{"id":23583,"date":"2015-03-23T09:30:43","date_gmt":"2015-03-23T12:30:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=23583"},"modified":"2015-03-23T09:30:43","modified_gmt":"2015-03-23T12:30:43","slug":"comite-ha-falhas-no-pre-natal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/comite-ha-falhas-no-pre-natal\/","title":{"rendered":"Comit\u00ea: h\u00e1 falhas no pr\u00e9-natal"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Identificar os gargalos que dificultam a rede de assist\u00eancia o parto em Pernambuco e que reflete na superlota\u00e7\u00e3o de algumas maternidades e na desassist\u00eancia de outras. Essa a tarefa de um comit\u00ea t\u00e9cnico-operacional criado pela Secretaria Estadual de Sa\u00fade SES) h\u00e1 um m\u00eas. O grupo vai verificar os centros obst\u00e9tricos as quatro microrregionais pernambucanas. A apura\u00e7\u00e3o obre as falhas na rede tanto estadual como municipal compeou pela 1\u00aa macrorregional do estado, que inclui o Recife e a regi\u00e3o Metropolitana (RMR), a ata Norte e Sul e as primeiras idades do Agreste. E o primeiro diagn\u00f3stico j\u00e1 identificou problemas no acesso ao pr\u00e9natal, que reflete em complica\u00e7\u00f5es na gesta\u00e7\u00e3o e no parto. \u201cUm dos pontos que percebemos \u00e9 a fragilidade do pr\u00e9-natal de baixo risco nos munic\u00edpios, que n\u00e3o conseguem garantir o acesso a exames e a especialidades. Isso \u00e9 uma das causas do nascimento prematuro por infec\u00e7\u00e3o urin\u00e1ria, \u00f3bios fetais, infec\u00e7\u00e3o de m\u00e3e e do rec\u00e9m-nascido por s\u00edfilis. E udo isso \u00e9 evit\u00e1vel se o pr\u00e9-natal for revisto\u201d, contou a diretora de Pol\u00edticas Estrat\u00e9gicas e Sa\u00fade da SES, Fl\u00e1via Magno. Esse adoecimento da gestante sem acompanhamento a aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica reflete nas maternidades de alto risco, que virama \u00faltima op\u00e7\u00e3o para las. E o comit\u00ea j\u00e1 identificou que o problema n\u00e3o est\u00e1 na qualifica\u00e7\u00e3o dos m\u00e9dicos e enfermeiros, uma vez que 80% esses profissionais j\u00e1 s\u00e3o capacitados. As dificuldades est\u00e3o a falta de equipes nas unidades de sa\u00fade e de recursos ara manter as maternidades funcionando. \u201cA situa\u00e7\u00e3o financeira em que se encontra o pa\u00eds tamb\u00e9m se reflete no Estado e nos munic\u00edpios. As cidades acabam sendo muito generalizadas. \u00c9 dif\u00edcil para as prefeituras conseguirem manter uma maternidade aberta om equipe m\u00ednima\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">EXEMPLO A dona de casa Ana L\u00facia da Silva, 37 anos, sabe das dificuldades conseguir realizar m bom acompanhamento r\u00e9-natal. Moradora do bairro e Pau Amarelo, em Paulista, regi\u00e3o Metropolitana do Recife (RMR) a gestante, gr\u00e1vida do quarto filho, recorreu a maternidade do Cisam, no bairro da encruzilhada, no Recife. \u201cJ\u00e1 tive filhos no Recife e em Paulista e tamb\u00e9m fiz o pr\u00e9-natal nas duas cidades. Aqui no Cisam\u00e9melhor. Consigo fazer todos os exames. Em Paulista j\u00e1 dei viagemperdida ao posto. N\u00e3o tinham\u00e9dico e a fila de espera pelo preventivo passava de umm\u00eas\u201d, revelou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">REGIONALIZAR Casos como o de Ana Fl\u00e1via s\u00e3o comuns em v\u00e1rios outros munic\u00edpios. Para a diretora de Pol\u00edticas Estrat\u00e9gicas de Sa\u00fade da SES, Fl\u00e1via Magno, uma sa\u00edda seria a pactua\u00e7\u00e3o entre munic\u00edpios para manter uma maternidade em pleno funcionamento por microrregi\u00e3o garantindo o atendimento das gestantes daquela \u00e1rea. \u201cN\u00e3o d\u00e1 para a gente garantir excel\u00eancia no atendimento com uma maternidade por cidade. \u00c9 invi\u00e1vel\u201d, avaliou. De acordo comela essa foi uma sugest\u00e3o oferecida \u00e0s prefeituras, mas a SES n\u00e3o pode impor a regionaliza\u00e7\u00e3o. \u201cN\u00e3o podemos intervir na autonomia do munic\u00edpio. Podemos ajudar na condu\u00e7\u00e3o emontagemdos planos, mas a decis\u00e3o \u00e9 dos munic\u00edpios\u201d, afirmou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MELHORIAS Solu\u00e7\u00f5es para combater o caos do segmento materno infantil est\u00e3o sendo pensadas pelo comit\u00ea. \u201cA curto prazo n\u00f3s precisamos fazer rodar leito. \u00c9 o objetivo principal. E sem construir uma parede. Para fazer isso temos que garantir os partos de baixo risco aconte\u00e7a onde devem e n\u00e3o cheguem \u00e0s grandes maternidades, onde devem ficar os de alto risco\u201d, disse Fl\u00e1via Magno. J\u00e1 am\u00e9dio prazo, adiantou a diretora, o foco \u00e9 ampliar a oferta de resid\u00eancia em enfermeiro obstetra. Esse profissional, explica, est\u00e1 habilitado na Rede Cegonha para fazer os procedimentos emCentros de Parto Normal. \u201cQueremos no meio deste ano j\u00e1 ter os primeiros resultados na rede. Ter a melhoria do acesso ao pr\u00e9-natal, com pacientes que cheguem ao parto sem infec\u00e7\u00e3o urin\u00e1ria e sem s\u00edfilis\u201d, destacou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FISCALIZA\u00c7\u00c3O O comit\u00ea ainda est\u00e1 fiscalizando as maternidades da 1\u00aa macrorregional. Os dados do Sistema de Informa\u00e7\u00f5es Hospitalares (SIH) do SUSmostram que nessa \u00e1rea foram realizados 62,7mil partos no ano passado. O n\u00famero representa mais da metade dos procedimentos realizados no Estado em 2014, que somaram 103,5 mil. Amacro conta com72maternidades e tem 1.360 leitos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">REDE CEGONHA Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Rede Cegonha, que estabelece \u00e1reas para partos com acompanhamento, est\u00e3o previstas para junho as obras de constru\u00e7\u00e3o de Centros de Parto Normal nos hospitais Fernando Salsa, em Limoeiro e Em\u00edlia C\u00e2mara, em Afogado da Ingazeira. Os dois ser\u00e3o o primeiros estaduais a fazerem as reformas de adequa\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os que permitam melhorias no parto humanizado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Folha de Pernambuco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Identificar os gargalos que dificultam a rede de assist\u00eancia o parto em Pernambuco e que reflete na superlota\u00e7\u00e3o de algumas maternidades e na desassist\u00eancia de outras. Essa a tarefa de um comit\u00ea t\u00e9cnico-operacional criado pela Secretaria Estadual de Sa\u00fade SES) h\u00e1 um m\u00eas. O grupo vai verificar os centros obst\u00e9tricos as quatro microrregionais pernambucanas. 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