{"id":24113,"date":"2015-04-14T09:40:20","date_gmt":"2015-04-14T12:40:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=24113"},"modified":"2015-04-14T09:40:20","modified_gmt":"2015-04-14T12:40:20","slug":"dengue-aflige-interior","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/dengue-aflige-interior\/","title":{"rendered":"Dengue aflige interior"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Se o problema da dengue \u00e9 grande aqui, na Regi\u00e3o Metropolitana do Recife, imagine no munic\u00edpio sertanejo de S\u00e3o Jos\u00e9 do Egito, distante 356 quil\u00f4metros da capital, umas cinco horas de viagem de carro. O quadro de l\u00e1 \u00e9 mais do que preocupante e os n\u00fameros s\u00e3o a ponta de um novelo. S\u00e3o Jos\u00e9 do Egito, que tem cerca de 33 mil habitantes, est\u00e1 no topo da lista das cidades mais incidentes da doen\u00e7a no estado, de acordo com informa\u00e7\u00f5es da Secretaria de Sa\u00fade de Pernambuco divulgadas ontem. Foi ofuscado por n\u00fameros absolutos grandiosos como os de Recife, Jaboat\u00e3o e Camaragibe. Mas merece cuidados especiais porque a quantidade de afetados \u00e9 fora da curva. Por este motivo, me ative a S\u00e3o Jos\u00e9 e aos pequenos. Descobri que quando uma taxa de incid\u00eancia, numa conta que leva em conta o n\u00famero de casos por 100 mil habitantes, chega a 300 se diz que h\u00e1 um surto. Pois em S\u00e3o Jos\u00e9 a tal taxa chega a 1.148,01, imagine.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div id=\"abanoticia\">\nDe janeiro at\u00e9 ent\u00e3o, foram 443 casos notificados, tratados como suspeita em S\u00e3o Jos\u00e9 do Egito, disse-me ontem a coordenadora de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria local, Kelly Gomes, entrevistada por telefone. Suspeito que o volume de v\u00edtimas da dengue em S\u00e3o Jos\u00e9 \u00e9 bem maior porque o sistema de sa\u00fade tem, como de praxe nas localidades mais afastadas, limita\u00e7\u00f5es se compararmos \u00e0 oferta de servi\u00e7os que vemos na capital. Para come\u00e7ar, o acesso \u00e9 dif\u00edcil. Fui em busca de ouvir moradores sobre o assunto. Conheci a dona de casa Elizabethe Veras, de 64 anos. Na fam\u00edlia dela, cinco pessoas estiveram com sintomas de dengue. Uma deve ter sido notificada porque fez consulta e precisou ser internada, cr\u00ea Elizabethe.<\/p>\n<p>Faz uns quinze dias que os sintomas semelhantes aos da dengue come\u00e7aram a aparecer no corpo de Elizabethe: manchas no corpo, febre e um \u201cesmorecimento que s\u00f3 vendo\u201d, como diz. Nem teve tempo de parar e descansar. O pai, seu Jos\u00e9 Batista (84 anos), e a irm\u00e3 Vera L\u00facia precisaram de cuidados. A filha Heleide inchou os p\u00e9s e ficou com dificuldades de atender na lojinha que tem no com\u00e9rcio. Por \u00faltimo, foi a neta Let\u00edcia (4 anos) que teve manchas \u201cparecendo sarampo\u201d, garganta do\u00edda e deixou de ir para a escola por uma semana. Sem falar na irm\u00e3 de cria\u00e7\u00e3o, Maria Aparecida, que precisou ser hospitalizada. \u201cA senhora e o pessoal da\u00ed foram no m\u00e9dico, dona Elizabethe?\u201d, perguntei. \u201cFomos ao posto, mas n\u00e3o chegamos a ser atendidos. Aqui, s\u00e3o 20 fichas para atender muita gente. S\u00f3 no Planalto, meu bairro que tem dois postos, s\u00e3o 3 mil moradores\u201d. Ficou por isso mesmo, sem atendimento e sem notifica\u00e7\u00e3o. Na rua dela, em quase toda casa tem um vizinho que apresentou sintomas semelhantes, informa.<\/p>\n<p>O tratamento de preven\u00e7\u00e3o da dengue \u00e9 fun\u00e7\u00e3o da prefeitura, em princ\u00edpio. O estado presta socorro em cen\u00e1rios mais graves, em que o munic\u00edpio perdeu o controle. No final da Semana Santa, h\u00e1 menos de 15 dias, S\u00e3o Jos\u00e9 precisou dessa interfer\u00eancia. Como ele, os munic\u00edpios de Cust\u00f3dia, Pedra, Venturosa, Inaj\u00e1, Goiana, Surubim, e Lagoa do Carro receberam a UBV pesada, que \u00e9 aquele fumac\u00ea que serve para fazer o chamado bloqueio de transmiss\u00e3o, impedindo que os mosquitos que voam transmitam a doen\u00e7a.<\/p>\n<p>A coordenadora do Programa de Controle da Dengue da Secretaria Estadual de Sa\u00fade, Claudenice Pontes, considera que a escassez e as chuvas espor\u00e1ricas podem ter contribu\u00eddo para quadros de gravidade no interior. Com a seca, a popula\u00e7\u00e3o precisa de armazenar mais \u00e1gua em reservat\u00f3rios e nem sempre o procedimento \u00e9 feito corretamente, deixando portas para a prolifera\u00e7\u00e3o do mosquito. Quando h\u00e1 chuvas eventuais, ainda que pequenas, surge o perigo do ac\u00famulo de \u00e1gua em baldes, pneus e lixos expostos, lugar certo para o mosquito.<\/p>\n<p>O levantamento divulgado ontem diz que h\u00e1 risco de surto em 83 munic\u00edpios pernambucanos. Desses, h\u00e1 um total de 24 em epidemia, a exemplo de S\u00e3o Jos\u00e9 do Egito, afora o Recife e Fernando de Noronha. Sei que a dengue se apresenta como uma amea\u00e7a em todo o Brasil. Por isso mesmo n\u00e3o se pode esquecer que umas cordas s\u00e3o mais fracas que outras no enfrentamento da epidemia.<\/p><\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Diario de Pernambuco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se o problema da dengue \u00e9 grande aqui, na Regi\u00e3o Metropolitana do Recife, imagine no munic\u00edpio sertanejo de S\u00e3o Jos\u00e9 do Egito, distante 356 quil\u00f4metros da capital, umas cinco horas de viagem de carro. O quadro de l\u00e1 \u00e9 mais do que preocupante e os n\u00fameros s\u00e3o a ponta de um novelo. 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