{"id":18369,"date":"2014-04-11T11:57:01","date_gmt":"2014-04-11T14:57:01","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=18369"},"modified":"2014-04-11T11:57:01","modified_gmt":"2014-04-11T14:57:01","slug":"parkinson-nao-e-sentenca-de-morte-diz-paciente-que-aprendeu-a-lidar-com-a-doenca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/parkinson-nao-e-sentenca-de-morte-diz-paciente-que-aprendeu-a-lidar-com-a-doenca\/","title":{"rendered":"Parkinson n\u00e3o \u00e9 senten\u00e7a de morte, diz paciente que aprendeu a lidar com a doen\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Especialista em gest\u00e3o empresarial, Gilberto de Oliveira Santos, 52 anos, estava no auge da carreira quando recebeu o diagn\u00f3stico que mudou radicalmente a sua vida. Gilberto come\u00e7ou a sentir os primeiros sintomas, pequenos tremores nas m\u00e3os, aos 44 anos de idade e decidiu procurar um m\u00e9dico. Passou por cinco neurologistas at\u00e9 descobrir, quase um ano depois, que tinha Parkinson. A doen\u00e7a evoluiu r\u00e1pido e, nesse mesmo per\u00edodo em que procurou ajuda, os tremores aumentaram, atingindo os m\u00fasculos da face e laringe, resultando na perda da fala.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A idade de Gilberto pode ter contribu\u00eddo com a demora no diagn\u00f3stico. Considerada uma doen\u00e7a degenerativa, incur\u00e1vel, cr\u00f4nica e progressiva, o Parkinson \u00e9 mais frequente em pessoas idosas. Geralmente, os sintomas surgem depois dos 65 anos de idade, mas cerca de 15% dos doentes desenvolvem o Parkinson antes dos 50 anos. \u00a0A doen\u00e7a provoca a perda de neur\u00f4nios do sistema nervoso central em uma regi\u00e3o conhecida como subst\u00e2ncia negra, resultando a diminui\u00e7\u00e3o do neurotransmissor dopamina, respons\u00e1vel pelo controle dos movimentos.<\/p>\n<p>Tremor, rigidez muscular e dist\u00farbios do equil\u00edbrio s\u00e3o alguns dos sintomas, que podem ser retardados atrav\u00e9s de tratamento medicamentoso. \u00c9 por isso que nesta sexta-feira (11), quando se comemora o Dia Mundial do Parkinson, m\u00e9dicos e associa\u00e7\u00f5es de pacientes alertam sobre a import\u00e2ncia de desmistificar a doen\u00e7a e mostrar que, atrav\u00e9s de tratamento, \u00e9 poss\u00edvel melhorar a qualidade de vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Gilberto, o momento mais dif\u00edcil foi no dia que recebeu o diagn\u00f3stico.&#8221;Por que comigo? E por que t\u00e3o cedo? Eu realmente n\u00e3o entendia. Estava me realizando profissionalmente, era convidado para ministrar palestras, tamb\u00e9m acompanhava o crescimento dos meus dois filhos&#8221;, afirma, ao lembrar o que passou pela sua cabe\u00e7a quando saiu do consult\u00f3rio m\u00e9dico.<\/p>\n<p>Mas o sentimento de inseguran\u00e7a e tristeza duraram pouco. &#8220;Posso deixar de falar e de escrever, mas nunca vou deixar de sonhar. Carrego comigo esse lema desde a primeira semana de tratamento&#8221;. E foi assim que, depois de come\u00e7ar a tomar as medica\u00e7\u00f5es, passar por v\u00e1rias sess\u00f5es de fisioterapia e fonoaudiologia, Gilberto voltou a falar. Embora possua limita\u00e7\u00f5es de movimento, hoje ele tem uma vida ativa, presta servi\u00e7os de consultoria e ainda escreve para o seu blog &#8220;<a href=\"http:\/\/www.turmadotremetreme.blogspot.com.br\/\" target=\"_blank\">A Turma do Treme Treme<\/a>&#8220;. &#8220;Procuro mostrar que o Parkinson n\u00e3o \u00e9 uma senten\u00e7a de morte. Perdi um amigo da minha idade porque ele se entregou para a doen\u00e7a. Ele poderia estar vivo e feliz&#8221;.<\/p>\n<p>A presidente da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/ParkinsonPE?fref=ts\" target=\"_blank\">Associa\u00e7\u00e3o de Parkinson de Pernambuco<\/a> (ASP-PE), Terezinha Veloso, afirma que muitos pacientes t\u00eam dificuldade de assumir a doen\u00e7a. &#8220;\u00c9 fundamental aceitar o tratamento, at\u00e9 porque al\u00e9m dos medicamentos, \u00e9 necess\u00e1rio passar por sess\u00f5es de fisioterapia, fonoaudiologia, psicologia e terapia ocupacional&#8221;, disse. Segundo ela, Pernambuco n\u00e3o possui nenhum levantamento sobre o n\u00famero de pacientes no Estado. &#8220;O que posso afirmar \u00e9 que a doen\u00e7a atinge 1% da popula\u00e7\u00e3o com mais de 65 anos&#8221;, disse. No Pa\u00eds, segundo a Associa\u00e7\u00e3o Brasil Parkinson, estima-se que 300 mil pessoas tenham a doen\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O professor aposentado Jo\u00e3o Batista da Silva, 67, tamb\u00e9m resolveu lutar. Descobriu que tinha Parkinson h\u00e1 nove anos e precisou deixar as salas de aula onde ensinava filosofia. Por\u00e9m, decidiu ser volunt\u00e1rio em uma ONG, onde passou a dar aulas com menor dura\u00e7\u00e3o e &#8220;mais informais&#8221;, sem precisar ficar muito tempo em p\u00e9. Tamb\u00e9m voltou a estudar na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), onde cursa letras. &#8220;Fui &#8216;premiado&#8217;. Al\u00e9m de Parkinson, tenho diabetes, tr\u00eas pontes de safena e ainda enfrentei o c\u00e2ncer de pr\u00f3stata. Nada disso me fez desistir de viver&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Segundo o neurocirurgi\u00e3o e pesquisador do Hospital das Cl\u00ednicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Antonio Marcos Albuquerque, o tratamento \u00e9 fundamental para controlar a doen\u00e7a, mas sua evolu\u00e7\u00e3o varia de acordo com o perfil de cada paciente. \u201cSendo uma doen\u00e7a degenerativa e sem cura, o tratamento busca manter a autonomia do paciente por mais tempo poss\u00edvel. Pessoas convivem com a doen\u00e7a por mais de 30 anos, mas tudo vai depender do quadro cl\u00ednico. Por\u00e9m, sem controle nenhum, o Parkinson pode evoluir rapidamente e levar o paciente \u00e0 morte\u201d, alerta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>CIRURGIA <\/strong>&#8211; O m\u00e9dico Ant\u00f4nio Marcos Albuquerque ressalta que, para os pacientes cujo tratamento medicamentoso j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais eficiente, existe a possibilidade de cirurgia, que pode melhorar em at\u00e9 80% o controle dos movimentos.\u00a0 A cirurgia consiste no implante de um eletrodo cerebral, que recebe descargas de um gerador instalado no peito e diminui a progress\u00e3o da doen\u00e7a, estimulando a regi\u00e3o da subst\u00e2ncia negra.<\/p>\n<p>Mesmo sendo garantida pelo Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), muitos pacientes encontram dificuldade para fazer o procedimento, que custa mais de R$ 100 mil. Em Pernambuco, cerca de duas cirurgias s\u00e3o realizadas por m\u00eas no Hospital das Cl\u00ednicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00bb Saiba mais sobre o Parkinson<\/strong><\/p>\n<p><em>Os sintomas iniciais do Parkinson s\u00e3o quase impercept\u00edveis e progridem lentamente, o que faz com que o paciente e seus familiares n\u00e3o consigam identificar logo as primeiras manifesta\u00e7\u00f5es. Mas um dos primeiros sinais pode ser uma sensa\u00e7\u00e3o de cansa\u00e7o ou mal estar no fim do dia. A caligrafia pode se tornar menos leg\u00edvel ou diminuir de tamanho, a fala pode se tornar mais mon\u00f3tona e menos articulada e o paciente frequentemente torna-se deprimido sem motivo aparente. Podem ainda ocorrer lapsos de mem\u00f3ria, dificuldade de concentra\u00e7\u00e3o e irritabilidade. Dores musculares tamb\u00e9m s\u00e3o comuns. Confira abaixo as mudan\u00e7as que devem ser observadas:<\/em><br \/>\n<em><br \/>\n&#8211; Um dos bra\u00e7os ou das pernas movimentando-se menos do que o outro lado<br \/>\n&#8211; Express\u00e3o facial perdendo a espontaneidade (como se fosse uma m\u00e1scara)<br \/>\n&#8211; Diminui\u00e7\u00e3o da freq\u00fc\u00eancia com que a pessoa pisca o olho<br \/>\n&#8211; Movimentos mais vagarosos<br \/>\n&#8211; Tremor primeiro em um dos lados, usualmente em uma das m\u00e3os, mas pode se iniciar em um dos p\u00e9s<br \/>\n&#8211; A mem\u00f3ria e o racioc\u00ednio s\u00e3o geralmente afetados<br \/>\n&#8211; Rigidez &#8211; acontece porque os m\u00fasculos n\u00e3o recebem ordem para relaxar. Pode causar dores musculares e postura encurvada<br \/>\n&#8211; Altera\u00e7\u00e3o no equil\u00edbrio: a pessoa anda com a postura levemente curvada para frente, podendo causar cifose ou provocar quedas (para frente ou para tr\u00e1s)<br \/>\n&#8211; Voz: a pessoa passa a falar baixo e de maneira mon\u00f3tona<br \/>\n&#8211; Escrita: a caligrafia torna-se tremida e pequena<\/em><br \/>\n<em>&#8211; Sistema Digestivo e Urin\u00e1rio: degluti\u00e7\u00e3o e mastiga\u00e7\u00e3o podem estar comprometidas<\/em><br \/>\n<em>&#8211; Depress\u00e3o e d\u00e9ficit cognitivo<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: NE10<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Especialista em gest\u00e3o empresarial, Gilberto de Oliveira Santos, 52 anos, estava no auge da carreira quando recebeu o diagn\u00f3stico que mudou radicalmente a sua vida. 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