de escolas m\u00e9dicas e de vagas em cursos j\u00e1 existentes vive um novo boom, o que sugere aumento significativo no volume de m\u00e9dicos a cada ano. Entre outubro de 2011 e outubro de 2012, foram contabilizados 16.227 novos registros profissionais.<\/p>\n<p>Da mesma forma, houve aumento da raz\u00e3o de m\u00e9dicos por habitante. Em 1980, havia 1,15 m\u00e9dico para cada grupo de 1.000 habitantes no pa\u00eds. Essa raz\u00e3o sobe para 1,48, em 1990; para 1,72, no ano de 2000; atinge 1,91; em 2010; e chega a 1,95 m\u00e9dico por 1.000 habitantes no ano seguinte. O mais recente levantamento mostra que essa raz\u00e3o, em 2012, j\u00e1 \u00e9 de 2\/1.000. Desde 1980 (ao longo de 32 anos), houve um aumento de 74% na raz\u00e3o m\u00e9dico habitante.<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel observar ainda que desde 1940, o segmento dos m\u00e9dicos tem mantido uma linha de crescimento continua e bem superior ao do restante da popula\u00e7\u00e3o. Isso fica evidente na an\u00e1lise dos n\u00fameros absolutos. Em tr\u00eas d\u00e9cadas &#8211; entre 1940 e 1970 -, enquanto a popula\u00e7\u00e3o cresceu 129,18%, o n\u00famero de m\u00e9dicos passou de 20.745 para 58.994, aumento de 184,38%. Nos trinta anos que se seguiram (de 1970 a 2000), o total de m\u00e9dicos chegou a 291.926, um salto de 394,84%, contra um crescimento populacional de 79,44%. Nos \u00faltimos dez anos, at\u00e9 2010, o efetivo de m\u00e9dicos chegou a 364.757, subindo 24,95% em uma d\u00e9cada, contra um aumento populacional de 12,48%.<\/p>\n<p>Um olhar mais agu\u00e7ado permite ver como estes dados se comportam ano a ano. Por exemplo, em 1982, o crescimento anual do total de m\u00e9dicos foi de 5,9%, enquanto o da popula\u00e7\u00e3o geral ficou em 2,2%, ou seja, quase tr\u00eas vezes superior ao de habitantes. Em 2010, a taxa de crescimento dos m\u00e9dicos alcan\u00e7ou 1,6%, enquanto o da popula\u00e7\u00e3o em geral foi de 0,9% (diferen\u00e7a de 77,8% a mais para o grupo de profissionais).<\/p>\n<p>Mais sete mil m\u00e9dicos a cada ano \u2013 Outro fator que contribui para o crescimento do n\u00famero de m\u00e9dicos, segundo o estudo, \u00e9 a diferen\u00e7a entre os novos registros de m\u00e9dicos e aqueles que saem, por aposentadoria, \u00f3bito e outros motivos, resultando em um crescimento natural dessa popula\u00e7\u00e3o no pa\u00eds. A diferen\u00e7a entre sa\u00edda e a entrada forma um contingente de profissionais entre 6 e 8 mil novos m\u00e9dicos a cada ano.<\/p>\n<p>O comportamento registrado no Brasil difere do de outras regi\u00f5es do planeta. Na Europa, o n\u00famero de m\u00e9dicos que se retiram do exerc\u00edcio profissional \u00e9 maior por conta da faixa et\u00e1ria mais elevada dos m\u00e9dicos e da tend\u00eancia de se optar por uma aposentadoria precoce. No Brasil, o grupo de m\u00e9dicos de at\u00e9 39 anos representa 40,59% do total de profissionais na ativa, indicando uma concentra\u00e7\u00e3o nas faixas mais jovens \u2013 o que sugere um tempo maior de perman\u00eancia no exerc\u00edcio da profiss\u00e3o.<\/p>\n<p>Demografia m\u00e9dica no Brasil: Dados sugerem insufici\u00eancia de m\u00e9dicos para atender todo o Sistema \u00danico de Sa\u00fade<\/p>\n<p>Os dados analisados no segundo volume do estudo Demografia M\u00e9dica no Brasil sugerem a exist\u00eancia de um n\u00famero insuficiente de profissionais vinculados ao Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS). As informa\u00e7\u00f5es fornecidas pelo Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Sa\u00fade (CNES) identificaram 215.640 m\u00e9dicos que atuam em servi\u00e7os p\u00fablicos municipais, estaduais e federais. O n\u00famero representa 55,5% do total de 388.015 m\u00e9dicos ativos registrados nos Conselhos Regionais de Medicina.<\/p>\n<p>Embora cerca de 48,66 milh\u00f5es de brasileiros tenham acesso a planos de assist\u00eancia m\u00e9dico-hospitalar (ANS, 2012), o SUS atende constitucionalmente toda a popula\u00e7\u00e3o, inclusive nas a\u00e7\u00f5es de promo\u00e7\u00e3o, vigil\u00e2ncia, assist\u00eancia farmac\u00eautica, urg\u00eancia, emerg\u00eancia e alta complexidade.<\/p>\n<p>Nos dados de m\u00e9dicos do SUS, o estudo Demografia M\u00e9dica faz ressalvas: h\u00e1 falhas na alimenta\u00e7\u00e3o das bases e parte dos m\u00e9dicos em regimes de plant\u00e3o e terceirizados podem n\u00e3o constar do cadastro nacional, subestimando o n\u00famero de profissionais que trabalham no SUS. Al\u00e9m disso, a unidade &#8220;m\u00e9dico do SUS&#8221; \u00e9 complexa, pois existem diferenciais de especialidade, produtividade, idade, g\u00eanero, numero de v\u00ednculos e carga hor\u00e1ria dedicada ao servi\u00e7o.<\/p>\n<p>Pelos registros do CNES, h\u00e1 raz\u00e3o \u00e9 de 1,11 m\u00e9dico que atende SUS por 1.000 habitantes, contra uma raz\u00e3o de 2 por 1.000 para o conjunto dos profissionais registrados. &#8220;Para um sistema de sa\u00fade p\u00fablico e universal, mesmo diante das limita\u00e7\u00f5es das bases de dados do CNES, sup\u00f5e-se que \u00e9 insuficiente a presen\u00e7a de m\u00e9dicos no SUS&#8221;, aponta o levantamento.<\/p>\n<p>Como a migra\u00e7\u00e3o de m\u00e9dicos do setor privado (que conta, proporcionalmente com pelo menos quatro vez mais m\u00e9dicos \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o, conforme revelou a Demografia M\u00e9dica, Volume 1, divulgada em 2011) para o setor p\u00fablico dependeria de transforma\u00e7\u00f5es substantivas do sistema de sa\u00fade, a ado\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas de valoriza\u00e7\u00e3o dos profissionais de sa\u00fade, a desprecariza\u00e7\u00e3o dos v\u00ednculos e a implementa\u00e7\u00e3o de planos de carreira supostamente poderiam amplificar a presen\u00e7a, disponibilidade e a dedica\u00e7\u00e3o exclusiva de parte maior dos m\u00e9dicos atualmente vinculados ao SUS.<\/p>\n<p>Na distribui\u00e7\u00e3o regional, o Sudeste tem a raz\u00e3o mais alta, com 1,35 m\u00e9dico cadastrado no CNES prestando servi\u00e7os ao SUS por grupo de 1.000 habitantes. Nas demais regi\u00f5es, os \u00edndices s\u00e3o ainda piores. No Sul, h\u00e1 1,21 m\u00e9dico na rede p\u00fablica por 1.000 moradores; no Centro-Oeste, a raz\u00e3o \u00e9 1,13; no Nordeste, 0,83; e no Norte, 0,66 (Tabela 1). Em todos os estados, h\u00e1 uma concentra\u00e7\u00e3o maior de m\u00e9dicos vinculados ao SUS nas capitais em compara\u00e7\u00e3o com a realidade vivenciada pelos outros munic\u00edpios.<\/p>\n<p>Demografia m\u00e9dica no Brasil: N\u00famero de m\u00e9dicos nas capitais chega a ser quatro vezes maior que no interior dos estados<\/p>\n<p>As cidades de maior porte, especialmente as capitais, concentram a maioria dos m\u00e9dicos brasileiros, aumentando a desigualdade na concentra\u00e7\u00e3o de m\u00e9dicos. Nove capitais t\u00eam mais de 5 m\u00e9dicos por 1.000 habitantes. Chamam aten\u00e7\u00e3o as desigualdades entre a capital e o conjunto do Estado. Vit\u00f3ria, por exemplo, apresenta a raz\u00e3o de 11,61 \u2013 a maior concentra\u00e7\u00e3o do Sudeste e tamb\u00e9m nacional de m\u00e9dicos por 1.000. Por outro lado, esta situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o se reproduz no conjunto de cidades do Esp\u00edrito Santo, que tem raz\u00e3o de 2,17 \u2013 e teria muito menos se nesse total n\u00e3o estivessem contados os m\u00e9dicos da capital. Ainda no Sudeste, a cidade de S\u00e3o Paulo aparece proporcionalmente com a menor raz\u00e3o entre as capitais, com 4,48 m\u00e9dicos por 1.000 moradores (Tabela 1).<\/p>\n<p>Nos Estados habitados por popula\u00e7\u00e3o de menor renda, o fen\u00f4meno tamb\u00e9m se repete. Macap\u00e1, com 1,38 m\u00e9dico por 1.000 habitantes, tem a menor raz\u00e3o tanto na regi\u00e3o Norte, quanto nacionalmente. No entanto, apesar do desempenho t\u00edmido, o \u00edndice da capital \u00e9 maior que o do pr\u00f3prio Estado do Amap\u00e1, que possui 0,95 m\u00e9dico por 1.000 habitantes. Bel\u00e9m, no Par\u00e1, tem o melhor desempenho da regi\u00e3o Norte, com \u00edndice de 3,44 \u2013 tr\u00eas vezes maior que a raz\u00e3o do estado como um todo: 0,84.<\/p>\n<p>No Nordeste, a distor\u00e7\u00e3o se confirma. Em algumas capitais da regi\u00e3o, h\u00e1 forte concentra\u00e7\u00e3o de m\u00e9dicos\/habitante, como ocorre em Recife (6,27), Jo\u00e3o Pessoa (5,22), e Aracaju (4,95). Essas tr\u00eas cidades superam as m\u00e9dias de seus Estados, respectivamente, Pernambuco (com 1,57 m\u00e9dico por 1.000 habitantes), Para\u00edba (1,38) e Sergipe (1,42). Enquanto isso, a capital maranhense, S\u00e3o Lu\u00eds, conta com o \u00edndice de 2,88 m\u00e9dicos, enquanto o estado se posiciona na rabeira do ranking estadual, com apenas 0,71 profissionais para cada grupo de 1.000 moradores.<\/p>\n<p>J\u00e1 no Centro-Oeste, Goi\u00e2nia lidera o ranking das capitais, com raz\u00e3o de 5,42 m\u00e9dicos, embora no estado de Goi\u00e1s este \u00edndice seja de apenas 1,73 m\u00e9dicos por 1,000 habitantes. Todas as capitais do Sul \u2013 Porto Alegre (8,73), Florian\u00f3polis (7,72) e Curitiba (5,71) \u2013 possuem raz\u00e3o de m\u00e9dicos registrados muito acima da m\u00e9dia nacional. As tr\u00eas cidades superam ainda as m\u00e9dias de seus Estados, respectivamente, Rio Grade do Sul (com 2,37 m\u00e9dicos por 1.000 habitantes), Santa Catarina (1,98) e Paran\u00e1 (1,87).<\/p>\n<p>Demografia m\u00e9dica no Brasil: Abertura de escolas de medicina n\u00e3o fixa profissionais<\/p>\n<p>O estudo Demografia M\u00e9dica no Brasil &#8211; Volume 2 demonstrou que n\u00e3o se confirma a expectativa de que as escolas m\u00e9dicas sejam sempre polos em torno dos quais os m\u00e9dicos ali graduados exercer\u00e3o a profiss\u00e3o. Ap\u00f3s a conquista do diploma, os grandes centros s\u00e3o a op\u00e7\u00e3o preferencial para instala\u00e7\u00e3o dos m\u00e9dicos e exercem mais atra\u00e7\u00e3o que as cidades onde eles se formaram ou nasceram.<\/p>\n<p>Para chegar a esta conclus\u00e3o, foi acompanhada, ao longo de tr\u00eas d\u00e9cadas, a migra\u00e7\u00e3o de 225.024 m\u00e9dicos. Foram considerados o local de nascimento, o local de gradua\u00e7\u00e3o e o primeiro registro em Conselho Regional de Medicina. Tamb\u00e9m foram analisados os cancelamentos de registros, por motivo de transfer\u00eancia do m\u00e9dico de um estado a outro. A an\u00e1lise foi de 1980 a 2009, per\u00edodo em que uma centena de novas escolas m\u00e9dicas foram criadas no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Do universo pesquisado, 107.114 m\u00e9dicos se graduaram em local diferente daquele onde nasceu. Nesse grupo, 39.390 (36,8%) retornaram ao munic\u00edpio de onde sa\u00edram. As capitais dos estados de S\u00e3o Paulo e do Rio de Janeiro, juntas, s\u00e3o respons\u00e1veis por cerca de um ter\u00e7o desse percentual de retorno.<\/p>\n<p>Ainda dentro do grupo de 107.114 m\u00e9dicos que se graduou em local diferente daquele onde nasceu, 27.106 (25,3%) ficaram na localidade onde se graduaram. Tamb\u00e9m nestes casos, s\u00e3o os centros urbanos que exercem atra\u00e7\u00e3o sobre os egressos das escolas m\u00e9dicas. Cerca de 60% dos que ficaram onde se graduaram, permaneceram em sete capitais (Rio de Janeiro, S\u00e3o Paulo, Porto Alegre, Recife, Belo Horizonte, Salvador e Curitiba). Os outros 40.618 (37,9%) que se graduaram em local diferente de onde nasceu, est\u00e3o hoje exercendo sua atividade ou residindo em outro lugar, diferente daquele onde nasceu e diferente daquele onde se graduou.<\/p>\n<p>Concentra\u00e7\u00e3o nas capitais \u2013 O perfil da migra\u00e7\u00e3o de m\u00e9dicos \u00e9 praticamente o mesmo em cada d\u00e9cada analisada, mesmo nos anos ap\u00f3s a abertura de muitas escolas no interior dos estados. O que se v\u00ea, no entanto, s\u00e3o pontos de concentra\u00e7\u00e3o nas capitais e nas regi\u00f5es mais desenvolvidas. Entre 1980 e 1989, por exemplo, 57% dos profissionais formados atuavam nas capitais e os outros 43% no interior dos estados. Na d\u00e9cada seguinte, o percentual de m\u00e9dicos nas capitais se manteve o mesmo e, entre 2000 e 2009, subiu para 59,4%.<\/p>\n<p>Demografia m\u00e9dica no Brasil: M\u00e9dicos formados no exterior tamb\u00e9m buscam grandes centros<\/p>\n<p>&#8220;A revalida\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica ou facilitada de diplomas de m\u00e9dicos estrangeiros ou brasileiros formados no exterior, caso ocorra, n\u00e3o ser\u00e1 um fator autom\u00e1tico de redu\u00e7\u00e3o das desigualdades de distribui\u00e7\u00e3o de m\u00e9dicos no Brasil&#8221;. Esta \u00e9 uma das previs\u00f5es do estudo Demografia M\u00e9dica volume 2, que analisou dados in\u00e9ditos sobre a presen\u00e7a de portadores de diplomas obtidos no exterior em atividade no pa\u00eds. Uma das constata\u00e7\u00f5es que chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 a concentra\u00e7\u00e3o desses profissionais em estados do Sudeste, justamente naqueles com maior presen\u00e7a de m\u00e9dicos. Esta tend\u00eancia contraria o argumento defendido pelo Governo de que este contingente assumir\u00e1 os postos nos chamados vazios assistenciais.<\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo \u00e9 de longe a cidade que concentra o maior n\u00famero de m\u00e9dicos formados no exterior. Do total de 6.980 profissionais com estas caracter\u00edsticas e que possuem CRM, 16,30% t\u00eam endere\u00e7o de domic\u00edlio ou de trabalho na Capital. Outros 836 est\u00e3o no interior paulista. Juntamente com Rio de Janeiro e Minas Gerais, no Estado de S\u00e3o Paulo, se concentram 42,22% dos egressos de outros pa\u00edses (Tabela 1).<\/p>\n<p>Os n\u00fameros mostram ainda que, da mesma forma que os m\u00e9dicos brasileiros em geral, os profissionais diplomados no exterior preferem trabalhar e residir nos grandes centros. Mas alguns estados fogem \u00e0 regra. \u00c9 o caso da Bahia, onde h\u00e1 registro de 467 profissionais formados em outros pa\u00edses, sendo que 75% deles residem fora de Salvador, embora o estudo n\u00e3o revele se estes profissionais est\u00e3o, de fato, em munic\u00edpios mais remotos do Estado ou em distritos que envolvem a capital.<\/p>\n<p>Dentre os portadores de diplomas estrangeiros, quase 65% s\u00e3o brasileiros que sa\u00edram para estudar fora e retornaram. Dentre os estrangeiros, se destacam os bolivianos no pa\u00eds, com 880 registros. Os demais s\u00e3o origin\u00e1rios de 52 outras na\u00e7\u00f5es diferentes: 6% do Peru, 4% da Col\u00f4mbia, 3% de Cuba, etc. Ressalta-se que neste grupo constam apenas profissionais que se submeteram \u00e0s exig\u00eancias legais, ou seja, passaram por exame para revalidar os diplomas e se inscreveram em algum Conselho Regional de Medicina.<\/p>\n<p>O estudo tamb\u00e9m analisou o fluxo de entrada no pa\u00eds desses m\u00e9dicos que se formaram no exterior. De 2000 a 2005, houve um aumento significativo de novas entradas por ano, que passou de 201 para 830. Desde ent\u00e3o, tem sido registrada queda constante neste n\u00famero. Em 2011, foram 238 registros de m\u00e9dicos formados em outros pa\u00edses e, at\u00e9 outubro de 2012, outros 121. A redu\u00e7\u00e3o de entrada coincide com a defini\u00e7\u00e3o de novas regras de revalida\u00e7\u00e3o e a implanta\u00e7\u00e3o do Exame Nacional de Revalida\u00e7\u00e3o de Diplomas M\u00e9dicos (Revalida), defendido pelas entidades m\u00e9dicas.<\/p>\n<p>Perfil \u2013 Do conjunto de graduados no exterior, a maioria \u00e9 formada por homens \u2013 66,3% contra 33,7% de mulheres. A m\u00e9dia de idade dos profissionais diplomados no exterior \u00e9 de 43 anos. S\u00e3o quase tr\u00eas anos mais novos que o conjunto de m\u00e9dicos do pa\u00eds. Os homens formados l\u00e1 fora t\u00eam 46 anos em m\u00e9dia e as mulheres, 41 anos, contra 49,78 e 42,36 anos para o total dos profissionais em atividade no pa\u00eds, respectivamente.<\/p><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Fonte : Imprensa FENAM<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O n\u00famero de m\u00e9dicos em atividade no Brasil chegou a 388.015 em outubro de 2012, segundo registros do Conselho Federal de Medicina (CFM). Com este n\u00famero, se estabelece em n\u00edvel nacional uma raz\u00e3o de 2 profissionais por grupo de 1.000 habitantes, confirmando-se assim uma tend\u00eancia de crescimento exponencial da categoria que j\u00e1 perdura 40 anos. 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