{"id":19305,"date":"2014-07-07T14:51:01","date_gmt":"2014-07-07T17:51:01","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=19305"},"modified":"2014-07-07T14:51:02","modified_gmt":"2014-07-07T17:51:02","slug":"bacteria-responsavel-por-intoxicacao-alimentar-e-meningite-dorme-para-escapar-de-antibiotico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/bacteria-responsavel-por-intoxicacao-alimentar-e-meningite-dorme-para-escapar-de-antibiotico\/","title":{"rendered":"Bact\u00e9ria respons\u00e1vel por intoxica\u00e7\u00e3o alimentar e meningite &#8216;dorme&#8217; para escapar de antibi\u00f3tico"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O maior problema enfrentado por m\u00e9dicos em rela\u00e7\u00e3o ao tratamento de doen\u00e7as causadas por infec\u00e7\u00f5es bacterianas \u00e9 a crescente capacidade desses microrganismos de sobreviverem \u00e0 a\u00e7\u00e3o de antibi\u00f3ticos. Algumas esp\u00e9cies s\u00e3o respons\u00e1veis por epidemias globais, como a Escherichia coli, que causa desde intoxica\u00e7\u00e3o alimentar at\u00e9 meningite e septicemia, mal com alta taxa de mortalidade. Um novo estudo, publicado na revista Nature, traz uma importante informa\u00e7\u00e3o sobre como a E. coli se comporta na presen\u00e7a dos rem\u00e9dios que buscam mat\u00e1-la, o que deve ajudar a desenvolver novas estrat\u00e9gias de combate.<\/p>\n<p>No estudo, os autores fizeram experimentos em culturas de bact\u00e9ria para observar como esses seres se comportavam durante uma aplica\u00e7\u00e3o de antibi\u00f3ticos. De acordo com Nathalie Balaban, l\u00edder do trabalho e pesquisadora da Universidade Hebraica (Israel), o objetivo era adquirir mais conhecimento sobre de que maneira a E. coli evolui sob essas circunst\u00e2ncias.<\/p>\n<p>Os resultados obtidos apontam para uma toler\u00e2ncia maior dos micro-organismos aos medicamentos, mas n\u00e3o a uma maior resist\u00eancia. Em outras palavras, a bact\u00e9ria n\u00e3o se torna propriamente imune \u00e0 a\u00e7\u00e3o dos medicamentos, mas encontra uma maneira de suportar sua a\u00e7\u00e3o at\u00e9 que ele saia do organismo e ela possa voltar a se multiplicar. \u201cO estudo permite o desenvolvimento de tratamentos e protocolos diferenciados que podem ajudar na preven\u00e7\u00e3o dessa evolu\u00e7\u00e3o da toler\u00e2ncia\u201d, acredita Nathalie.<\/p>\n<p>Muta\u00e7\u00f5es O m\u00e9todo seguido pelos pesquisadores foi executado da seguinte forma: em laborat\u00f3rio, as culturas de E. coli eram expostas a concentra\u00e7\u00f5es altas de ampicilina e tinham seu comportamento monitorado. A droga era inserida no sistema por um tempo e depois retirada, simulando assim um tratamento no corpo humano, quando a droga circula no organismo por um tempo at\u00e9 ser eliminada e, ent\u00e3o, uma nova dose \u00e9 aplicada.<\/p>\n<p>Os cientistas notaram que a droga interrompia a atividade das bact\u00e9rias momentaneamente, mas, assim que ela era retirada da cultura, a E. coli voltava a suas atividades normais. \u201cDepois de 10 ciclos (de aplica\u00e7\u00e3o), os micro-organismos apresentaram uma toler\u00e2ncia maior por meio de muta\u00e7\u00f5es que permitiram a eles adotar um estado de dorm\u00eancia durante o per\u00edodo de a\u00e7\u00e3o do antibi\u00f3tico. Desde que continuassem nesse estado, o rem\u00e9dio se mostrava ineficaz em elimin\u00e1-los\u201d, afirma Nathalie.<\/p>\n<p>Essa dorm\u00eancia descoberta foi categorizada pelos pesquisadores como a primeira mudan\u00e7a evolutiva das bact\u00e9rias. A toler\u00e2ncia surgiu por meio de um ajuste do tempo de lat\u00eancia do micro-organismo. Balaban e sua equipe observaram que esse est\u00e1gio ocorre entre a introdu\u00e7\u00e3o de um novo ambiente e o momento em que a bact\u00e9ria come\u00e7a a se reproduzir, sem apresentar nenhuma mudan\u00e7a de resist\u00eancia. E cada nova evolu\u00e7\u00e3o prolongou ainda mais o est\u00e1gio de dorm\u00eancia. \u201cNosso pr\u00f3ximo passo \u00e9 entender a frequ\u00eancia com que essa evolu\u00e7\u00e3o ocorre em pacientes que est\u00e3o tomando antibi\u00f3ticos em doses di\u00e1rias ou duas vezes por dia. Essa descoberta pode contribuir para uma nova linha de medicamentos espec\u00edficos\u201d, espera a pesquisadora.<\/p>\n<p>Preven\u00e7\u00e3o De acordo com especialistas que n\u00e3o participaram do trabalho, o estudo n\u00e3o chega a ser propriamente inovador, pois h\u00e1 outros feitos em linhas semelhantes de investiga\u00e7\u00e3o. No entanto, \u00e9 mais um alerta sobre a import\u00e2ncia do uso correto dos antibi\u00f3ticos. \u201cO trabalho diz que, se o paciente toma antibi\u00f3tico e n\u00e3o mata totalmente as bact\u00e9rias, elas t\u00eam mais chances de ter resist\u00eancias\u201d, aponta Renato Grinbaum, coordenador do Comit\u00ea de Antimicrobianos da Sociedade Brasileira de Infectologia.<\/p>\n<p>Segundo ele, o mais importante \u00e9 a preven\u00e7\u00e3o, para evitar que os microrganismos mais resistentes se espalhem. \u201cEsse processo da bact\u00e9ria \u00e9 um mecanismo natural, n\u00e3o existe um antibi\u00f3tico que seja isento\u201d, afirma. \u201c\u00c0 medida que se usa um determinado antibi\u00f3tico em uma comunidade, a tend\u00eancia \u00e9 que a bact\u00e9ria se adapte para sobreviver, \u00e9 uma sele\u00e7\u00e3o natural daqueles microrganismos que n\u00e3o respondem mais ao antibi\u00f3tico\u201d, refor\u00e7a.<\/p>\n<p>A infectologista Eliana Bicudo explica que qualquer bact\u00e9ria pode sofrer altera\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas que aumentem a resist\u00eancia e a toler\u00e2ncia aos medicamentos. \u201cO antibi\u00f3tico elimina apenas as bact\u00e9rias que s\u00e3o mais sens\u00edveis a ele, mas uma col\u00f4nia sempre vai ter micro-organismos mais resistentes. Se o paciente estiver mais debilitado ou interromper o per\u00edodo do tratamento, por exemplo, essas bact\u00e9rias podem invadir a corrente sangu\u00ednea e causar infec\u00e7\u00f5es mais fortes\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Para evitar a dissemina\u00e7\u00e3o e a contamina\u00e7\u00e3o por essas bact\u00e9rias, as principais recomenda\u00e7\u00f5es de Grinbaum s\u00e3o o uso com cautela de antibi\u00f3ticos e a aten\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 higiene b\u00e1sica. \u201cAs pessoas t\u00eam o h\u00e1bito de tomar antibi\u00f3ticos para tudo, e isso n\u00e3o deve ser feito. \u00c9 necess\u00e1rio tamb\u00e9m cuidado ao lavar as m\u00e3os, para n\u00e3o passar adiante ou contrair doen\u00e7as provenientes dessas bact\u00e9rias\u201d, conclui.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Pernambuco.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O maior problema enfrentado por m\u00e9dicos em rela\u00e7\u00e3o ao tratamento de doen\u00e7as causadas por infec\u00e7\u00f5es bacterianas \u00e9 a crescente capacidade desses microrganismos de sobreviverem \u00e0 a\u00e7\u00e3o de antibi\u00f3ticos. 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