{"id":16625,"date":"2013-11-06T08:26:10","date_gmt":"2013-11-06T11:26:10","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=16625"},"modified":"2013-11-06T08:26:10","modified_gmt":"2013-11-06T11:26:10","slug":"o-avanco-do-crack","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/o-avanco-do-crack\/","title":{"rendered":"O avan\u00e7o do Crack"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Pesquisa da Universidade Federal de Pernambuco coordenada pela professora Roberta Uch\u00f4a, e destacada na edi\u00e7\u00e3o do JC no \u00faltimo dia 27, ratificou a dimens\u00e3o assustadora tomada pelo consumo de crack no Grande Recife em poucos anos. De acordo com o estudo, foi em 2010 que as apreens\u00f5es da droga superaram as apreens\u00f5es de maconha na RMR &#8211; e naquele ano, o total interceptado foi de 76 quilos, enquanto de janeiro a setembro deste ano, segundo a Secretaria de Defesa Social, o volume chegou a 235 quilos retirados do tr\u00e1fico em Pernambuco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pedra maldita \u00e9 o entorpecente do s\u00e9culo 21 nas nossas ruas. Em parceria com o Instituto de Criminal\u00edstica, a pesquisa mostrou que, em 2001, o crack era apenas 1,8% dos entorpecentes pegos pela pol\u00edcia, e a maconha liderava com quase 80% das apreens\u00f5es. Em 2010, o crack ultrapassou a erva, com cerca de 46%, contra 42% da maconha no universo de drogas confiscadas. De custo barato e alto poder de depend\u00eancia, o v\u00edcio do crack avan\u00e7ou logo no mercado do tr\u00e1fico no Brasil, e hoje pode ser visto como problema de sa\u00fade p\u00fablica na maioria dos munic\u00edpios do Pa\u00eds, com avassaladora predomin\u00e2ncia no Nordeste, segundo dados recentes da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz. O retrato da situa\u00e7\u00e3o de calamidade no Grande Recife n\u00e3o difere de outros grandes centros urbanos, como S\u00e3o Paulo, onde surgiu o termo cracol\u00e2ndia, para designar uma \u00e1rea de concentra\u00e7\u00e3o de usu\u00e1rios da droga no centro da cidade. Atualmente, h\u00e1 tantos pontos de consumo coletivo na maior cidade da Am\u00e9rica Latina que j\u00e1 surgiram as minicracol\u00e2ndias, longe do centro, expandindo o tr\u00e1fico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como se n\u00e3o bastasse as imagens deprimentes do v\u00edcio transformado em epidemia nas ruas, os testemunhos de quem mergulhou ao inferno s\u00e3o pungentes. &#8220;O crack arrasta tudo, ningu\u00e9m acredita mais em voc\u00ea. Viciei na primeira pedra. Para entrar \u00e9 f\u00e1cil. Para sair \u00e9 dif\u00edcil demais&#8221;, declarou \u00e0 nossa reportagem um ex-pescador e ex-viciado em maconha, que tenta recuperar a vida atrav\u00e9s do Programa Atitude, da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos de Pernambuco. Para a professora Roberta Uch\u00f4a, a aus\u00eancia de pol\u00edticas eficazes de preven\u00e7\u00e3o e inser\u00e7\u00e3o social nos anos 1990 pode explicar o crescimento vertiginoso do crack na capital pernambucana na primeira d\u00e9cada dos anos 2000. &#8220;\u00c9 uma gera\u00e7\u00e3o perdida que, sem estudo e sem se inserir no mercado de trabalho, passa a atuar nesse campo. Virou uma atividade econ\u00f4mica alternativa&#8221;, avalia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dos 94 bairros do Recife, somente 11 n\u00e3o exibem estat\u00edsticas de consumo e apreens\u00e3o da droga. Os demais comp\u00f5em a \u00e1rea da cracol\u00e2ndia, num desafio cada vez maior para as autoridades, com rebatimento nas \u00e1reas social, na educa\u00e7\u00e3o e na seguran\u00e7a. O que se espera dos governantes \u00e9 o comprometimento p\u00fablico \u00e0 altura desse desafio, porque as consequ\u00eancias da omiss\u00e3o est\u00e3o nas ruas e avenidas, e afetam todos os cidad\u00e3os, todas as fam\u00edlias, de todas as classes sociais. Para enfrentar o crack, n\u00e3o h\u00e1 mais tempo a perder.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Jornal do Commercio<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa da Universidade Federal de Pernambuco coordenada pela professora Roberta Uch\u00f4a, e destacada na edi\u00e7\u00e3o do JC no \u00faltimo dia 27, ratificou a dimens\u00e3o assustadora tomada pelo consumo de crack no Grande Recife em poucos anos. 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