{"id":18690,"date":"2014-05-12T14:56:58","date_gmt":"2014-05-12T17:56:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=18690"},"modified":"2014-05-12T14:56:58","modified_gmt":"2014-05-12T17:56:58","slug":"mulheres-obtem-na-justica-tratamento-para-virar-mae","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/mulheres-obtem-na-justica-tratamento-para-virar-mae\/","title":{"rendered":"Mulheres obt\u00eam na Justi\u00e7a tratamento para virar m\u00e3e"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Cinco anos ap\u00f3s a aprova\u00e7\u00e3o da lei que obriga os planos de sa\u00fade a cobrir todos os tratamentos de concep\u00e7\u00e3o e contracep\u00e7\u00e3o, mulheres que t\u00eam o sonho de ser m\u00e3e ainda n\u00e3o conseguem que operadoras paguem por t\u00e9cnicas de reprodu\u00e7\u00e3o assistida. Isso porque um item da Lei 9.656, de 1998, que regula os planos, exclui dos procedimentos obrigat\u00f3rios a insemina\u00e7\u00e3o artificial, uma das t\u00e9cnicas existentes. A Justi\u00e7a, por\u00e9m, vem dando ganho de causa para mulheres que entram com a\u00e7\u00e3o solicitando que o plano de sa\u00fade cubra o tratamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Agora, sociedades m\u00e9dicas se uniram em um movimento para pressionar a Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade Suplementar (ANS) para tornar a regra mais clara. A categoria n\u00e3o descarta entrar com a\u00e7\u00e3o na Justi\u00e7a contra a ag\u00eancia para que ela edite uma norma obrigando os planos a cobrirem o tratamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pol\u00eamica come\u00e7ou em maio de 2009, quando foi promulgada a Lei 11.935, que incluiu todos os procedimentos de planejamento familiar nas obriga\u00e7\u00f5es das operadoras, entre eles as t\u00e9cnicas contra a infertilidade. Como a Lei 9.656, de 1998, exclu\u00eda a insemina\u00e7\u00e3o artificial dos procedimentos que os planos deveriam cobrir, a ANS editou uma norma em 2010 para definir o que, de fato, os planos tinham de pagar e excluiu, al\u00e9m da insemina\u00e7\u00e3o artificial, todas as t\u00e9cnicas de reprodu\u00e7\u00e3o assistida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Na hora de regulamentar a lei, a ANS simplesmente excluiu o tratamento de uma doen\u00e7a, que \u00e9 a infertilidade. Foi uma decis\u00e3o arbitr\u00e1ria, que beneficia somente os planos e prejudica quem n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es de pagar por esse tratamento&#8221;, afirma Newton Busso presidente da comiss\u00e3o nacional especializada em reprodu\u00e7\u00e3o humana da Federa\u00e7\u00e3o Brasileira das Associa\u00e7\u00f5es de Ginecologia e Obstetr\u00edcia (Febrasgo), uma das entidades participantes do movimento Tratamento de Infertilidade para Todos. Tamb\u00e9m fazem parte do projeto o Conselho Regional de Medicina de S\u00e3o Paulo (Cremesp), a Associa\u00e7\u00e3o M\u00e9dica Brasileira (AMB) e a Sociedade Paulista de Medicina Reprodutiva, entre outras entidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gerente-geral de Regula\u00e7\u00e3o Assistencial da ANS, T\u00e9ofilo Rodrigues afirma que a resolu\u00e7\u00e3o da ag\u00eancia apenas incluiu as t\u00e9cnicas que foram surgindo ap\u00f3s a lei de 1998. &#8220;Se a exclus\u00e3o da insemina\u00e7\u00e3o artificial est\u00e1 na lei, a ANS n\u00e3o pode fazer nada porque n\u00e3o tem o poder de mudar a legisla\u00e7\u00e3o. O que fizemos na resolu\u00e7\u00e3o de 2010 foi deixar mais claro o que era entendido como insemina\u00e7\u00e3o artificial, j\u00e1 que, depois de 1998, surgiram novas t\u00e9cnicas e todas s\u00e3o consideradas insemina\u00e7\u00f5es n\u00e3o naturais&#8221;, afirma ele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tecnicamente, por\u00e9m, insemina\u00e7\u00e3o artificial \u00e9 apenas a t\u00e9cnica em que os espermatozoides s\u00e3o injetados dentro do \u00fatero da mulher. &#8220;A fertiliza\u00e7\u00e3o in vitro, por exemplo, \u00e9 diferente. Se f\u00f4ssemos seguir a lei ao p\u00e9 da letra, os planos deveriam ser obrigados a cobrir fertiliza\u00e7\u00e3o&#8221;, diz Busso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Causa ganha &#8211; Embora n\u00e3o haja consenso, mulheres que entram na Justi\u00e7a pedindo que o plano cubra o tratamento v\u00eam tendo pareceres favor\u00e1veis. &#8220;Se, por um lado, a Lei 9.656 n\u00e3o obriga o plano a pagar o tratamento de infertilidade, por outro, ela diz que as operadoras devem cobrir todas as doen\u00e7as listadas no C\u00f3digo Internacional de Doen\u00e7as, e \u00e9 por isso que a Justi\u00e7a d\u00e1 ganho de causa para a paciente que precisa do tratamento de infertilidade&#8221;, diz Renata Vilhena Silva, advogada especializada em direito da sa\u00fade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com esse argumento, ela conseguiu na Justi\u00e7a que uma cliente tivesse o tratamento da endometriose e da fertiliza\u00e7\u00e3o in vitro pago pelo plano. A ANS afirma que, embora o plano n\u00e3o tenha a obriga\u00e7\u00e3o de cobrir as t\u00e9cnicas de reprodu\u00e7\u00e3o assistida, ele tem de arcar com tratamentos para doen\u00e7as que levam \u00e0 infertilidade, como infec\u00e7\u00f5es nos \u00f3rg\u00e3os do sistema reprodutivo e doen\u00e7as do endom\u00e9trio. &#8220;N\u00f3s estamos abertos para ouvir as sociedades m\u00e9dicas, mas n\u00e3o temos o poder de mudar uma lei. Essa press\u00e3o deve ser feita no Legislativo&#8221;, afirma o gerente-geral de Regula\u00e7\u00e3o da ANS.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Folha PE<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cinco anos ap\u00f3s a aprova\u00e7\u00e3o da lei que obriga os planos de sa\u00fade a cobrir todos os tratamentos de concep\u00e7\u00e3o e contracep\u00e7\u00e3o, mulheres que t\u00eam o sonho de ser m\u00e3e ainda n\u00e3o conseguem que operadoras paguem por t\u00e9cnicas de reprodu\u00e7\u00e3o assistida. 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