{"id":14161,"date":"2013-07-01T09:02:41","date_gmt":"2013-07-01T12:02:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=14161"},"modified":"2013-07-01T09:09:36","modified_gmt":"2013-07-01T12:09:36","slug":"residencia-medica-tornou-se-umatrativo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/residencia-medica-tornou-se-umatrativo\/","title":{"rendered":"Resid\u00eancia m\u00e9dica tornou-se um atrativo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Ainda que pr\u00f3spera, a migra\u00e7\u00e3o da classe m\u00e9dica para as tr\u00eas regi\u00f5es que comp\u00f5em o Interior pernambucano ainda \u00e9 t\u00edmida. Para incentivar o interesse, as resid\u00eancias m\u00e9dicas surgem como solu\u00e7\u00e3o para estreitar os la\u00e7os entre m\u00e9dicos e cidades interioranas. Em 2001, foi implantada a especializa\u00e7\u00e3o no Hospital Regional do Agreste (HRA), em Caruaru. De acordo com o coordenador de resid\u00eancia, Valter Lira, o HRA foi a primeira unidade do Interior a oferecer resid\u00eancia. \u201cCome\u00e7amos com apenas algumas vagas, hoje, contamos com mais de 30 residentes. A iniciativa se deu principalmente, para que os m\u00e9dicos, maioria da Capital ou de outros estados, conhecessem o Interior de Pernambuco, que criasse la\u00e7os e ficasse\u201d, relatou. Ainda de acordo com o m\u00e9dico, todos os anos, s\u00e3o lan\u00e7ados no mercado dezenas de m\u00e9dicos especializados pelo HRA e 90% d\u00e3o continuidade a suas atividades na regi\u00e3o. \u201cComo \u00e9 que os profissionais que nunca tiveram v\u00ednculos com o Interior v\u00e3o optar por trabalhar aqui? A possibilidade \u00e9 m\u00ednima. A resid\u00eancia m\u00e9dica prova que uma vez familiarizado com a regi\u00e3o, os profissionais tendem a ficar\u201d, pontuou Valter Lira. Confirmando a suspeita do m\u00e9dico, residentes demonstram interesse em trabalhar na regi\u00e3o. Mariana Albuquerque \u00e9 do Recife, escolheu fazer resid\u00eancia em Caruaru pela proximidade com a capital e pensa em permanecer no munic\u00edpio. \u201cN\u00e3o descarto a possibilidade. Se tiver oportunidade fico na cidade\u201d, declarou a futura anestesiologista. Roberto Flores compartilha do mesmo pensamento que o da colega. \u201cSou do Recife, mas Caruaru tem um campo muito bom para a medicina. Tenho vontade de trabalhar na regi\u00e3o, sim\u201d, informou. O coordenador da resid\u00eancia do HRA ressaltou que devido \u00e0 demanda, existe o interesse em aumentar as vagas ofertadas. Na semana passada, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que at\u00e9 2017 ir\u00e1 abrir 12 mil vagas de resid\u00eancia m\u00e9dica em todas as especialidades. As primeiras quatro mil vagas ser\u00e3o criadas at\u00e9 2015. As medidas ser\u00e3o acompanhadas de um investimento anual de R$ 80 milh\u00f5es em hospitais e unidades de sa\u00fade que expandirem programas<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Apenas duas unidades t\u00eam especializa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atualmente, duas institui\u00e7\u00f5es oferecem resid\u00eancia m\u00e9dica no Interior, o Hospital Regional do Agreste, em Caruaru e o Hospital Dom Malan, em Petrolina. No entanto, uma dezena de hospitais regionais encabe\u00e7am 12 Ger\u00eancias de Sa\u00fade (Geres) espalhados pelo Estado. A implanta\u00e7\u00e3o de resid\u00eancias m\u00e9dicas nessas unidades poderia acarretar no mesmo efeito que sucedeu em Caruaru e Petrolina: a ader\u00eancia de novos m\u00e9dicos \u00e0 regi\u00e3o. Para isso, as unidades regionais teriam que se enquadrar nas especifica\u00e7\u00f5es exigidas pelo MEC em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 estrutura e equipe de preceptores. As \u00fanicas unidades que conseguiram o direito de oferecer a resid\u00eancia, al\u00e9m de cumprir com as exig\u00eancias, s\u00e3o submetidas a avalia\u00e7\u00f5es peri\u00f3dicas. Segundo o diretor do Hospital Regional do Agreste Jos\u00e9 Bezerra, a autoriza\u00e7\u00e3o para ampliar o quadro de vagas n\u00e3o deve ser um obst\u00e1culo para a unidade. \u201cEstamos entre os seis hospitais mais importantes do Estado\u201d, relatou. Quanto \u00e0 falta de especialistas m\u00e9dicos, o gestor \u00e9 contundente. \u201cQuando vejo algu\u00e9m se referindo a falta de m\u00e9dicos sou enf\u00e1tico, n\u00e3o existe falta de m\u00e9dico, existe a m\u00e1 distribui\u00e7\u00e3o\u201d, ressaltou Jos\u00e9 Bezerra. Enquanto os hospitais sede de cada Gere n\u00e3o disponibiliza especializa\u00e7\u00e3o, muitos m\u00e9dicos tentam vagas nas unidades de sa\u00fade das regi\u00f5es Sul e Sudeste do Pa\u00eds. \u201cPenso em tentar resid\u00eancia no Rio ou S\u00e3o Paulo porque l\u00e1 existem mais vagas e variedades de cursos. Mas se houvesse especializa\u00e7\u00f5es por aqui, com certeza optaria por ficar no meu Estado, perto de casa\u201d, afirmou o graduando em medicina, Carlos Monteiro, natural de Afogados da Ingazeira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Folha PE<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ainda que pr\u00f3spera, a migra\u00e7\u00e3o da classe m\u00e9dica para as tr\u00eas regi\u00f5es que comp\u00f5em o Interior pernambucano ainda \u00e9 t\u00edmida. Para incentivar o interesse, as resid\u00eancias m\u00e9dicas surgem como solu\u00e7\u00e3o para estreitar os la\u00e7os entre m\u00e9dicos e cidades interioranas. 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