{"id":2221,"date":"2011-09-05T20:48:24","date_gmt":"2011-09-05T20:48:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=2221"},"modified":"2011-09-05T20:48:24","modified_gmt":"2011-09-05T20:48:24","slug":"estudo-revela-estagnacao-na-mortalidade-de-filhos-de-maes-adolescentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/estudo-revela-estagnacao-na-mortalidade-de-filhos-de-maes-adolescentes\/","title":{"rendered":"Estudo revela estagna\u00e7\u00e3o na mortalidade de filhos de m\u00e3es adolescentes"},"content":{"rendered":"<p>Rio de Janeiro \u2013 A mortalidade infantil e materna vem caindo no  Brasil, mas, quando se considera apenas o universo de m\u00e3es adolescentes,  a taxa ficou est\u00e1vel durante 13 anos. A constata\u00e7\u00e3o est\u00e1 no Estudo  sobre as Pol\u00edticas P\u00fablicas de Prote\u00e7\u00e3o \u00e0 Sa\u00fade Infantil e Materna no  Brasil: um Olhar Especial para os Filhos de M\u00e3es Adolescentes, elaborado  pela organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental (ONG) Vis\u00e3o Mundial, a partir de  dados secund\u00e1rios de pesquisas de institutos e universidades p\u00fablicas. O  documento ser\u00e1 apresentado hoje (5), em Recife.<\/p>\n<p>O levantamento mostra que as mortes de adolescentes gestantes com  menos de 19 anos (236 casos) aconteceram por complica\u00e7\u00f5es na gravidez,  no parto, ou no p\u00f3s-parto. No caso das mortes de crian\u00e7as, os dados  revelam que, dos 42.684 meninos e meninas com menos de 1 ano que  morreram em 2009, 7.917 eram filhos de adolescentes com menos de 19  anos, ou seja, 20% dos casos, a mesma taxa de 13 anos atr\u00e1s.<\/p>\n<p>\u201cTanto na mortalidade materna quanto infantil, 60% das mortes seriam  evit\u00e1veis se houvesse pol\u00edtica ou a\u00e7\u00e3o mais espec\u00edfica de pr\u00e9-natal  contextualizado para grupo adolescente\u201d, ressaltou Neilza Costa,  coordenadora t\u00e9cnica da campanha Sa\u00fade para as Crian\u00e7as Primeiro,  promovida pela ONG.<\/p>\n<p>Mesmo alertando para a estagna\u00e7\u00e3o do n\u00famero de mortes tanto de filhos  de adolescentes quanto das brasileiras que engravidaram com idade entre  10 e 19 anos, o levantamento da ONG Vis\u00e3o Mundial, que, entre as m\u00e3es de  todas as idades, os \u00edndices de mortalidade v\u00eam caindo e que o pa\u00eds deve  conseguir cumprir a quarta Meta do Mil\u00eanio, de reduzir a mortalidade na  inf\u00e2ncia.<\/p>\n<p>O estudo refor\u00e7a ainda uma conhecida e estreita rela\u00e7\u00e3o entre renda e  taxas tanto de mortalidade infantil quanto materna, e de gravidez na  adolesc\u00eancia, que \u00e9 um fator de risco de morte da crian\u00e7a e da m\u00e3e. Uma  das pesquisas relacionadas no levantamento foi realizada pelo Instituto  de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea), em 2010, e revela que 18% das  meninas com renda <em>per capita<\/em> de at\u00e9 meio sal\u00e1rio m\u00ednimo t\u00eam  pelo menos um filho, enquanto apenas 1% das meninas com renda acima de  cinco sal\u00e1rios m\u00ednimos t\u00eam filhos.<\/p>\n<p>Neilza explica que as realidades s\u00e3o bem distintas, por falta de  oportunidades, informa\u00e7\u00e3o e um apoio mais espec\u00edfico das pol\u00edticas  p\u00fablicas. \u201cA adolescente engravida por uma s\u00e9rie de raz\u00f5es, nem sempre a  gravidez na adolesc\u00eancia \u00e9 indesejada. Por exemplo, pela limita\u00e7\u00e3o de  oportunidades que \u00e9 dada dentro de seu contexto socioecon\u00f4mico, ela  tra\u00e7a como projeto de vida uma gravidez como um projeto fact\u00edvel. Uma  adolescente, de Salvador, assumiu para um dos nossos grupos de trabalho  que engravidou de forma planejada porque em sua casa s\u00f3 tinha uma cama e  a irm\u00e3 dela que havia engravidado e teve direito, depois da gravidez de  dormir na cama. Ela queria o mesmo privil\u00e9gio\u201d, relatou a coordenadora  da Campanha.<\/p>\n<p>No caso de D., que ainda n\u00e3o completou 18 anos, a chegada da filha,  no ano passado, n\u00e3o foi planejada. O medo e a vergonha fizeram a  adolescente come\u00e7ar tardiamente o pr\u00e9-natal e cogitar a possibilidade de  aborto. \u201cEu n\u00e3o queria o nen\u00ea, queria tirar. Mas, depois que minha m\u00e3e  soube, ela falou que n\u00e3o era para eu tirar porque daria tudo errado e eu  n\u00e3o tirei. Minha colega, quando engravidou, tinha 14 anos e tirou o  nen\u00ea e passou mal \u00e0 be\u00e7a. Quando eu engravidei ela falou: \u2018Voc\u00ea \u00e9 maluca  de ter filho! Tira!\u2019\u201d. No \u00faltimo s\u00e1bado (3) D. comemorou o anivers\u00e1rio  de 1 ano de idade da filha.<\/p>\n<p>As tentativas de aborto s\u00e3o outro destaque do estudo, que defende a  elabora\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica espec\u00edfica para adolescentes em vez da  simples orienta\u00e7\u00e3o passada para as equipes de aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica em sa\u00fade.<\/p>\n<p>At\u00e9 o fechamento da mat\u00e9ria, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade n\u00e3o tinha se pronunciado sobre o estudo.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rio de Janeiro \u2013 A mortalidade infantil e materna vem caindo no Brasil, mas, quando se considera apenas o universo de m\u00e3es adolescentes, a taxa ficou est\u00e1vel durante 13 anos. A constata\u00e7\u00e3o est\u00e1 no Estudo sobre as Pol\u00edticas P\u00fablicas de Prote\u00e7\u00e3o \u00e0 Sa\u00fade Infantil e Materna no Brasil: um Olhar Especial para os Filhos de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ocean_post_layout":"","ocean_both_sidebars_style":"","ocean_both_sidebars_content_width":0,"ocean_both_sidebars_sidebars_width":0,"ocean_sidebar":"","ocean_second_sidebar":"","ocean_disable_margins":"enable","ocean_add_body_class":"","ocean_shortcode_before_top_bar":"","ocean_shortcode_after_top_bar":"","ocean_shortcode_before_header":"","ocean_shortcode_after_header":"","ocean_has_shortcode":"","ocean_shortcode_after_title":"","ocean_shortcode_before_footer_widgets":"","ocean_shortcode_after_footer_widgets":"","ocean_shortcode_before_footer_bottom":"","ocean_shortcode_after_footer_bottom":"","ocean_display_top_bar":"default","ocean_display_header":"default","ocean_header_style":"","ocean_center_header_left_menu":"","ocean_custom_header_template":"","ocean_custom_logo":0,"ocean_custom_retina_logo":0,"ocean_custom_logo_max_width":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_width":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_width":0,"ocean_custom_logo_max_height":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_height":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_height":0,"ocean_header_custom_menu":"","ocean_menu_typo_font_family":"","ocean_menu_typo_font_subset":"","ocean_menu_typo_font_size":0,"ocean_menu_typo_font_size_tablet":0,"ocean_menu_typo_font_size_mobile":0,"ocean_menu_typo_font_size_unit":"px","ocean_menu_typo_font_weight":"","ocean_menu_typo_font_weight_tablet":"","ocean_menu_typo_font_weight_mobile":"","ocean_menu_typo_transform":"","ocean_menu_typo_transform_tablet":"","ocean_menu_typo_transform_mobile":"","ocean_menu_typo_line_height":0,"ocean_menu_typo_line_height_tablet":0,"ocean_menu_typo_line_height_mobile":0,"ocean_menu_typo_line_height_unit":"","ocean_menu_typo_spacing":0,"ocean_menu_typo_spacing_tablet":0,"ocean_menu_typo_spacing_mobile":0,"ocean_menu_typo_spacing_unit":"","ocean_menu_link_color":"","ocean_menu_link_color_hover":"","ocean_menu_link_color_active":"","ocean_menu_link_background":"","ocean_menu_link_hover_background":"","ocean_menu_link_active_background":"","ocean_menu_social_links_bg":"","ocean_menu_social_hover_links_bg":"","ocean_menu_social_links_color":"","ocean_menu_social_hover_links_color":"","ocean_disable_title":"default","ocean_disable_heading":"default","ocean_post_title":"","ocean_post_subheading":"","ocean_post_title_style":"","ocean_post_title_background_color":"","ocean_post_title_background":0,"ocean_post_title_bg_image_position":"","ocean_post_title_bg_image_attachment":"","ocean_post_title_bg_image_repeat":"","ocean_post_title_bg_image_size":"","ocean_post_title_height":0,"ocean_post_title_bg_overlay":0.5,"ocean_post_title_bg_overlay_color":"","ocean_disable_breadcrumbs":"default","ocean_breadcrumbs_color":"","ocean_breadcrumbs_separator_color":"","ocean_breadcrumbs_links_color":"","ocean_breadcrumbs_links_hover_color":"","ocean_display_footer_widgets":"default","ocean_display_footer_bottom":"default","ocean_custom_footer_template":"","ocean_post_oembed":"","ocean_post_self_hosted_media":"","ocean_post_video_embed":"","ocean_link_format":"","ocean_link_format_target":"self","ocean_quote_format":"","ocean_quote_format_link":"post","ocean_gallery_link_images":"on","ocean_gallery_id":[]},"categories":[9],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2221"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2221"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2221\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2224,"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2221\/revisions\/2224"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2221"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2221"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2221"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}