{"id":26939,"date":"2015-10-06T09:25:58","date_gmt":"2015-10-06T12:25:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=26939"},"modified":"2015-10-06T09:25:58","modified_gmt":"2015-10-06T12:25:58","slug":"tecnologia-a-servico-da-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/tecnologia-a-servico-da-vida\/","title":{"rendered":"Tecnologia a servi\u00e7o da vida"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Um universo formado por 57 mil brasileiras deve receber, at\u00e9 o fim do ano, o diagn\u00f3stico do c\u00e2ncer de mama \u2013 ou seja, diariamente 142 mulheres no Pa\u00eds descobrem a doen\u00e7a. A advogada Yon\u00e1 Alencar, 40 anos, e a auxiliar administrativo Walessa Novaes, 29, fazem parte dessa fatia de pacientes que, passado o susto da descoberta do tumor, come\u00e7a a encarar a realidade e aceitar a doen\u00e7a da melhor forma para enfrentar um percurso terap\u00eautico longo. O detalhe \u00e9 que Yon\u00e1 e Walessa s\u00e3o beneficiadas com o avan\u00e7o da tecnologia e a inova\u00e7\u00e3o observada nos m\u00e9todos de diagn\u00f3sticos por imagem, nas t\u00e9cnicas cir\u00fargicas, nos tratamentos individualizados e menos agressivos que ajudam a debelar um tumor que amea\u00e7a a ess\u00eancia da feminilidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gra\u00e7as a essa evolu\u00e7\u00e3o, elas depositam esperan\u00e7a no acompanhamento terap\u00eautico e confiam na possibilidade de cura. Entre o dia em que Walessa recebeu o diagn\u00f3stico do c\u00e2ncer de mama e a primeira quimioterapia, passaram-se s\u00f3 15 dias \u2013 uma realidade que faz parte de um grupo pequeno de pacientes. Para se ter ideia, na esfera p\u00fablica, foi preciso uma lei entrar em vigor para determinar que a pessoa com c\u00e2ncer inicie o tratamento pelo Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) at\u00e9 60 dias ap\u00f3s o registro da doen\u00e7a no prontu\u00e1rio m\u00e9dico. \u201cNem sempre, isso \u00e9 cumprido\u201d, lamenta a oncologista Cristiana Tavares, do Hospital Universit\u00e1rio Oswaldo Cruz (Huoc).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E se for levado em considera\u00e7\u00e3o o avan\u00e7o dos m\u00e9todos diagn\u00f3sticos, os pacientes da rede p\u00fablica tamb\u00e9m n\u00e3o t\u00eam chances para receber o diagn\u00f3stico do c\u00e2ncer de mama na fase em que o tratamento \u00e9 mais efetivo. \u201cAinda h\u00e1 uma grande dificuldade para a popula\u00e7\u00e3o, principalmente a oriunda do interior, ter acesso a exames, como tomografias, resson\u00e2ncias, pun\u00e7\u00f5es e bi\u00f3psias. Esses obst\u00e1culos tamb\u00e9m aparecem durante tratamentos como cirurgia e radioterapia. Tudo isso leva \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a e reduz a chance de cura\u201d, acrescenta Cristiana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao observar esse cen\u00e1rio prec\u00e1rio no sistema de sa\u00fade, Yon\u00e1 n\u00e3o tem d\u00favidas de que \u00e9 privilegiada. Conseguiu passar por m\u00e9todos diagn\u00f3sticos superavan\u00e7ados, como a mamotomia \u2013 uma modalidade de bi\u00f3psia de mama que consiste na localiza\u00e7\u00e3o precisa de les\u00f5es. Depois do procedimento, veio a not\u00edcia de carcinoma in situ \u2013 termo usado para um tumor em fase inicial. \u201cChorei muito, mas logo depois apareceu o desejo de encarar a doen\u00e7a\u201d, conta Yon\u00e1, que pretende ter essa capacidade adaptativa para lidar com todas as fases do tratamento nos pr\u00f3ximos cinco anos \u2013 tempo que deve durar a caminhada dela contra o c\u00e2ncer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para a surpresa de Yon\u00e1, o diagn\u00f3stico mudou no bloco cir\u00fargico. Os m\u00e9dicos descobriram, durante a opera\u00e7\u00e3o, que o carcinoma n\u00e3o era in situ, e sim invasivo. \u201cFoi preciso esvaziar todos os g\u00e2nglios da axila em conjunto com a retirada da mama, reconstru\u00edda na mesma cirurgia. Depois, tive que passar por novos exames para ver se o tumor havia atingido outras partes do corpo. Mas deu tudo normal\u201d, acrescenta. Ap\u00f3s quatro sess\u00f5es de quimioterapia, que devem ser iniciadas esta semana, ela receber\u00e1 um tipo de medica\u00e7\u00e3o espec\u00edfica (associada a outra leva de quimio) para o tipo de c\u00e2ncer que tem. \u00c9 um medicamento moderno que faz parte da linhagem de terapia-alvo porque tem m\u00ednima a\u00e7\u00e3o nas c\u00e9lulas de tecidos normais do paciente e que combate a agressividade do tumor. \u201cDepois, farei radio e hormonioterapia. N\u00e3o vou deixar de lutar em nenhuma destas etapas.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com a mesma vontade de vencer o c\u00e2ncer, Walessa j\u00e1 iniciou a segunda parte de quimioterapia. \u201cEncarei o diagn\u00f3stico muito bem. Acho que a minha autoestima, ao longo do tratamento, tem me ajudado a lidar com a doen\u00e7a da melhor forma poss\u00edvel\u201d, conta. Ela segue um caminho terap\u00eautico diferente de Yon\u00e1, mas conta com os mesmos avan\u00e7os da medicina. \u201cO meu oncologista preferiu iniciar a quimio para depois fazer a cirurgia e a radioterapia\u201d, acrescenta. Casos como o de Yon\u00e1 e o de Walessa comprovam que o c\u00e2ncer de mama \u00e9 multifacetado, age de forma diferente em cada paciente e, por isso, merece acompanhamento individual para que as barreiras impostas pela doen\u00e7a sejam destru\u00eddas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CONSCIENTIZA\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os leitores do Jornal do Commercio podem continuar a aderir \u00e0 campanha do Outubro Rosa, com o tema #TemQueTerPeito, alertando a popula\u00e7\u00e3o para a import\u00e2ncia do diagn\u00f3stico precoce do tumor. Atrav\u00e9s dessa a\u00e7\u00e3o, os internautas postam fotos segurando uma p\u00e1gina do JC de domingo com a hashtag. A leitora Virg\u00ednia Chalegre chamou aten\u00e7\u00e3o para a causa ao postar a foto de v\u00e1rias mulheres da fam\u00edlia, incluindo a av\u00f3, engajadas na luta contra um c\u00e2ncer que ainda mata 13 mil mulheres todos os anos no Brasil, especialmente porque \u00e9 diagnosticado em fase avan\u00e7ada. S\u00f3 no SUS, estima-se que cerca de 50% dos casos sejam descobertos em est\u00e1gio metast\u00e1tico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Jornal do Commercio<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um universo formado por 57 mil brasileiras deve receber, at\u00e9 o fim do ano, o diagn\u00f3stico do c\u00e2ncer de mama \u2013 ou seja, diariamente 142 mulheres no Pa\u00eds descobrem a doen\u00e7a. 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