{"id":20980,"date":"2014-11-27T09:52:46","date_gmt":"2014-11-27T12:52:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=20980"},"modified":"2014-11-27T09:52:46","modified_gmt":"2014-11-27T12:52:46","slug":"tecnologia-no-combate-ao-cancer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/tecnologia-no-combate-ao-cancer\/","title":{"rendered":"Tecnologia no combate ao c\u00e2ncer"},"content":{"rendered":"<p>\u00c9 do Laborat\u00f3rio de imunopatologia Keizo Asami (Lika), da universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que surgem os mais promissores aliados para a detec\u00e7\u00e3o precoce do c\u00e2ncer: os biossensores. A tecnologia possibilita a leitura de material en\u00e9tico de pacientes e ponta para a presen\u00e7a da doen\u00e7a antes mesmo da forma\u00e7\u00e3o de tumores. Os diagn\u00f3sticos de DNA representam a revolu\u00e7\u00e3o os exames at\u00e9 ent\u00e3o dispon\u00edveis e as avalia\u00e7\u00f5es obre sua efic\u00e1cia est\u00e3o avan\u00e7adas. No Lika h\u00e1 tr\u00eas estudos de biossensores: ma para o HPV16, outra para o c\u00e2ncer de mama e tamb\u00e9m pr\u00f3stata. Os trabalhos s\u00e3o encabe\u00e7ados por tr\u00eas pesquisadoras da institui\u00e7\u00e3o, que tem um desafio ainda maior pela rente: avan\u00e7ar al\u00e9m dos uros da academia e ganhar o mundo, colocando suas descobertas a servi\u00e7o da sa\u00fade p\u00fablica. Hoje, Dia acional de Combate ao c\u00e2ncer, aFolha inicia uma s\u00e9rie de tr\u00eas dias de entrevistas com as pesquisadoras dos dispositivos. Nesta quinta, Danielle Campos Ferreira explica o projeto do teste r\u00e1pido para o HPV16, v\u00edrus que provoca o c\u00e2ncer de colo de \u00fatero. Seus estudos e doutorado j\u00e1 tiveram suas publica\u00e7\u00f5es em revistas cient\u00edficas. A pesquisadora recebeu o pr\u00eamio de Incentivo em ci\u00eancia e Tecnologia para o US &#8211; 2014.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando come\u00e7aram os estudos que deram origem ao biossensor e porque a escolha dele? H\u00e1 15 anos o Grupo do Biossensores do LIKA desenvolve pesquisas com esse tipo de equipamento para detec\u00e7\u00e3o precoce de diversas doen\u00e7as, tais como dengue, HPV, c\u00e2ncer de pr\u00f3stata e de mama, al\u00e9m do BPV (uma esp\u00e9cie de HPV bovino). Essa escolha foi feita com a finalidade de desenvolver algo inovador na sa\u00fade e, com isso, contribuir com a qualidade de vida das pessoas. O c\u00e2ncer do colo do \u00fatero \u00e9 respons\u00e1vel, anualmente, pelo \u00f3bito de 274 mil mulheres. No Brasil, ele \u00e9 o terceiro tipo de maior incid\u00eancia na popula\u00e7\u00e3o feminina. V\u00e1rios estudos t\u00eam demonstrado que o desenvolvimento desse c\u00e2ncer est\u00e1 fortemente associado \u00e0s infec\u00e7\u00f5es causadas pelo (HPV) de alto risco, principalmente o do gen\u00f3tipo 16. Devido \u00e0s altas taxas de preval\u00eancia do HPV16 e as dificuldades em fazer um diagn\u00f3stico eficaz nas fases iniciais da infec\u00e7\u00e3o deste v\u00edrus, o meu doutorado teve como objetivo desenvolver uma plataforma para o diagn\u00f3stico diferencial do HPV16, visando aplica\u00e7\u00f5es no sistema de sa\u00fade p\u00fablica. Como funciona tecnicamente este biossensor? Ele d\u00e1 resultados mais r\u00e1pidos que a testagem da captura h\u00edbrida, que \u00e9 o exame tradicional para determina\u00e7\u00e3o do tipo deHPV? Os biossensores s\u00e3o dispositivos anal\u00edticos que combinam biomol\u00e9culas imobilizadas, como \u00e1cidos nucl\u00e9icos (DNA) a um transdutor para criar uma superf\u00edcie que permita a medi\u00e7\u00e3o qualitativa e\/ou quantitativa de um alvo espec\u00edfico, no nosso caso, o HPV16. As t\u00e9cnicas de biologia molecular, como a captura h\u00edbrida, t\u00eam sido utilizadas como ferramentas para detec\u00e7\u00e3o do DNA viral. Por\u00e9m, essas t\u00e9cnicas, apesar de possu\u00edrem uma alta sensibilidade e especificidade, necessitam de laborat\u00f3rios bem equipados e profissionais especializados, o que eleva o custo do procedimento. O desenvolvimento de um teste r\u00e1pido e acess\u00edvel para detec\u00e7\u00e3o do DNA do HPV torna esta uma alternativa vi\u00e1vel para a triagem citol\u00f3gica. Para atender essa demanda, os biossensores podem ser utilizados por possu\u00edrem os requisitos necess\u00e1rios para a detec\u00e7\u00e3o do HPV. Comparado a instrumenta\u00e7\u00e3o, num laborat\u00f3rio cl\u00e1ssico, os biossensores est\u00e3o sendo cada vez mais explorados como simples e promissores dispositivos de diagn\u00f3stico capazes de identificar v\u00e1rios agentes infecciosos. No futuro, a perspectiva \u00e9 que a leitura dele seja feita em equipamentos port\u00e1teis como s\u00e3o hoje os glicos\u00edmetros. Qual o n\u00edvel de seguran\u00e7a do novo dispositivo? Em todas as amostras cl\u00ednicas testadas obtivemos 100% de acerto. O mecanismo ser\u00e1 a nova gera\u00e7\u00e3o de testes de HPV? Ele muda a forma como se identifica o v\u00edrus no mundo? Trata-se de um dispositivo inovador, que prev\u00ea a confirma\u00e7\u00e3o da infec\u00e7\u00e3o pelo HPV16 sem a necessidade de uma atua\u00e7\u00e3o m\u00e9dica. Sua aplica\u00e7\u00e3o dispensaria estrutura laboratorial, podendo alcan\u00e7ar, prontamente, brasileiros que residem em regi\u00f5es mais remotas, ampliando assim o acesso a diagn\u00f3stico c\u00e9lere e eficiente. Ademais, o dispositivos \u00a0pode oferecer outros benef\u00edcios como: f\u00e1cil execu\u00e7\u00e3o em campo e resultados d simples interpreta\u00e7\u00e3o. Logo este novo teste poder\u00e1 gerar uma economia significativa de recursos para o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e, por outro lado uma grande vantagem para o paciente, que por conta d diagn\u00f3stico precoce ter\u00e1 u tratamento mais eficaz. A partir de quando essa tec- nologia deve estar dispon\u00edvel para a popula\u00e7\u00e3o? Com investimento cont\u00ednuo e todas as certifica\u00e7\u00f5es em dois anos o produto poderia estar no mercado. O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade j\u00e1 sinalizou alguma inten\u00e7\u00e3o d popularizar seu uso? N\u00e3o, mas acreditamos que a visibilidade promovida pela \u00faltima premia\u00e7\u00e3o junto a Minist\u00e9rio da Sa\u00fade abri uma porta para a poss\u00edvel implanta\u00e7\u00e3o do biossensor e apresenta um horizonte \u00a0promissor. H\u00e1 estudo para identifica\u00e7\u00e3o dos outros subtipos do HPV Sim. O Grupo de Biossensores vem desenvolvendo u trabalho para implementa\u00e7\u00e3o do sistema multiplex par diversos para identifica\u00e7\u00e3o dos diversos gen\u00f3tipos do HPV.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte : Folha de Pernambuco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 do Laborat\u00f3rio de imunopatologia Keizo Asami (Lika), da universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que surgem os mais promissores aliados para a detec\u00e7\u00e3o precoce do c\u00e2ncer: os biossensores. 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