{"id":19465,"date":"2014-07-23T15:32:20","date_gmt":"2014-07-23T18:32:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=19465"},"modified":"2014-07-23T15:32:20","modified_gmt":"2014-07-23T18:32:20","slug":"tuberculose-aids-e-malaria-matam-menos-mas-momento-nao-e-de-relaxar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/tuberculose-aids-e-malaria-matam-menos-mas-momento-nao-e-de-relaxar\/","title":{"rendered":"Tuberculose, Aids e mal\u00e1ria matam menos, mas momento n\u00e3o \u00e9 de relaxar"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Quando 189 pa\u00edses do mundo (hoje s\u00e3o 193) se reuniram em 2000 e decidiram concentrar esfor\u00e7os para a redu\u00e7\u00e3o da pobreza e a melhoria da sa\u00fade global, os objetivos eram audaciosos. Entre as oito metas estabelecidas, a sexta (MDG-6) est\u00e1 voltada exclusivamente para o combate ao HIV, \u00e0 mal\u00e1ria e \u00e0 tuberculose. At\u00e9 2015, as na\u00e7\u00f5es se comprometeram a frear e reverter a propaga\u00e7\u00e3o do v\u00edrus da Aids e a incid\u00eancia das outras duas doen\u00e7as. Os efeitos da assinatura desse documenta\u00e7\u00e3o puderam ser observados imediatamente, com aumentos substanciais no financiamento da sa\u00fade tanto por parte dos doadores tradicionais quanto por fontes de financiamento inovadoras. Como consequ\u00eancia: a amplia\u00e7\u00e3o das interven\u00e7\u00f5es preventivas e de salvamento. Os resultados advindos desses est\u00edmulos come\u00e7am a ser divulgados nesta ter\u00e7a-feira, h\u00e1 poucos meses do prazo final, em edi\u00e7\u00e3o especial da revista cient\u00edfica Lancet e na apresenta\u00e7\u00e3o na Confer\u00eancia Internacional de Aids 2014, iniciada no \u00faltimo domingo, na Austr\u00e1lia.<\/p>\n<p>Os dados foram agrupados por um time de pesquisadores internacionais respons\u00e1veis pelo Estudo de Carga Global das Doen\u00e7as (GBD-2013). Esse \u00e9 considerado o maior esfor\u00e7o j\u00e1 realizado para descrever profunda e amplamente a distribui\u00e7\u00e3o de uma s\u00e9rie de enfermidades, les\u00f5es e fatores de risco. E, de acordo com a publica\u00e7\u00e3o, as taxas s\u00e3o bastante animadoras. Atualmente, menos pessoas morrem das tr\u00eas doen\u00e7as infecciosas. O n\u00famero de novas infec\u00e7\u00f5es pelo HIV caiu quase um ter\u00e7o do que foi considerado o pico epid\u00eamico. Em 1997, a incid\u00eancia global do v\u00edrus atingiu o seu m\u00e1ximo, com 2,8 milh\u00f5es de novas infec\u00e7\u00f5es e, desde ent\u00e3o, diminuiu cerca de 2,7% ao ano. As mortes de crian\u00e7as por mal\u00e1ria na \u00c1frica Subsaariana, por sua vez, ca\u00edram 31,5% entre 2000 e 2013, per\u00edodo em que os \u00f3bitos devido \u00e0 tuberculose sofreram diminui\u00e7\u00e3o de 3,7%.<\/p>\n<p>Na opini\u00e3o do professor da Universidade de Melbourne e cofundador do GBD, Alan Lopez, as tr\u00eas doen\u00e7as correspondem \u00e0s principais causas de perda de sa\u00fade nos pa\u00edses pobres e devem ser o foco principal da a\u00e7\u00e3o da sa\u00fade global concertada. \u201cSem isso, corremos o risco de estagna\u00e7\u00e3o ou, pior ainda, de revers\u00e3o inescrupulosa de ganhos recentes\u201d. De acordo com o documento, o HIV tornou-se uma doen\u00e7a com a qual as pessoas vivem e n\u00e3o da qual morrem. Essa conclus\u00e3o pode ser tirada dos mais de 20 milh\u00f5es de anos de vida salvos durante a \u00faltima d\u00e9cada por meio de programas assistenciais.<\/p>\n<p>As interven\u00e7\u00f5es mais bem-sucedidas que proporcionam esse resultado hoje incluem a amplia\u00e7\u00e3o do acesso ao tratamento antirretroviral, a preven\u00e7\u00e3o da transmiss\u00e3o vertical (de m\u00e3e para filho) e a profilaxia para impedir a infec\u00e7\u00e3o. Dos milh\u00f5es de anos salvos com a melhoria das condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade, 14% foram poupados em crian\u00e7as com menos de 15 anos de idade, 50% entre indiv\u00edduos de 15 a 49 anos e os outros 36% em pessoas com mais 50.<\/p>\n<p>O pre\u00e7o relativamente baixo para cada ano salvo \u00e9 o que os pesquisadores consideram uma das maiores conquistas. Se for comparado o valor total investido na preven\u00e7\u00e3o e no tratamento da doen\u00e7a de acordo com os anos de vida preservados, a propor\u00e7\u00e3o para os pa\u00edses em desenvolvimento fica de US$ 4.498 por ano. Somente em 2011, as doa\u00e7\u00f5es para a causa acumularam US$ 7,7 bilh\u00f5es, o equivalente a 1.711.871 de anos de vida salvos apenas naquele ano. Segundo Christopher Murray, cofundador do estudo GBD, os n\u00fameros mostram que o investimento global salva vidas a um ritmo muito veloz, por\u00e9m a qualidade dos programas que combatem o mal varia muito. \u201cPrecisamos aprender com os melhores e acabar com os piores\u201d, acredita. Murray \u00e9 o respons\u00e1vel pela apresenta\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es, hoje, na Confer\u00eancia Internacional Aids 2014.<\/p>\n<p>Dados precisos<br \/>\nOs resultados s\u00e3o uma atualiza\u00e7\u00e3o do mesmo estudo feito em 2010, sendo que, desta vez, foi poss\u00edvel visualizar estimativas muito diferentes do que a previs\u00e3o. A popula\u00e7\u00e3o de pessoas vivendo com o HIV na Europa Oriental e Central foi 60% menor do que estimado, sendo 69% menos especialmente na R\u00fassia. As melhorias na metodologia de coleta e amostragem dos dados revelaram que pa\u00edses identificados como tendo epidemias concentradas tiveram 39% menos mortes e 53% menos pessoas vivendo com a doen\u00e7a. Ao mesmo tempo, as mortes em pa\u00edses com epidemias generalizadas aumentaram 23%.<\/p>\n<p>Um dos representantes brasileiros do time de pesquisadores do estudo GDB, Paulo Lotufo, tamb\u00e9m professor da Universidade de S\u00e3o Paulo e diretor do Centro de Pesquisa Epidemiol\u00f3gica do Hospital Universit\u00e1rio da USP, explica que o refinamento dos dados \u00e9 uma das vantagens do GBD frente a outras pesquisas com dados semelhantes. S\u00e3o nuances diferentes trazidas pelas pesquisas. \u201cA gente nunca sabe, dependendo da doen\u00e7a, quando se chega a um plat\u00f4. Pode ser que estejamos chegando a ele, um per\u00edodo em que a infec\u00e7\u00e3o fica end\u00eamica, sempre com o mesmo n\u00famero de casos. Ent\u00e3o, \u00e9 preciso tomar novas atitudes para reverter isso.\u201d<\/p>\n<p>O m\u00e9dico considera que essa diminui\u00e7\u00e3o das infec\u00e7\u00f5es para as tr\u00eas enfermidades exige uma nova discuss\u00e3o sobre novas medidas a serem tomadas e ressalta que nunca \u00e9 um momento de relaxar no cuidado destinado a elas. \u201cTodas as doen\u00e7as infecciosas implicam em um grau de vigil\u00e2ncia constante. N\u00e3o existe doen\u00e7a que se extinguiu. O fato de estar caindo n\u00e3o pode reduzir a nossa preocupa\u00e7\u00e3o.\u201d Ele ressalta que bact\u00e9rias e v\u00edrus n\u00e3o t\u00eam nacionalidade, n\u00e3o respeitam padr\u00f5es culturais ou fronteiras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Pernambuco.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando 189 pa\u00edses do mundo (hoje s\u00e3o 193) se reuniram em 2000 e decidiram concentrar esfor\u00e7os para a redu\u00e7\u00e3o da pobreza e a melhoria da sa\u00fade global, os objetivos eram audaciosos. Entre as oito metas estabelecidas, a sexta (MDG-6) est\u00e1 voltada exclusivamente para o combate ao HIV, \u00e0 mal\u00e1ria e \u00e0 tuberculose. 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