{"id":21227,"date":"2014-12-05T09:19:49","date_gmt":"2014-12-05T12:19:49","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=21227"},"modified":"2014-12-05T09:19:49","modified_gmt":"2014-12-05T12:19:49","slug":"medico-de-familia-pode-lidar-com-ate-90-dos-problemas-dos-pacientes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/medico-de-familia-pode-lidar-com-ate-90-dos-problemas-dos-pacientes\/","title":{"rendered":"M\u00e9dico de fam\u00edlia pode lidar com at\u00e9 90% dos problemas dos pacientes"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Capacitado para atender a pacientes desde o nascimento, os m\u00e9dicos de fam\u00edlia, em um sistema estruturado, podem lidar com at\u00e9 90% dos problemas de sa\u00fade. A ideia central dessa especialidade \u00e9 conhecer e acompanhar o paciente por toda a vida, o que lembra a figura do m\u00e9dico de confian\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesta sexta-feira (5), Dia do M\u00e9dico de Fam\u00edlia e Comunidade, Thiago Trindade, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina de Fam\u00edlia e Comunidade (SBMFC), avalia que a cultura brasileira ainda \u00e9 muito voltada para o atendimento do m\u00e9dico especialista, mas que a tend\u00eancia, tanto da rede p\u00fablica quanto da privada, \u00e9 mudar esse cen\u00e1rio. A especialidade est\u00e1 no Brasil h\u00e1 33 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O m\u00e9dico que faz resid\u00eancia em medicina de fam\u00edlia pode acompanhar, por exemplo, crian\u00e7as, fazer preven\u00e7\u00f5es ginecol\u00f3gicas, urol\u00f3gicas e, caso veja necessidade, encaminhar o paciente para um especialista. Em alguns pa\u00edses, esse profissional \u00e9 chamado de cl\u00ednico geral, m\u00e9dico generalista. Segundo especialistas, no Brasil esses termos viraram sin\u00f4nimo de m\u00e9dico que n\u00e3o fez resid\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A ideia do Sistema \u00danico de Sa\u00fade \u00e9 baseada no m\u00e9dico de fam\u00edlia, por\u00e9m, de acordo com Trindade, a falta de profissionais especializados na \u00e1rea de medicina de fam\u00edlia, ligada \u00e0 falta de estrutura, acaba tornando a unidade b\u00e1sica de sa\u00fade um lugar de encaminhamento de pacientes para especialistas. Muitos pa\u00edses europeus e o Canad\u00e1 usam um sistema baseado na medicina de fam\u00edlia. Nesses lugares, cerca de 95% das pessoas t\u00eam seu m\u00e9dico generalista de confian\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar disso, h\u00e1 munic\u00edpios como o Rio de Janeiro, Curitiba e Florian\u00f3polis que est\u00e3o ampliando a aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica nesse profissional. Trindade lembrou que cerca de 35 mil profissionais atuam no Brasil como generalistas, a maioria na rede p\u00fablica, mas apenas 5 mil t\u00eam a forma\u00e7\u00e3o de medicina de fam\u00edlia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gustavo Gusso, m\u00e9dico de fam\u00edlia professor da Universidade de S\u00e3o Paulo, conta que recentemente as operadoras de planos de sa\u00fade est\u00e3o vendo que o sistema baseado nessa especialidade, al\u00e9m de atuar na preven\u00e7\u00e3o, ainda pode trazer economia para a empresa. \u201cComo conhecemos os pacientes, acompanhamos o hist\u00f3rico e as tend\u00eancia familiares, n\u00e3o pedimos exames desnecess\u00e1rios, olhamos o paciente como um todo\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Gusso, h\u00e1 uma tend\u00eancia de os planos de sa\u00fade criarem grupos e at\u00e9 est\u00edmulo financeiro para que os benefici\u00e1rios se liguem a um m\u00e9dico de fam\u00edlia e s\u00f3 procurem o especialista quando encaminhados pelo profissional generalista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando terminou a faculdade em 2002, Rodrigo Lima ficou indeciso sobre que especialidade seguir. Atuando em uma unidade b\u00e1sica de sa\u00fade do Recife, ele decidiu que queria ser m\u00e9dico de fam\u00edlia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje, Lima atende a cerca de 3 mil pessoas na Unidade de Sa\u00fade da Fam\u00edlia do bairro recifence de Alto Jos\u00e9 do Pinho. \u201cQuando comecei meu trabalho em Alto Jos\u00e9 do Pinho, h\u00e1 cerca de um ano, os pacientes j\u00e1 vinham para a consulta pedindo para encaminhar ao especialista, mas com o tempo foram vendo que eu podia resolver muita coisa ali mesmo. Foram criando confian\u00e7a e agora atendo a fam\u00edlias inteiras\u201d, conta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo a SBMFC, o Brasil disp\u00f5em de 120 programas de resid\u00eancia em medicina de fam\u00edlia, mas muitas vezes as vagas n\u00e3o s\u00e3o preenchidas. Segundo Trindade, a falta de interesse dos rec\u00e9m-formados vem muito da falta de conhecimento da especialidade. Lima atribui tamb\u00e9m a uma remunera\u00e7\u00e3o baixa em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s outras especialidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma unanimidade entre Trindade, Gusso e Lima \u00e9 que os m\u00e9dicos de fam\u00edlia s\u00e3o profissionais apaixonados pelo que fazem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte : Jornal do Commercio<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Capacitado para atender a pacientes desde o nascimento, os m\u00e9dicos de fam\u00edlia, em um sistema estruturado, podem lidar com at\u00e9 90% dos problemas de sa\u00fade. A ideia central dessa especialidade \u00e9 conhecer e acompanhar o paciente por toda a vida, o que lembra a figura do m\u00e9dico de confian\u00e7a. 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