{"id":22838,"date":"2015-02-10T14:22:21","date_gmt":"2015-02-10T17:22:21","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=22838"},"modified":"2015-02-10T14:22:21","modified_gmt":"2015-02-10T17:22:21","slug":"superlotacao-e-descaso-e-cenario-de-hospital-estadual-no-recife","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/superlotacao-e-descaso-e-cenario-de-hospital-estadual-no-recife\/","title":{"rendered":"Superlota\u00e7\u00e3o e descaso \u00e9 cen\u00e1rio de hospital estadual no Recife"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Um corredor estreito, que deveria servir de passagem, entupido de macas. Pacientes h\u00e1 dias esperando por um leito, alguns obrigados a aguardar sentados por falta de um lugar para deitar. E familiares revoltados com o cen\u00e1rio de superlota\u00e7\u00e3o e descaso. Foi esta a situa\u00e7\u00e3o encontrada na manh\u00e3 de segunda-feira (9) na emerg\u00eancia geral do Hospital Agamenon Magalh\u00e3es (HAM), em Casa Amarela, Zona Norte do\u00a0<a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/pe\/pernambuco\/cidade\/recife.html\">Recife<\/a>. O setor de urg\u00eancias realiza, ao todo, mais de 5 mil atendimentos por m\u00eas. A den\u00fancia foi veiculada no\u00a0Bom Dia Pernambuco desta ter\u00e7a-feira (10).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os problemas come\u00e7am ainda na cal\u00e7ada. Um esgoto a c\u00e9u aberto espalha mau cheiro logo na entrada do estacionamento. A \u00e1gua suja jorra metros adiante. No p\u00e1tio, dezenas de pessoas acampadas, entre pacientes vindos do interior e parentes de internados. Eles ficam deitados em bancos e no ch\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas nada se compara ao caos na emerg\u00eancia. Na \u00e1rea amarela, \u00e9 dif\u00edcil se locomover pelo corredor. S\u00e3o mais de 10 macas espalhadas, de um lado e do outro, algumas colocadas no ch\u00e3o. No setor laranja, o mesmo quadro. Os acompanhantes eram obrigados a ficar em cadeiras. \u201cEst\u00e1 frio demais aqui. Eu s\u00f3 falto morrer nessa cadeira aqui. \u00c9 horr\u00edvel\u201d, disse a\u00a0 moradora de Vic\u00eancia, na Zona da Mata, a 87 km do Recife, embrulhada num cobertor e sentada h\u00e1 tr\u00eas dias ao lado irm\u00e3o doente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diante da superlota\u00e7\u00e3o, salas como a de nebuliza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m se transformam em estacionamento de macas. Uma mulher, h\u00e1 dias, dorme nos bancos forrados com len\u00e7ol. E \u00e9 do lado dela que chama aten\u00e7\u00e3o o choro incontido da aposentada Euridice Vidal de Melo, 67 anos. A idosa estava com um quadro de infec\u00e7\u00e3o urin\u00e1ria e chegou \u00e0s 5h, transferida da Policl\u00ednica Barros Lima. Diab\u00e9tica e hipertensa, estava h\u00e1 mais de cinco horas esperando por uma maca. \u201cDesde que eu cheguei n\u00e3o deram nenhum medicamento a mim ainda. Isso \u00e9 um maltrato\u201d, denunciava. A educadora f\u00edsica Juliana Ferreira, filha de Euridice, ainda tentou colocar a m\u00e3e numa cama desocupada numa sala de funcion\u00e1rios, mas sem sucesso. \u201cGeralmente, \u00e9 assim. Mas hoje est\u00e1 um pouco pior, est\u00e1 no m\u00e1ximo da lota\u00e7\u00e3o\u201d, admitiu uma servidora em conversa com ela, gravada pela reportagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O acompanhante Cl\u00e9cio Fonseca aguardava h\u00e1 tr\u00eas dias um leito para o av\u00f4 de 76 anos, que estava na emerg\u00eancia com um quadro de infec\u00e7\u00e3o. \u201cDisseram que mandariam ele para um lugar onde tem vaga. Chegamos aqui e nem maca tinha. Ele passou um temp\u00e3o\u00a0 numa cadeira de rodas\u201d, reclamou o neto, que ouviu uma negativa ao solicitar a transfer\u00eancia do aposentado Dami\u00e3o Manoel da Silva. \u201cAlegaram, entre outras coisas, que n\u00e3o tinha ambul\u00e2ncia para transferir.\u201d Bem na frente da emerg\u00eancia, havia meia d\u00fazia de ve\u00edculos estacionados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A diretora do Hospital Agamenon Magalh\u00e3es, Cl\u00e1udia Miranda, reconheceu a superlota\u00e7\u00e3o e enumerou justificativas. Segundo ela, a segunda-feira \u00e9 um dia at\u00edpico, por conta da demanda acumulada do fim de semana. Al\u00e9m disso, ela argumentou que 48% dos casos que chegam espontaneamente s\u00e3o de menor complexidade, ou seja, poderiam ser resolvidos em outros servi\u00e7os, como as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). \u201cN\u00f3s somos uma grande emerg\u00eancia cl\u00ednica que atende muitos pacientes que v\u00eam regulados pela Central de Leitos, mas que tamb\u00e9m atende uma demanda espont\u00e2nea significativa\u201d, declarou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um corredor estreito, que deveria servir de passagem, entupido de macas. Pacientes h\u00e1 dias esperando por um leito, alguns obrigados a aguardar sentados por falta de um lugar para deitar. E familiares revoltados com o cen\u00e1rio de superlota\u00e7\u00e3o e descaso. 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