{"id":11798,"date":"2013-02-28T11:33:59","date_gmt":"2013-02-28T14:33:59","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=11798"},"modified":"2013-02-28T11:33:59","modified_gmt":"2013-02-28T14:33:59","slug":"fenam-brasil-tem-180-mil-medicos-sem-titulo-de-especialista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/fenam-brasil-tem-180-mil-medicos-sem-titulo-de-especialista\/","title":{"rendered":"FENAM: Brasil tem 180 mil m\u00e9dicos sem t\u00edtulo de especialista"},"content":{"rendered":"<div id=\"textConteudo\" style=\"text-align: justify;\">Dos 388.015 m\u00e9dicos em atividade no Brasil, 54% t\u00eam uma ou mais especialidade. Os outros 180.136 profissionais (46%) do total, n\u00e3o t\u00eam titulo de especialista emitido por sociedade de especialidade ou obtido ap\u00f3s conclus\u00e3o de Resid\u00eancia M\u00e9dica. De acordo com estudo Demografia M\u00e9dica \u2013 volume 2 este dado insere um elemento preocupante para a assist\u00eancia levando-se e conta a deteriora\u00e7\u00e3o da qualidade do ensino m\u00e9dico e a falta de vagas nas Resid\u00eancias M\u00e9dicas para todos os egressos dos cursos de gradua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Excluindo-se os m\u00e9dicos mais jovens, que ainda n\u00e3o ingressaram ou n\u00e3o conclu\u00edram seus cursos de especializa\u00e7\u00e3o, e os mais velhos, que desistiram de tentar vagas em resid\u00eancia ou n\u00e3o se submeteram aos atuais mecanismos de especializa\u00e7\u00e3o, restam 88.000 m\u00e9dicos sem t\u00edtulo. Este contingente, com idades que variam de 30 a 60 anos s\u00e3o os mais prejudicados pelas defici\u00eancias no acesso \u00e0 Resid\u00eancia M\u00e9dica.<\/p>\n<p>&#8220;Cabe ao Governo proporcionar um sistema formador em condi\u00e7\u00f5es de atender essa demanda reprimida e os futuros egressos das escolas. Todos devem ter a possibilidade de aperfei\u00e7oar sua forma\u00e7\u00e3o, o que resultar\u00e1 em benef\u00edcios diretos para o paciente e a sociedade&#8221;, lembra o presidente do CFM, Roberto Luiz d\u2019Avila.<\/p>\n<p>Para ele, n\u00e3o adianta apenas criar vagas em cursos de medicina, mas se deve assegurar uma estrutura de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em n\u00famero e qualidade suficientes, concordando com as conclus\u00f5es apresentadas. &#8220;Ao terem acesso ao aprimoramento e atualiza\u00e7\u00e3o \u2013 por meio de uma pol\u00edtica de educa\u00e7\u00e3o continuada dirigida a eles \u2013 ou mesmo \u00e0 especializa\u00e7\u00e3o tardia, estes profissionais poderiam suprir car\u00eancias localizadas do sistema de sa\u00fade, inclusive na aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria&#8221;, revela o estudo. No cen\u00e1rio atual, como inexistem vagas de Resid\u00eancia M\u00e9dica para todos, parte desses jovens m\u00e9dicos poder\u00e1 permanecer por muito tempo ou por toda a vida profissional sem especializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Distribui\u00e7\u00e3o desigual \u2013 <\/strong>A distribui\u00e7\u00e3o de profissionais por grandes regi\u00f5es do pa\u00eds, em n\u00fameros absolutos, mostra que onde se concentram mais m\u00e9dicos em geral, tamb\u00e9m h\u00e1 mais especialistas. Vice-versa, as regi\u00f5es com menor n\u00famero de m\u00e9dicos tamb\u00e9m contam com menor quantidade de profissionais titulados. No Sudeste, por exemplo, est\u00e3o 56,04% dos m\u00e9dicos em geral e 54,51% dos profissionais titulados.<\/p>\n<p>Por outro lado, o Norte tem a menor porcentagem de m\u00e9dicos em geral \u2013 4,26% \u2013 e a menor tamb\u00e9m de especialistas, 3,57%. No Sul, a porcentagem de m\u00e9dicos em geral em rela\u00e7\u00e3o ao pa\u00eds \u00e9 de 14,91%, enquanto a dos profissionais titulados sobe para 18,06%.<\/p>\n<p>De um modo geral, os moradores das \u00e1reas com melhores indicadores socioecon\u00f4micos t\u00eam n\u00e3o s\u00f3 o maior n\u00famero de m\u00e9dicos \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o, como tamb\u00e9m o maior n\u00famero de especialistas entre eles. O Rio Grande do Sul \u00e9 o estado com maior propor\u00e7\u00e3o de especialistas. Dos 25.541 profissionais ga\u00fachos em atividade, 66,29% s\u00e3o titulados. Seguem o Distrito Federal, com 65,82%, e o Esp\u00edrito Santo, com 65,12%. Outros tr\u00eas estados (Santa Catarina, Paran\u00e1 e Mato Grosso do Sul) contam com 60% ou mais de especialistas.<\/p>\n<p>Em contrapartida, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 menos favor\u00e1vel alguns estados, a maioria do Norte e do Nordeste. Nestes locais, h\u00e1 mais generalistas que especialistas (Tabela 9). No Maranh\u00e3o, apenas 37,4% dos m\u00e9dicos em atividade no estado possuem algum t\u00edtulo de especializa\u00e7\u00e3o. Rio Grande do Norte, Pernambuco, Roraima, Acre e outros sete estados tamb\u00e9m contam com mais &#8220;generalistas&#8221; que especialistas.<\/p>\n<p>Fonte : CFM com informa\u00e7\u00f5es da Pesquisa Demogr\u00e1fica M\u00e9dica no Brasil 2013<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dos 388.015 m\u00e9dicos em atividade no Brasil, 54% t\u00eam uma ou mais especialidade. Os outros 180.136 profissionais (46%) do total, n\u00e3o t\u00eam titulo de especialista emitido por sociedade de especialidade ou obtido ap\u00f3s conclus\u00e3o de Resid\u00eancia M\u00e9dica. 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