{"id":23019,"date":"2015-02-24T09:26:55","date_gmt":"2015-02-24T12:26:55","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=23019"},"modified":"2015-02-24T09:26:55","modified_gmt":"2015-02-24T12:26:55","slug":"motivacao-em-excesso-pode-acabar-em-vicio-e-fazer-mal-a-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/motivacao-em-excesso-pode-acabar-em-vicio-e-fazer-mal-a-saude\/","title":{"rendered":"Motiva\u00e7\u00e3o em excesso pode acabar em v\u00edcio e fazer mal \u00e0 sa\u00fade"},"content":{"rendered":"<p>J\u00e1 pequena, Fernanda Rios demostrava que a rela\u00e7\u00e3o com os livros era prazerosa. \u201cChegava em casa e corria para fazer o dever. Sempre muito animada. Gostava de ler com anteced\u00eancia as mat\u00e9rias que os professores iam passar e sempre tirava notas boas\u201d, lembra a servidora p\u00fablica de 37 anos. Ajudar os amigos com dificuldades e faltar as aulas de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica para ficar estudando na biblioteca tamb\u00e9m eram atitudes comuns.<\/p>\n<p>Ao entrar na faculdade, Fernanda sentiu-se ainda mais motivada a continuar com a rotina de estudos. \u201cQuando fiz pedagogia na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), recebi uma bolsa de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e, assim, tive contato com a pesquisa acad\u00eamica, o que me incentivou a buscar novos conhecimentos ainda mais\u201d, conta.<\/p>\n<p>De vez na vida adulta, vieram novas responsabilidades, mas a rela\u00e7\u00e3o de Fernanda com os livros n\u00e3o sofreu muitas mudan\u00e7as. Continua sendo uma prioridade. \u201cEstudo toda semana, normalmente de quatro a oito horas. E sempre visando atingir alguma meta: passar em um concurso, ser aprovada em uma p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o ou planejar uma aula que eu v\u00e1 ministrar\u201d, detalha. \u201cTenho muita vontade de estudar. Conclui quatro p\u00f3s-gradua\u00e7\u00f5es e ainda quero fazer o mestrado, o doutorado e o p\u00f3s-doutorado.\u201d<\/p>\n<p>Para Naim Akel, coordenador do curso de psicologia da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Paran\u00e1 (PUC-PR), realizar uma atividade com muita frequ\u00eancia pode trazer benef\u00edcios tanto para a sa\u00fade f\u00edsica quanto para a mental. O h\u00e1bito, segundo o especialista, pode ser chamado de motiva\u00e7\u00e3o. \u201c\u00c9 saud\u00e1vel executar atividades que liberem a dopamina; o organismo funciona melhor, o cora\u00e7\u00e3o e o humor tamb\u00e9m\u201d, explica.<\/p>\n<p>Mas \u00e9 preciso estar alerta para que essa motiva\u00e7\u00e3o n\u00e3o se torne algo prejudicial. \u201cO v\u00edcio \u00e9 uma necessidade incontrol\u00e1vel (de fazer alguma coisa que traga prazer) que acaba se tornando algo negativo. As pessoas ficam em uma situa\u00e7\u00e3o compulsiva, n\u00e3o conseguem fazer outra coisa e acabam abrindo m\u00e3o de responsabilidades e compromissos\u201d, explica Akel.<\/p>\n<p>Em algumas ocasi\u00f5es, Fernanda confessa que trocou as horas de descanso pelo estudo; por\u00e9m, ela diz que consegue perceber quando a motiva\u00e7\u00e3o deixou de lhe fazer bem. \u201cNo concurso da Receita Federal, em 2003, acertei 86% da prova, mas n\u00e3o fiquei dentro das vagas do edital. Fiquei muito decepcionada comigo e preocupada, porque havia meses que eu ficava os fins de semana inteiros no cursinho e as madrugadas inteiras em cima dos livros. N\u00e3o conseguia falar de outro assunto, desligar a cabe\u00e7a\u201d, relata.<\/p>\n<div>\n<div>Andr\u00e9 n\u00e3o abre m\u00e3o da m\u00fasica: &#8220;(Ela) me ajudou no comprometimento&#8221;<\/div>\n<\/div>\n<p>Preocupada com a sa\u00fade, ela resolveu diminuir o ritmo. As decis\u00f5es, diz, s\u00e3o sempre apoiadas pela fam\u00edlia. \u201cEles j\u00e1 est\u00e3o acostumados com essa minha vontade de aprender em excesso. Incentivam-me a estudar porque acreditam que isso me far\u00e1 crescer profissionalmente e pessoalmente tamb\u00e9m.\u201d Fernanda tamb\u00e9m tem a compreens\u00e3o dos colegas. \u201cMeus amigos me apelidaram de nerd. Acham meio esquisito esse meu gosto, mas compreendem e at\u00e9 me respeitam.\u201d<\/p>\n<p><strong>Paix\u00e3o por m\u00fasica<\/strong><br \/>\nGostar muito de algum hobby nem sempre \u00e9 acompanhado por horas livres para se dedicar a ele. A correria do dia a dia, muitas vezes, impede a regularidade. Foi o que aconteceu com Andr\u00e9 Luiz P\u00e1dua, 58. Talvez por isso, acredita, a motiva\u00e7\u00e3o n\u00e3o tenha virado compuls\u00e3o. Desde crian\u00e7a, ele tem uma rela\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima com os instrumentos. \u201cMeu gosto pela m\u00fasica veio do meu pai, sempre o vi tocando. Com 10 anos, ganhei meu primeiro viol\u00e3o. Desde ent\u00e3o, nunca parei de tocar.\u201d<\/p>\n<p>Com o tempo, Andr\u00e9 teve que ir diminuindo a frequ\u00eancia das pr\u00e1ticas. Na \u00e9poca da faculdade, passou a tocar menos. A fam\u00edlia e o trabalho tamb\u00e9m contribu\u00edram para a redu\u00e7\u00e3o do ritmo. Apesar de n\u00e3o ter deixado os instrumentos de lado, o engenheiro mec\u00e2nico n\u00e3o consegue praticar tanto quanto gostaria. \u201cO ideal seria todos os dias. Mas, \u00e0s vezes, voc\u00ea chega em casa tarde, cansado, e n\u00e3o d\u00e1 para tocar.\u201d<\/p>\n<p>Ainda assim, Andr\u00e9 faz quest\u00e3o de reservar algumas horas para estudar flauta e viol\u00e3o na Escola de M\u00fasica de Bras\u00edlia. \u201cQuero continuar tocando, me aperfei\u00e7oando.\u201d Como incentivo, montou um espa\u00e7o dedicado ao hobby em casa. \u201cTenho um quarto onde toco e guardo meus instrumentos. J\u00e1 estava at\u00e9 no projeto. \u00c9 um canto para relaxar, com certeza.\u201d A fam\u00edlia reconhece o interesse al\u00e9m do comum. \u201cQuando o assunto \u00e9 m\u00fasica, a primeira coisa que falam \u00e9 \u2018chama o Andr\u00e9, ele sabe\u2019\u201d, orgulha-se.<\/p>\n<p>O engenheiro n\u00e3o acha que exagera. Para ele, que cresceu tocando viol\u00e3o nas rodas de amigos, a m\u00fasica s\u00f3 trouxe benef\u00edcios. \u201cAcho que me ajudou no comprometimento, a ver as diferen\u00e7as entre as pessoas. Por estar sempre tocando com os outros, voc\u00ea consegue perceber isso\u201d, justifica.<\/p>\n<p>Os ganhos e a paix\u00e3o pelos instrumentos fazem com que ele estimule a pr\u00e1tica entre os filhos. \u201cO mais velho tamb\u00e9m tem essa rela\u00e7\u00e3o com a m\u00fasica. Toca muito bem viol\u00e3o e guitarra. E eu sempre o incentivei. N\u00e3o atrapalha em nada\u201d, avalia. A filha de 5 anos segue o mesmo ritmo. \u201cEu tamb\u00e9m quero passar para ela esse encanto. J\u00e1 vejo que se interessa, que gosta muito de cantar.\u201d<\/p>\n<p><strong>A\u00e7\u00e3o da dopamina<\/strong><br \/>\nNo c\u00e9rebro existe um conjunto de estruturas que, quando ativadas sequencialmente, provocam uma sensa\u00e7\u00e3o intensa de prazer e bem-estar. A dopamina, tamb\u00e9m chamada de horm\u00f4nio do prazer, \u00e9 a subst\u00e2ncia liberada durante esse processo e causa essa sensa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Virou at\u00e9 profiss\u00e3o <\/strong><br \/>\nH\u00e1 tr\u00eas anos, Bruno Toledo, 26, resolveu fazer algumas mudan\u00e7as na rotina e acabou se motivando a fazer uma nova atividade. \u201cSa\u00ed de um relacionamento e estava um pouco acima do peso. Percebi que ficar como eu estava n\u00e3o ia dar certo. Comecei a malhar, entrei de cabe\u00e7a e n\u00e3o larguei mais\u201d, conta.<\/p>\n<p>O que no in\u00edcio era apenas uma maneira de manter a sa\u00fade em dia se tornou uma atividade que traz muito prazer ao universit\u00e1rio. \u201cEu n\u00e3o consigo mais ficar sem fazer uma atividade f\u00edsica. Nem que seja uma caminhada; tenho que fazer alguma coisa\u201d, comemora. \u201cEra bem pregui\u00e7oso; tive que mudar. Comecei a acordar cedo, a cozinhar.\u201d<\/p>\n<p>Seis dias por semana, Bruno fica uma hora na academia. Nos s\u00e1bados e nos domingos, com os amigos, reserva ainda mais horas para as atividades ao ar livre. \u201cA gente esquece o tempo. Acaba que passamos duas, tr\u00eas horas fazendo alguma coisa\u201d, conta. O jovem at\u00e9 mudou de profiss\u00e3o por causa da nova paix\u00e3o. Hoje, cursa educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica e \u00e9 estagi\u00e1rio em uma academia. \u201cTrabalhava com gest\u00e3o comercial em uma empresa, mas eu sa\u00ed para trabalhar nessa \u00e1rea.\u201d<\/p>\n<p>Coordenador do curso de psicologia da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Paran\u00e1, Naim Akel ressalta os benef\u00edcios de praticar exerc\u00edcios f\u00edsicos com muita frequ\u00eancia. \u201cAl\u00e9m do benef\u00edcio de dar prazer, h\u00e1 o ganho do fortalecimento da musculatura, de trabalhar o organismo.\u201d Mas alerta que, mesmo no caso do esporte, h\u00e1 riscos. \u201cSe essa motiva\u00e7\u00e3o fugir do controle, quando a pessoa come\u00e7a a ficar cega e obcecada, a atividade pode se tornar um v\u00edcio.\u201d<\/p>\n<p>Atento n\u00e3o s\u00f3 aos pontos positivos da pr\u00e1tica de exerc\u00edcios, Bruno se preocupa em controlar o tempo que gasta na academia, principalmente para respeitar o seu limite. \u201cExiste uma regra: tem uma hora em que o corpo n\u00e3o aguenta e come\u00e7a a trazer um efeito negativo\u201d, diz. Ele tamb\u00e9m se organiza para cumprir todos os compromissos do dia. \u201cTenho que encaixar trabalho, atividade f\u00edsica e vida social dentro de menos de 24 horas. \u00c9 complicado ajustar.\u201d<\/p>\n<p>Apesar dos cuidados, a motiva\u00e7\u00e3o chegou a prejudicar alguns aspectos da vida pessoal. \u201cJ\u00e1 me atrapalhou com alguns relacionamentos. \u00c9 dif\u00edcil encontrar algu\u00e9m que entenda\u201d, reconhece Bruno, que conta que tamb\u00e9m passou a evitar alguns eventos por causa das atividades f\u00edsicas. \u201cTem algumas festas, por exemplo, que eu deixo de ir. Prefiro dormir, cuidar do meu corpo do que ir para uma balada.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div>\n<div>Andr\u00e9 n\u00e3o abre m\u00e3o da m\u00fasica: &#8220;(Ela) me ajudou no comprometimento&#8221;<\/div>\n<\/div>\n<p>Preocupada com a sa\u00fade, ela resolveu diminuir o ritmo. As decis\u00f5es, diz, s\u00e3o sempre apoiadas pela fam\u00edlia. \u201cEles j\u00e1 est\u00e3o acostumados com essa minha vontade de aprender em excesso. Incentivam-me a estudar porque acreditam que isso me far\u00e1 crescer profissionalmente e pessoalmente tamb\u00e9m.\u201d Fernanda tamb\u00e9m tem a compreens\u00e3o dos colegas. \u201cMeus amigos me apelidaram de nerd. Acham meio esquisito esse meu gosto, mas compreendem e at\u00e9 me respeitam.\u201d<\/p>\n<p><strong>Paix\u00e3o por m\u00fasica<\/strong><br \/>\nGostar muito de algum hobby nem sempre \u00e9 acompanhado por horas livres para se dedicar a ele. A correria do dia a dia, muitas vezes, impede a regularidade. Foi o que aconteceu com Andr\u00e9 Luiz P\u00e1dua, 58. Talvez por isso, acredita, a motiva\u00e7\u00e3o n\u00e3o tenha virado compuls\u00e3o. Desde crian\u00e7a, ele tem uma rela\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima com os instrumentos. \u201cMeu gosto pela m\u00fasica veio do meu pai, sempre o vi tocando. Com 10 anos, ganhei meu primeiro viol\u00e3o. Desde ent\u00e3o, nunca parei de tocar.\u201d<\/p>\n<p>Com o tempo, Andr\u00e9 teve que ir diminuindo a frequ\u00eancia das pr\u00e1ticas. Na \u00e9poca da faculdade, passou a tocar menos. A fam\u00edlia e o trabalho tamb\u00e9m contribu\u00edram para a redu\u00e7\u00e3o do ritmo. Apesar de n\u00e3o ter deixado os instrumentos de lado, o engenheiro mec\u00e2nico n\u00e3o consegue praticar tanto quanto gostaria. \u201cO ideal seria todos os dias. Mas, \u00e0s vezes, voc\u00ea chega em casa tarde, cansado, e n\u00e3o d\u00e1 para tocar.\u201d<\/p>\n<p>Ainda assim, Andr\u00e9 faz quest\u00e3o de reservar algumas horas para estudar flauta e viol\u00e3o na Escola de M\u00fasica de Bras\u00edlia. \u201cQuero continuar tocando, me aperfei\u00e7oando.\u201d Como incentivo, montou um espa\u00e7o dedicado ao hobby em casa. \u201cTenho um quarto onde toco e guardo meus instrumentos. J\u00e1 estava at\u00e9 no projeto. \u00c9 um canto para relaxar, com certeza.\u201d A fam\u00edlia reconhece o interesse al\u00e9m do comum. \u201cQuando o assunto \u00e9 m\u00fasica, a primeira coisa que falam \u00e9 \u2018chama o Andr\u00e9, ele sabe\u2019\u201d, orgulha-se.<\/p>\n<p>O engenheiro n\u00e3o acha que exagera. Para ele, que cresceu tocando viol\u00e3o nas rodas de amigos, a m\u00fasica s\u00f3 trouxe benef\u00edcios. \u201cAcho que me ajudou no comprometimento, a ver as diferen\u00e7as entre as pessoas. Por estar sempre tocando com os outros, voc\u00ea consegue perceber isso\u201d, justifica.<\/p>\n<p>Os ganhos e a paix\u00e3o pelos instrumentos fazem com que ele estimule a pr\u00e1tica entre os filhos. \u201cO mais velho tamb\u00e9m tem essa rela\u00e7\u00e3o com a m\u00fasica. Toca muito bem viol\u00e3o e guitarra. E eu sempre o incentivei. N\u00e3o atrapalha em nada\u201d, avalia. A filha de 5 anos segue o mesmo ritmo. \u201cEu tamb\u00e9m quero passar para ela esse encanto. J\u00e1 vejo que se interessa, que gosta muito de cantar.\u201d<\/p>\n<p><strong>A\u00e7\u00e3o da dopamina<\/strong><br \/>\nNo c\u00e9rebro existe um conjunto de estruturas que, quando ativadas sequencialmente, provocam uma sensa\u00e7\u00e3o intensa de prazer e bem-estar. A dopamina, tamb\u00e9m chamada de horm\u00f4nio do prazer, \u00e9 a subst\u00e2ncia liberada durante esse processo e causa essa sensa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Virou at\u00e9 profiss\u00e3o <\/strong><br \/>\nH\u00e1 tr\u00eas anos, Bruno Toledo, 26, resolveu fazer algumas mudan\u00e7as na rotina e acabou se motivando a fazer uma nova atividade. \u201cSa\u00ed de um relacionamento e estava um pouco acima do peso. Percebi que ficar como eu estava n\u00e3o ia dar certo. Comecei a malhar, entrei de cabe\u00e7a e n\u00e3o larguei mais\u201d, conta.<\/p>\n<p>O que no in\u00edcio era apenas uma maneira de manter a sa\u00fade em dia se tornou uma atividade que traz muito prazer ao universit\u00e1rio. \u201cEu n\u00e3o consigo mais ficar sem fazer uma atividade f\u00edsica. Nem que seja uma caminhada; tenho que fazer alguma coisa\u201d, comemora. \u201cEra bem pregui\u00e7oso; tive que mudar. Comecei a acordar cedo, a cozinhar.\u201d<\/p>\n<p>Seis dias por semana, Bruno fica uma hora na academia. Nos s\u00e1bados e nos domingos, com os amigos, reserva ainda mais horas para as atividades ao ar livre. \u201cA gente esquece o tempo. Acaba que passamos duas, tr\u00eas horas fazendo alguma coisa\u201d, conta. O jovem at\u00e9 mudou de profiss\u00e3o por causa da nova paix\u00e3o. Hoje, cursa educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica e \u00e9 estagi\u00e1rio em uma academia. \u201cTrabalhava com gest\u00e3o comercial em uma empresa, mas eu sa\u00ed para trabalhar nessa \u00e1rea.\u201d<\/p>\n<p>Coordenador do curso de psicologia da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Paran\u00e1, Naim Akel ressalta os benef\u00edcios de praticar exerc\u00edcios f\u00edsicos com muita frequ\u00eancia. \u201cAl\u00e9m do benef\u00edcio de dar prazer, h\u00e1 o ganho do fortalecimento da musculatura, de trabalhar o organismo.\u201d Mas alerta que, mesmo no caso do esporte, h\u00e1 riscos. \u201cSe essa motiva\u00e7\u00e3o fugir do controle, quando a pessoa come\u00e7a a ficar cega e obcecada, a atividade pode se tornar um v\u00edcio.\u201d<\/p>\n<p>Atento n\u00e3o s\u00f3 aos pontos positivos da pr\u00e1tica de exerc\u00edcios, Bruno se preocupa em controlar o tempo que gasta na academia, principalmente para respeitar o seu limite. \u201cExiste uma regra: tem uma hora em que o corpo n\u00e3o aguenta e come\u00e7a a trazer um efeito negativo\u201d, diz. Ele tamb\u00e9m se organiza para cumprir todos os compromissos do dia. \u201cTenho que encaixar trabalho, atividade f\u00edsica e vida social dentro de menos de 24 horas. \u00c9 complicado ajustar.\u201d<\/p>\n<p>Apesar dos cuidados, a motiva\u00e7\u00e3o chegou a prejudicar alguns aspectos da vida pessoal. \u201cJ\u00e1 me atrapalhou com alguns relacionamentos. \u00c9 dif\u00edcil encontrar algu\u00e9m que entenda\u201d, reconhece Bruno, que conta que tamb\u00e9m passou a evitar alguns eventos por causa das atividades f\u00edsicas. \u201cTem algumas festas, por exemplo, que eu deixo de ir. Prefiro dormir, cuidar do meu corpo do que ir para uma balada.\u201d<strong><br \/>\nQuando se preocupar<\/strong><br \/>\n\u201cO benef\u00edcio (de praticar muito alguma atividade) est\u00e1 relacionado ao relaxamento, ao prazer, ao funcionamento melhor do organismo. Mas, quando voc\u00ea percebe que est\u00e1 abrindo m\u00e3o de muitas coisas, que est\u00e1 fazendo aquilo sem pensar direito, \u00e9 o momento de se preocupar.\u201d &#8211;\u00a0<strong>Naim Akel, coordenador do curso de psicologia da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Paran\u00e1 (PUC-PR)<\/strong><\/p>\n<p><strong>Fique de olho<\/strong><br \/>\nA pr\u00e1tica saud\u00e1vel de alguma atividade pode se transformar em algo prejudicial, um v\u00edcio. Confira as diferen\u00e7as entre estar motivado ou viciado:<\/p>\n<p><strong>MOTIVA\u00c7\u00c3O X V\u00cdCIO<\/strong><br \/>\n&#8211; Controle das a\u00e7\u00f5es \/\/ Impulso incontrol\u00e1vel de fazer alguma atividade<br \/>\n&#8211; Prazer e benef\u00edcios para a profissional ao abrir m\u00e3o de \/\/ Preju\u00edzos na vida pessoal e sa\u00fade mental e f\u00edsica compromissos e relacionamentos<\/p>\n<p>Fonte: Diario de Pernambuco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>J\u00e1 pequena, Fernanda Rios demostrava que a rela\u00e7\u00e3o com os livros era prazerosa. \u201cChegava em casa e corria para fazer o dever. Sempre muito animada. Gostava de ler com anteced\u00eancia as mat\u00e9rias que os professores iam passar e sempre tirava notas boas\u201d, lembra a servidora p\u00fablica de 37 anos. Ajudar os amigos com dificuldades e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ocean_post_layout":"","ocean_both_sidebars_style":"","ocean_both_sidebars_content_width":0,"ocean_both_sidebars_sidebars_width":0,"ocean_sidebar":"","ocean_second_sidebar":"","ocean_disable_margins":"enable","ocean_add_body_class":"","ocean_shortcode_before_top_bar":"","ocean_shortcode_after_top_bar":"","ocean_shortcode_before_header":"","ocean_shortcode_after_header":"","ocean_has_shortcode":"","ocean_shortcode_after_title":"","ocean_shortcode_before_footer_widgets":"","ocean_shortcode_after_footer_widgets":"","ocean_shortcode_before_footer_bottom":"","ocean_shortcode_after_footer_bottom":"","ocean_display_top_bar":"default","ocean_display_header":"default","ocean_header_style":"","ocean_center_header_left_menu":"","ocean_custom_header_template":"","ocean_custom_logo":0,"ocean_custom_retina_logo":0,"ocean_custom_logo_max_width":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_width":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_width":0,"ocean_custom_logo_max_height":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_height":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_height":0,"ocean_header_custom_menu":"","ocean_menu_typo_font_family":"","ocean_menu_typo_font_subset":"","ocean_menu_typo_font_size":0,"ocean_menu_typo_font_size_tablet":0,"ocean_menu_typo_font_size_mobile":0,"ocean_menu_typo_font_size_unit":"px","ocean_menu_typo_font_weight":"","ocean_menu_typo_font_weight_tablet":"","ocean_menu_typo_font_weight_mobile":"","ocean_menu_typo_transform":"","ocean_menu_typo_transform_tablet":"","ocean_menu_typo_transform_mobile":"","ocean_menu_typo_line_height":0,"ocean_menu_typo_line_height_tablet":0,"ocean_menu_typo_line_height_mobile":0,"ocean_menu_typo_line_height_unit":"","ocean_menu_typo_spacing":0,"ocean_menu_typo_spacing_tablet":0,"ocean_menu_typo_spacing_mobile":0,"ocean_menu_typo_spacing_unit":"","ocean_menu_link_color":"","ocean_menu_link_color_hover":"","ocean_menu_link_color_active":"","ocean_menu_link_background":"","ocean_menu_link_hover_background":"","ocean_menu_link_active_background":"","ocean_menu_social_links_bg":"","ocean_menu_social_hover_links_bg":"","ocean_menu_social_links_color":"","ocean_menu_social_hover_links_color":"","ocean_disable_title":"default","ocean_disable_heading":"default","ocean_post_title":"","ocean_post_subheading":"","ocean_post_title_style":"","ocean_post_title_background_color":"","ocean_post_title_background":0,"ocean_post_title_bg_image_position":"","ocean_post_title_bg_image_attachment":"","ocean_post_title_bg_image_repeat":"","ocean_post_title_bg_image_size":"","ocean_post_title_height":0,"ocean_post_title_bg_overlay":0.5,"ocean_post_title_bg_overlay_color":"","ocean_disable_breadcrumbs":"default","ocean_breadcrumbs_color":"","ocean_breadcrumbs_separator_color":"","ocean_breadcrumbs_links_color":"","ocean_breadcrumbs_links_hover_color":"","ocean_display_footer_widgets":"default","ocean_display_footer_bottom":"default","ocean_custom_footer_template":"","ocean_post_oembed":"","ocean_post_self_hosted_media":"","ocean_post_video_embed":"","ocean_link_format":"","ocean_link_format_target":"self","ocean_quote_format":"","ocean_quote_format_link":"post","ocean_gallery_link_images":"on","ocean_gallery_id":[]},"categories":[9],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23019"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23019"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23019\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":23020,"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23019\/revisions\/23020"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23019"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23019"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23019"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}