{"id":19595,"date":"2014-08-12T10:19:36","date_gmt":"2014-08-12T13:19:36","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=19595"},"modified":"2014-08-12T10:19:36","modified_gmt":"2014-08-12T13:19:36","slug":"intervencoes-corretas-evitariam-mortes-de-gravidas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/intervencoes-corretas-evitariam-mortes-de-gravidas\/","title":{"rendered":"Interven\u00e7\u00f5es corretas evitariam mortes de gr\u00e1vidas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Uma assist\u00eancia obst\u00e9trica adequada at\u00e9 o momento do trabalho de parto seria fundamental para contribuir com a diminui\u00e7\u00e3o das estat\u00edsticas negativas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 mortalidade materna e perinatal. A afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 feita pela m\u00e9dica Sandra Valongueiro, coordenadora do Comit\u00ea Estadual de Estudos da Mortalidade Materna de Pernambuco (CEEMM). Essa realidade, por\u00e9m, \u00e9 dif\u00edcil de se encontrar em maternidades p\u00fablicas do Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Somente em Pernambuco, at\u00e9 2012, uma m\u00e9dia de 102 mulheres morreram por ano logo ap\u00f3s o parto, segundo o comit\u00ea. J\u00e1 a pesquisa da obstetra e mestranda do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o Integrado em Sa\u00fade Coletiva da UFPE Lucia R\u00f6hr revela dados ainda mais tristes em rela\u00e7\u00e3o aos beb\u00eas: de 2010 a 2012 houve 3.263 \u00f3bitos neonatais precoces (antes do 7\u00b0 dia de vida). \u201cComo estamos falando de dados populacionais, eles tamb\u00e9m incluem mortes inevit\u00e1veis, como dos rec\u00e9m-nascidos com malforma\u00e7\u00f5es incompat\u00edveis com a vida\u201d, pondera.<\/p>\n<p>Para Sandra Valongueiro, al\u00e9m de toda a assist\u00eancia durante o pr\u00e9-natal, as gestantes precisam de aten\u00e7\u00e3o especial quando entram em trabalho de parto ou enfrentam situa\u00e7\u00f5es que podem levar ao parto prematuro ou mesmo \u00e0 morte da m\u00e3e ou do beb\u00ea. \u201cToda mulher que chega \u00e0 maternidade tem que passar por uma avalia\u00e7\u00e3o risco, mesmo que o seu hist\u00f3rico no pr\u00e9-natal seja bom\u201d, diz.<\/p>\n<p>A m\u00e9dica destaca alguns tipos de viol\u00eancia obst\u00e9trica que podem contribuir para aumentar as estat\u00edsticas de \u00f3bito. Uma delas \u00e9 a desorganiza\u00e7\u00e3o da rede de maternidades. \u201cUma gestante que mora no Recife, por exemplo, pode chegar \u00e0 Maternidade Barros Lima (Zona Norte da capital) e encontrar a unidade lotada. De l\u00e1, a paciente pode ser encaminhada para Vit\u00f3ria de Santo Ant\u00e3o (Zona da Mata, interior do Estado). A vincula\u00e7\u00e3o do pr\u00e9-natal ao parto \u00e9 lei, mas na pr\u00e1tica isso n\u00e3o existe\u201d, critica.<\/p>\n<p>ONU &#8211; Um caso de mortalidade materna ocorrido no Rio de Janeiro, em 2002, ganhou repercuss\u00e3o e at\u00e9 hoje foi o \u00fanico analisado internacionalmente. Alyne da Silva Pimentel, 28 anos, morreu naquele ano, aos seis meses de gesta\u00e7\u00e3o, por falta de atendimento adequado no p\u00f3s-parto. Dez anos depois da morte de Alyne, o governo federal foi condenado pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) a pagar indeniza\u00e7\u00e3o \u00e0 fam\u00edlia, que, somente em mar\u00e7o deste ano, recebeu o dinheiro.<\/p>\n<p>Alyne era moradora da Baixada Fluminense, casada, m\u00e3e de uma menina de 5 anos. Na 27\u00aa semana de gesta\u00e7\u00e3o ela deu entrada num hospital particular do Rio se queixando de v\u00f4mito e fortes dores abdominais. Foi medicada, mas dois dias depois piorou e voltou \u00e0 unidade de sa\u00fade. Depois da realiza\u00e7\u00e3o de uma ultrassonografia, descobriu-se que o beb\u00ea estava morto e os m\u00e9dicos ent\u00e3o induziram o parto. A cirurgia para a retirada da placenta s\u00f3 foi feita, por\u00e9m, 14 horas depois. Alyne teve hemorragia, queda de press\u00e3o arterial e vomitou muito sangue. Decidiram transferi-la para o Hospital Geral de Nova Igua\u00e7u, mas ela teve que esperar oito horas por uma ambul\u00e2ncia e ainda ficou horas na emerg\u00eancia aguardando leito. No dia seguinte entrou em coma e morreu.<\/p>\n<p>O caso foi denunciado ao Comit\u00ea para a Elimina\u00e7\u00e3o de Discrimina\u00e7\u00e3o contra a Mulher (Cedaw), da ONU. A Organiza\u00e7\u00e3o estabeleceu que, al\u00e9m de indenizar a fam\u00edlia da v\u00edtima, o governo federal teria que punir quem violasse os direitos reprodutivos das mulheres brasileiras, garantir o direito das gr\u00e1vidas aos cuidados de emerg\u00eancia e proporcionar capacita\u00e7\u00e3o aos profissionais de sa\u00fade. Segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS), a morte materna \u00e9 evit\u00e1vel em mais de 90% dos casos e representa um dos indicadores mais sens\u00edveis dos n\u00edveis de desenvolvimento de uma popula\u00e7\u00e3o. Para Sandra Valongueiro, a morte materna evit\u00e1vel \u00e9 considerada uma viola\u00e7\u00e3o dos direitos humanos. \u201cPor isso, \u00e9 importante que familiares de mulheres falecidas durante a gravidez, parto, aborto ou puerp\u00e9rio procurem saber as verdadeiras causas dessas mortes e, caso seja necess\u00e1rio, acionem os dispositivos legais existentes\u201d, aconselha.<br \/>\nFonte: JC Online<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma assist\u00eancia obst\u00e9trica adequada at\u00e9 o momento do trabalho de parto seria fundamental para contribuir com a diminui\u00e7\u00e3o das estat\u00edsticas negativas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 mortalidade materna e perinatal. A afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 feita pela m\u00e9dica Sandra Valongueiro, coordenadora do Comit\u00ea Estadual de Estudos da Mortalidade Materna de Pernambuco (CEEMM). 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