{"id":23594,"date":"2015-03-23T10:22:46","date_gmt":"2015-03-23T13:22:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=23594"},"modified":"2015-03-23T10:22:46","modified_gmt":"2015-03-23T13:22:46","slug":"hiperacusia-e-misofonia-baladas-celulares-e-fones-no-volume-maximo-prejudicam-audicao-e-desencadeiam-doencas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/hiperacusia-e-misofonia-baladas-celulares-e-fones-no-volume-maximo-prejudicam-audicao-e-desencadeiam-doencas\/","title":{"rendered":"Hiperacusia e misofonia: baladas, celulares e fones no volume m\u00e1ximo prejudicam audi\u00e7\u00e3o e desencadeiam doen\u00e7as"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A sonoridade em salas de cinema e o uso frequente de celulares e fones no volume m\u00e1ximo s\u00e3o algumas das situa\u00e7\u00f5es cotidianas e atuais que colocam a audi\u00e7\u00e3o em risco. Nem sempre \u00e9 poss\u00edvel o som entrar por um ouvido e sair pelo outro, como diz o ditado popular. Os m\u00e9dicos atestam que n\u00e3o adianta fazer ouvido de mercador, pois a exposi\u00e7\u00e3o sonora excessiva pode trazer problemas graves. Nos consult\u00f3rios, h\u00e1 um aumento na procura de pessoas que sofrem com hipersensibilidade auditiva e zumbidos. \u201cComo os celulares s\u00e3o equipamentos relativamente recentes, n\u00e3o temos muitas pesquisas cient\u00edficas que comprovem os malef\u00edcios. Mas \u00e9 certo que as ondas eletromagn\u00e9ticas influenciam a sa\u00fade dos ouvidos. O abuso no uso do celular e do fone exp\u00f5em as pessoas ao excesso de som. A longo prazo, poder\u00e1 ocorrer um comprometimento da audi\u00e7\u00e3o\u201d, afirma a otorrinolaringologista da Rede Mater Dei, Elizabeth Camargo Negri Flores.<\/p>\n<p>Levantamento da Associa\u00e7\u00e3o de Pesquisa Interdisciplinar e Divulga\u00e7\u00e3o do Zumbido (Apidiz), em parceria com o Instituto Ganz Sanchez, mostra que, no Brasil, h\u00e1 cerca de 48 milh\u00f5es de pessoas com zumbido no ouvido. O n\u00famero representa crescimento de 71,4% em rela\u00e7\u00e3o aos 28 milh\u00f5es estimados h\u00e1 quase 20 anos. \u201cO aumento do n\u00edvel de polui\u00e7\u00e3o sonora e a demanda reprimida, pois muitas pessoas desconheciam a exist\u00eancia desses transtornos, s\u00e3o as causas do aumento na procura dos consult\u00f3rios\u201d, diz Elizabeth. Os problemas auditivos podem ser causados por infec\u00e7\u00f5es, exposi\u00e7\u00e3o excessiva ao ru\u00eddo e tamb\u00e9m pelo consumo de algumas subst\u00e2ncias, que excitam os neur\u00f4nios na via auditiva. \u201cO consumo de caf\u00e9, bebidas \u00e0 base de coca, chocolates e alguns medicamentos deve ser evitado\u201d, alerta a m\u00e9dica. Os zumbidos tamb\u00e9m podem ser sintoma de alguma doen\u00e7a de base, como diabetes, hipertens\u00e3o, doen\u00e7as de tireoide e de col\u00e1geno, como as escleroses m\u00faltiplas.<\/p>\n<p>A hipersensibilidade auditiva se manifesta de diferentes formas \u2013 a hiperacusia, misofonia e audiofobia (veja quadro). Intoler\u00e2ncia ao volume dos sons, a hiperacusia pode ser confundida com a superaudi\u00e7\u00e3o. A otorrinolaringologista e presidente da Apidiz , Tanit Ganz Sanchez, explica que, em pessoas com o problema, o inc\u00f4modo com sons come\u00e7a bem antes do que ocorreria na maioria das pessoas. Pode aparecer sozinho ou acompanhar o zumbido. \u201cPara se ter uma no\u00e7\u00e3o, uma conversa em volume normal alcan\u00e7a de 60 a 70 decib\u00e9is. Nos casos mais graves, as pessoas sentem desconforto ao ouvir sons de 40 ou 50 decib\u00e9is\u201d, diz. A hipersensibilidade dificulta uma vida familiar, profissional ou social normal.<\/p>\n<p>A misofonia se caracteriza pelo estranhamento a alguns tipos de som, como passar a unha em um quadro negro ou ao latido de um cachorro. Tanit ressalta que a misofonia \u00e9 mais recente e considerada doen\u00e7a psiqui\u00e1trica. \u201cOs portadores reagem com muita raiva a esses sons, podendo chegar a agredir quem os produz\u201d, diz. A especialista afirma que h\u00e1 estudos que buscam entender se h\u00e1 um componente f\u00edsico relacionado \u00e0 dificuldade de manter aten\u00e7\u00e3o nas tarefas por causa de sons que a maioria consegue ignorar facilmente. O uso de fones pode agravar a situa\u00e7\u00e3o. \u201cO pior \u00e9 que muitos portadores usam fone de ouvido com m\u00fasica alta para tentar encobrir esses sons repetitivos que incomodam, mas isso pode gerar dois problemas a m\u00e9dio prazo, como o zumbido e a perda auditiva\u201d, refor\u00e7a Tanit.<\/p>\n<p>BALADAS<br \/>\nOs zumbidos podem acometer as pessoas em diferentes fases da vida. Trata-se de um som particular, percebido nos ouvidos ou na cabe\u00e7a, especialmente no sil\u00eancio .\u201cTemos pacientes de 5 anos a 100 anos. Qualquer um pode ter esse problema\u201d, diz Tanit. S\u00e3o sons que podem ser comparados com apitos, chiados, cigarras, grilos, panela de press\u00e3o e cachoeira. A especialista alerta que o zumbido geralmente reflete alguma perda auditiva, mesmo que leve. Pode comprometer o sono, a concentra\u00e7\u00e3o na leitura, o equil\u00edbrio emocional e at\u00e9 a vida social e familiar. \u201cO zumbido \u00e9 bem comum depois da balada. Muita gente acha que \u00e9 normal, porque pode desaparecer no dia seguinte, mas n\u00e3o \u00e9. \u00c9, de fato, indicativo que o ouvido n\u00e3o suportou o volume e o tempo daquela balada, mas ainda conseguiu se recuperar\u201d, diz a m\u00e9dica. A persist\u00eancias das baladas, segundo ela, leva o ouvido ao problema definitivo.<\/p>\n<p>O diagn\u00f3stico \u00e9 feito por meio de exame cl\u00ednico. O tratamento \u00e9 feito com o uso de medicamentos e por meio de treinamentos das vias auditivas. Elizabeth Flores alerta que a abordagem do zumbido \u00e9 mais complexa e multidisciplinar. Dependendo da causa, o tratamento pode levar de seis meses a dois anos e meio. Os especialistas aconselham uma ida ao otorrinolaringologista ao menos uma vez por ano, mesmo quando n\u00e3o se tem nenhuma queixa.<\/p>\n<p>DECIB\u00c9IS<br \/>\nPara a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS), o n\u00edvel m\u00e1ximo de audi\u00e7\u00e3o toler\u00e1vel, por no m\u00e1ximo duas horas cont\u00ednuas, \u00e9 de 70 decib\u00e9is. \u201cA exposi\u00e7\u00e3o a 100 decib\u00e9is \u00e9 excessiva e pode causar danos, como perda auditiva e zumbido, mesmo com exposi\u00e7\u00f5es curtas\u201d, diz Elizabeth. Alguns cuidados di\u00e1rios podem ajudar a manter a sa\u00fade dos ouvidos, como evitar exposi\u00e7\u00e3o a ru\u00eddos, n\u00e3o usar cotonetes e tamb\u00e9m evitar subst\u00e2ncias que levam a excita\u00e7\u00e3o dos neur\u00f4nios. \u201cO consumo excessivo de a\u00e7\u00facar, maus h\u00e1bitos alimentares, dificuldade para iniciar o sono podem propiciar o aparecimento de zumbido ou aumentar a percep\u00e7\u00e3o desse som\u201d, afirma a m\u00e9dica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Diario de Pernambuco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A sonoridade em salas de cinema e o uso frequente de celulares e fones no volume m\u00e1ximo s\u00e3o algumas das situa\u00e7\u00f5es cotidianas e atuais que colocam a audi\u00e7\u00e3o em risco. Nem sempre \u00e9 poss\u00edvel o som entrar por um ouvido e sair pelo outro, como diz o ditado popular. Os m\u00e9dicos atestam que n\u00e3o adianta [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ocean_post_layout":"","ocean_both_sidebars_style":"","ocean_both_sidebars_content_width":0,"ocean_both_sidebars_sidebars_width":0,"ocean_sidebar":"","ocean_second_sidebar":"","ocean_disable_margins":"enable","ocean_add_body_class":"","ocean_shortcode_before_top_bar":"","ocean_shortcode_after_top_bar":"","ocean_shortcode_before_header":"","ocean_shortcode_after_header":"","ocean_has_shortcode":"","ocean_shortcode_after_title":"","ocean_shortcode_before_footer_widgets":"","ocean_shortcode_after_footer_widgets":"","ocean_shortcode_before_footer_bottom":"","ocean_shortcode_after_footer_bottom":"","ocean_display_top_bar":"default","ocean_display_header":"default","ocean_header_style":"","ocean_center_header_left_menu":"","ocean_custom_header_template":"","ocean_custom_logo":0,"ocean_custom_retina_logo":0,"ocean_custom_logo_max_width":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_width":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_width":0,"ocean_custom_logo_max_height":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_height":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_height":0,"ocean_header_custom_menu":"","ocean_menu_typo_font_family":"","ocean_menu_typo_font_subset":"","ocean_menu_typo_font_size":0,"ocean_menu_typo_font_size_tablet":0,"ocean_menu_typo_font_size_mobile":0,"ocean_menu_typo_font_size_unit":"px","ocean_menu_typo_font_weight":"","ocean_menu_typo_font_weight_tablet":"","ocean_menu_typo_font_weight_mobile":"","ocean_menu_typo_transform":"","ocean_menu_typo_transform_tablet":"","ocean_menu_typo_transform_mobile":"","ocean_menu_typo_line_height":0,"ocean_menu_typo_line_height_tablet":0,"ocean_menu_typo_line_height_mobile":0,"ocean_menu_typo_line_height_unit":"","ocean_menu_typo_spacing":0,"ocean_menu_typo_spacing_tablet":0,"ocean_menu_typo_spacing_mobile":0,"ocean_menu_typo_spacing_unit":"","ocean_menu_link_color":"","ocean_menu_link_color_hover":"","ocean_menu_link_color_active":"","ocean_menu_link_background":"","ocean_menu_link_hover_background":"","ocean_menu_link_active_background":"","ocean_menu_social_links_bg":"","ocean_menu_social_hover_links_bg":"","ocean_menu_social_links_color":"","ocean_menu_social_hover_links_color":"","ocean_disable_title":"default","ocean_disable_heading":"default","ocean_post_title":"","ocean_post_subheading":"","ocean_post_title_style":"","ocean_post_title_background_color":"","ocean_post_title_background":0,"ocean_post_title_bg_image_position":"","ocean_post_title_bg_image_attachment":"","ocean_post_title_bg_image_repeat":"","ocean_post_title_bg_image_size":"","ocean_post_title_height":0,"ocean_post_title_bg_overlay":0.5,"ocean_post_title_bg_overlay_color":"","ocean_disable_breadcrumbs":"default","ocean_breadcrumbs_color":"","ocean_breadcrumbs_separator_color":"","ocean_breadcrumbs_links_color":"","ocean_breadcrumbs_links_hover_color":"","ocean_display_footer_widgets":"default","ocean_display_footer_bottom":"default","ocean_custom_footer_template":"","ocean_post_oembed":"","ocean_post_self_hosted_media":"","ocean_post_video_embed":"","ocean_link_format":"","ocean_link_format_target":"self","ocean_quote_format":"","ocean_quote_format_link":"post","ocean_gallery_link_images":"on","ocean_gallery_id":[]},"categories":[9],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23594"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23594"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23594\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":23596,"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23594\/revisions\/23596"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23594"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23594"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23594"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}