{"id":18155,"date":"2014-03-26T14:35:27","date_gmt":"2014-03-26T17:35:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=18155"},"modified":"2014-03-26T14:36:58","modified_gmt":"2014-03-26T17:36:58","slug":"prioridade-para-mamografia-acima-dos-50-ainda-gera-polemica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/prioridade-para-mamografia-acima-dos-50-ainda-gera-polemica\/","title":{"rendered":"Prioridade para mamografia acima dos 50 ainda gera pol\u00eamica"},"content":{"rendered":"<div id=\"divMateria\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Entidades m\u00e9dicas e Minist\u00e9rio da Sa\u00fade permanecem num impasse quanto \u00e0 idade recomendada para o rastreamento do c\u00e2ncer de mama por meio da mamografia. Em 2013, contrariando lei que dava acesso ao exame para mulheres a partir dos 40 anos, portaria do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade baixou a faixa priorit\u00e1ria, fixando-a entre 50 e 69 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em audi\u00eancia p\u00fablica na C\u00e2mara dos Deputados para debater o assunto, o representante da Sociedade Brasileira de Mastologia, Jos\u00e9 Lu\u00eds Francisco, disse que a mamografia deve ser feita anualmente em todas as mulheres depois dos 40 anos. Enquanto isso, o Instituto do Nacional de C\u00e2ncer recomenda o exame a cada dois anos em mulheres entre 50 e 69 anos. As mulheres com menos de 50 anos podem fazer o exame pela rede p\u00fablica, mas, para isso, precisam ter hist\u00f3rico familiar ou sintomas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Francisco ressaltou que o c\u00e2ncer de mama em mulheres mais jovens normalmente \u00e9 mais agressivo. \u201c[A portaria] \u00e9 uma quest\u00e3o monet\u00e1ria, e n\u00e3o cient\u00edfica], disse o m\u00e9dico. Segundo ele, \u00e9 fundamental diagnosticar e agir contra o c\u00e2ncer de mama enquanto ainda n\u00e3o se pode perceber o n\u00f3dulo com o autoexame.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O presidente do Conselho Cient\u00edfico da Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Entidades Filantr\u00f3picas de Apoio \u00e0 Sa\u00fade da Mama, (Femama), Ricardo Caponero, considera o diagn\u00f3stico precoce fundamental para a sobrevida da paciente. \u201cN\u00e3o tem d\u00favida de que o diagn\u00f3stico precoce traz sobrevida.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Caponero citou pesquisa feita em Goi\u00e2nia, segundo a qual 27% dos casos de c\u00e2ncer de mama ocorrem entre os 41 e os 50 anos de idade. De acordo com a pesquisa, casos da doen\u00e7a aos 50 anos giram em torno de 57%. \u201cSe fizermos mamografia s\u00f3 a partir dos 50 anos, estaremos cobrindo 60% da popula\u00e7\u00e3o e deixando 40% descobertos. Lembrando que os 40% s\u00e3o mulheres mais jovens, que ainda t\u00eam filho para criar, o que gera um impacto social muito maior\u201d, ressaltou Caponero.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Patr\u00edcia Sampaio, representante do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade na audi\u00eancia, n\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancias de que o rastreamento do c\u00e2ncer de mama em mulheres com menos de 40 anos reduza a queda da mortalidade. \u201cO que levou o minist\u00e9rio a editar essa portaria n\u00e3o foi dinheiro, foi uma quest\u00e3o t\u00e9cnica de alta mortalidade por c\u00e2ncer de mama, que pode ser reduzida se a mamografia for feita na faixa et\u00e1ria correta.\u201d, disse Patr\u00edcia. Ela acrescentou que s\u00f3 se pode instituir um programa de rastreamento em qualquer \u00e1rea se houver evid\u00eancia cient\u00edfica clara de que ele vai trazer benef\u00edcio \u00e0 popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo estudo apontado por Patr\u00edcia, o diagn\u00f3stico precoce em mulheres com menos de 50 anos n\u00e3o altera o tempo de vida da paciente. Ela destacou que a queda da mortalidade na faixa et\u00e1ria priorit\u00e1ria para o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade ainda \u00e9 baixa, porque o sistema de sa\u00fade continua fazendo muitas mamografias em mulheres de outras faixas et\u00e1rias.\u00a0 \u201cTemos de fazer o exame na faixa priorit\u00e1ria, reduzir a mortalidade, e s\u00f3 depois discutir a quest\u00e3o da faixa et\u00e1ria\u201d, afirmou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lourdes Rodrigues foi diagnosticada com c\u00e2ncer de mama aos 37 anos. \u201cEu percebi que tinha um caro\u00e7o no meu seio, e consegui fazer o teste no trabalho do meu marido, que tinha recebido um aparelho novo de mamografia e precisava de algu\u00e9m para testar\u201d. Lourdes precisou fazer esvaziamento da axila e retirar a mama.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Passados dez anos, hoje ela faz parte do grupo Recome\u00e7ar, de mulheres que passaram por essa situa\u00e7\u00e3o. \u201cA maioria das mulheres do grupo teve c\u00e2ncer de mama com menos de 50 anos \u2013 muitas, como eu, com menos de 40. \u00c9 muito dif\u00edcil ver uma portaria como essa diminuindo as chances de mulheres como eu sobreviverem\u201d, lamentou Lourdes.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entidades m\u00e9dicas e Minist\u00e9rio da Sa\u00fade permanecem num impasse quanto \u00e0 idade recomendada para o rastreamento do c\u00e2ncer de mama por meio da mamografia. Em 2013, contrariando lei que dava acesso ao exame para mulheres a partir dos 40 anos, portaria do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade baixou a faixa priorit\u00e1ria, fixando-a entre 50 e 69 anos. 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