{"id":21049,"date":"2014-11-28T10:33:17","date_gmt":"2014-11-28T13:33:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=21049"},"modified":"2014-12-01T10:48:16","modified_gmt":"2014-12-01T13:48:16","slug":"estudo-promete-diagnosticar-cancer-de-mama-em-30-minutos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/estudo-promete-diagnosticar-cancer-de-mama-em-30-minutos\/","title":{"rendered":"Estudo promete diagnosticar c\u00e2ncer de mama em 30 minutos"},"content":{"rendered":"<p>O c\u00e2ncer de mama \u00e9 o que mais mata mulheres no mundo. Apesar de ser mais presente entre elas, a forma\u00e7\u00e3o de n\u00f3dulo maligno tamb\u00e9m acomete os homens. A doen\u00e7a \u00e9 diagnosticada, atualmente, com exames de imagem como mamografia e resson\u00e2ncia, quando j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel verificar o tumor formado. A tecnologia aplicada de biossensores retende quebrar essa din\u00e2mica de confirma\u00e7\u00e3o do c\u00e2ncer. Antecipa\u00e7\u00e3o \u00e9 a palavra chave do projeto encabe\u00e7ado pela pesquisadora Deborah Zanforlin, doutoranda do Laborat\u00f3rio de Imunopatologia Keizo sami (Lika) da Universidade Federal de Pernambuco UFPE). Em conjunto com o C.E.S.A.R e outros pesquisadores, Deborah tenta provar cientificamente que \u00e9 poss\u00edvel identificar o processo inicial do c\u00e2ncer, antes mesmo que se formem os tumores. Basta 1 ml de sangue e o resultado estaria em m\u00e3os em 30 minutos. O que h\u00e1 alguns anos seria utopia pode virar realidade em dois anos desde que haja investimento. Deborah anforlin \u00e9 a segunda entrevistada da Folha a s\u00e9rie Biossensores, que ontem apresentou s estudos de Danielly Ferreira sobre um teste r\u00e1pido ara HPV16. Amanh\u00e3, \u00faltimo dia das reportagens presentaremos o dispositivo para o c\u00e2ncer de pr\u00f3stata que est\u00e1 sendo trabalhado pela pesquisadora ariana Arruda.<\/p>\n<p>Que ganho representa para a popula\u00e7\u00e3o a introdu\u00e7\u00e3o desse novo tipo de diagn\u00f3stico? A proposta \u00e9 desenvolver um sistema simples, r\u00e1pido, barato e port\u00e1til para o diagn\u00f3stico da doen\u00e7a. Para isso, nosso time trabalhou em duas vertentes: a primeira foi o desenvolvimento de um rob\u00f4 para a extra\u00e7\u00e3o de material gen\u00e9tico do sangue e a segunda foi o desenvolvimento de chips biossensores para o reconhecimento de um marcador gen\u00e9tico presente em pacientes portadoras da doen\u00e7a. A ideia \u00e9 reconhecer um marcador , que \u00e9 desprendido pelas c\u00e9lulas quando o processo inicial do c\u00e2ncer est\u00e1 acontecendo. Esse marcador \u00e9 liberado quando as primeiras c\u00e9lulas est\u00e3o em estado cancer\u00edgeno (independente do tipo de c\u00e2ncer de mama). O sistema integrado proposto ser\u00e1 capaz de fazer o diagn\u00f3stico seguro da doen\u00e7a em at\u00e9 30 minutos. Atualmente, as m\u00e1quinas para extra\u00e7\u00e3o utilizadas chegam a demorar 4h. Como come\u00e7ou a formula\u00e7\u00e3o dessa ideia? Surgiu da uni\u00e3o da minha tese de doutorado (relacionada ao desenvolvimento de biossensores) com a de uma grande amiga, a bi\u00f3loga Roberta Godone, que j\u00e1 trabalhava no estudo de marcadores para este tipo de c\u00e2ncer. Em seguida, o Lika fez uma parceria com o C.E.S.A.R. com o intuito de produzir este biossensor acoplado a um rob\u00f4 para que o sistema pudesse chegar mais r\u00e1pido aos pacientes. No que a pesquisa j\u00e1 avan\u00e7ou? Nos \u00faltimos sete meses este time vem trabalhando para este objetivo. Atualmente, conseguimos construir um prot\u00f3tipo do rob\u00f4 para extra\u00e7\u00e3o de material gen\u00e9tico e conseguimos desenvolver um chip b i o s s e n s o r para o diagn\u00f3stico da doen\u00e7a. Fizemos alguns testes de laborat\u00f3rio e j\u00e1 conseguimos provar que, com o sangue de pacientes j\u00e1 diagnosticadas com a doen\u00e7a, o dispositivo responde positivamente. J\u00e1 com pacientes sem a presen\u00e7a do c\u00e2ncer, o biossensor responde negativamente. Usamos como padr\u00e3o para diagn\u00f3stico as t\u00e9cnicas j\u00e1 utilizadas como mamografia e biopsia. Nosso sistema, diferentemente, utilizar\u00e1 apenas amostras de sangue para evitar o desconforto e dor das pacientes. Como funciona o exame? Extra\u00edmos 1 ml de sangue do paciente e colocamos no rob\u00f4 que faz tudo, da extra\u00e7\u00e3o do DNA, a avalia\u00e7\u00e3o na fita teste e j\u00e1 d\u00e1 o resultado. O objetivo \u00e9 que no futuro o equipamento seja port\u00e1vel e a coleta n\u00e3o passe de um furo no dedo. Em que fase est\u00e3o os estudos? Estamos entrando agora na fase cl\u00ednica, em que iremos testar o biossensor com uma ampla quantidade de amostras de pacientes diagnosticadas e n\u00e3o diagnosticadas com a doen\u00e7a para comprovar a efic\u00e1cia deste sistema. Queremos ainda provar que o sistema proposto ir\u00e1 conseguir detectar o c\u00e2ncer antes da mamografia e sistemas usuais, podendo aumentar as chances de cura das pacientes. Sobre a amostragem, precisaremos em torno de mil amostras para esse processo de valida\u00e7\u00e3o. Inicialmente, iremos confirmar o sistema pra mulheres, e posteriormente, para popula\u00e7\u00e3o masculina. J\u00e1 come\u00e7amos a fase de sele\u00e7\u00e3o das amostras. Existe previs\u00e3o sobre quando ele poderia ser lan\u00e7a do no mercado? O momento agora \u00e9 para a busca de financiamento para a continua\u00e7\u00e3o do projeto para terminarmos as pesquisas necess\u00e1rias para o desenvolvimento final do prot\u00f3tipo. J\u00e1 possu\u00edmos alguns parceiros como o Hospital do C\u00e2ncer de Pernambuco e o Hospital Bar\u00e3o de Lucena e estamos \u00e0 procura de mais investidores para colaborar com o projeto. A ideia \u00e9 que possamos colocar um prot\u00f3tipo para ser testado em hospital daqui a dois anos. Atualmente os testes ainda est\u00e3o sendo realizados em laborat\u00f3rio de pesquisa. H\u00e1 valores de custo se implantado no SUS? N\u00e3o temos ainda uma proje\u00e7\u00e3o de valores. Mas pelos custos atuais, temos a certeza que sair\u00e1 muito mais barato pra o sistema p\u00fablico do que o sistema de mamografias j\u00e1 utilizado. No futuro o dispositivo pode substituir a mamografia? Pode para o diagn\u00f3stico. Pesquisas do Instituto Nacional de C\u00e2ncer Americano afirmam que os casos de falso negativos em mamografias podem chegar at\u00e9 20%, o valor extremamente alto. O intuito \u00e9 provar que a t\u00e9cnica que estamos propondo \u00e9 mais sens\u00edvel que as atuais e que pode detectar o c\u00e2ncer ante dos equipamentos dispon\u00edveis no mercado, portanto vai salvar mais vidas. O biossensor de mama parti cipoude uma competi\u00e7\u00e3o mundial de tecnologia e ci\u00eancia Qual foi o resultado? Este projeto foi levado par uma competi\u00e7\u00e3o internacional de biologia sint\u00e9tic (iGEM) realizada pela universidade do M.I.T. em Boston Competimos com outros 24 times do mundo inteiro. time que foi defender este projeto nesta viagem foi composto pelos estudantes de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o Roberta Godone, Mirella Monteiro, Lucas Cavalcanti, Raphael Brito e Filipe Villa Verde liderados por mim e pelo professor Z\u00e9 Luiz. Conseguimos trazer a medalha de prata e uma das categorias da com peti\u00e7\u00e3o para este projeto recifense. Para a gente, a premia\u00e7\u00e3o do M.I.T. foi a certeza que estamos no caminho certo. Al\u00e9m disso, tivemos oportunidade de conversar com muitos outros times do mundo, que parabenizaram muito nosso trabalho, o que foi muito gratificante.<\/p>\n<p>Fonte: Folha de Pernambuco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O c\u00e2ncer de mama \u00e9 o que mais mata mulheres no mundo. Apesar de ser mais presente entre elas, a forma\u00e7\u00e3o de n\u00f3dulo maligno tamb\u00e9m acomete os homens. A doen\u00e7a \u00e9 diagnosticada, atualmente, com exames de imagem como mamografia e resson\u00e2ncia, quando j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel verificar o tumor formado. 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