{"id":2697,"date":"2011-10-10T11:58:15","date_gmt":"2011-10-10T11:58:15","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=2697"},"modified":"2011-10-10T11:59:21","modified_gmt":"2011-10-10T11:59:21","slug":"entidades-medicas-alertam-e-tce-de-sao-paulo-confirma-as-oss-sao-deficitarias-e-menos-eficientes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/entidades-medicas-alertam-e-tce-de-sao-paulo-confirma-as-oss-sao-deficitarias-e-menos-eficientes\/","title":{"rendered":"Entidades m\u00e9dicas alertam e TCE de S\u00e3o Paulo confirma: as OSs s\u00e3o deficit\u00e1rias e menos eficientes"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_2698\" aria-describedby=\"caption-attachment-2698\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/tcesp_sede.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" class=\"size-medium wp-image-2698\" title=\"tcesp_sede\" src=\"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/tcesp_sede-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/tcesp_sede-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/tcesp_sede.jpg 333w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2698\" class=\"wp-caption-text\">Foto: TCE do Estado de S\u00e3o Paulo<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">A gest\u00e3o da sa\u00fade p\u00fablica por Organiza\u00e7\u00f5es Sociais (OSs), adotada pelo governo paulista e que tem servido de modelo para outros estados, pode custar mais caro que o sistema da administra\u00e7\u00e3o direta e apresenta alguns efeitos negativos na qualidade dos servi\u00e7os. \u00c9 o que aponta um estudo produzido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) de S\u00e3o Paulo, que compara os dois m\u00e9todos de administra\u00e7\u00e3o. O tema foi abordado na edi\u00e7\u00e3o n\u00ba 664, de setembro, da revista Carta Capital, em reportagem da jornalista Soraya Aggege.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com a reportagem, &#8220;o estudo do TCE paulista, do conselheiro Renato Martins Costa, compara seis hospitais estaduais semelhantes no espectro dos dois modelos diferentes, ou seja, geridos por OSs e pela administra\u00e7\u00e3o direta do governo. O relat\u00f3rio n\u00e3o partiu de uma auditoria, nem teve como meta definir qual o melhor modelo, mas apenas avaliar a situa\u00e7\u00e3o paulista. As conclus\u00f5es, por\u00e9m, s\u00e3o relevantes. Fica claro, por exemplo, que os custos das OSs s\u00e3o mais altos, os doentes ficam mais tempo sozinhos nos leitos, a taxa de mortalidade geral \u00e9 maior e que h\u00e1 uma amplia\u00e7\u00e3o da desigualdade salarial entre os trabalhadores. Enquanto os chefes ganham acima da m\u00e9dia, os escal\u00f5es inferiores recebem menos que seus pares dos hospitais geridos pelo estado&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o relat\u00f3rio, &#8220;os hospitais analisados custam 60 milh\u00f5es de reais a mais nas OSs do que nas gest\u00f5es diretas \u2013 uma varia\u00e7\u00e3o de 38,52 % de menor efic\u00e1cia. Outro exemplo significativo: o custo do leito por ano nas OSs foi 17,60% maior que nos hospitais da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos M\u00e9dicos e outras entidades m\u00e9dicas sempre foram contr\u00e1rias ao modelo de gest\u00e3o das Organiza\u00e7\u00f5es Sociais, alertando sobre os riscos da terceiriza\u00e7\u00e3o, que precarizam o trabalho m\u00e9dico e baixam a qualidade da assist\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;O relat\u00f3rio confirmou o que as entidades m\u00e9dicas t\u00eam afirmado h\u00e1 muito tempo: a gest\u00e3o privada das organiza\u00e7\u00f5es sociais e todas as outras formas de privatiza\u00e7\u00e3o e terceiriza\u00e7\u00e3o da sa\u00fade se constituem numa forma muito mais onerosa para o servi\u00e7o p\u00fablico e menos eficiente. Assistimos isso com profunda tristeza e com um lamento severo e sincero, pois a popula\u00e7\u00e3o acaba sendo mais sofrida, mais discriminada e mais marginalizada com a ado\u00e7\u00e3o desse modelo de gest\u00e3o&#8221;, destacou o presidente da Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos M\u00e9dicos e do Sindicato dos M\u00e9dicos de S\u00e3o Paulo, Cid Carvalhaes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o presidente do Sindicato dos M\u00e9dicos do Cear\u00e1 (Simec), Jos\u00e9 Maria Pontes, o relat\u00f3rio apresentado pelo TCE derruba a tese do governo de alegar falta de recursos para a sa\u00fade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;O governo alega que o problema da sa\u00fade \u00e9 dinheiro, mas se o problema \u00e9 dinheiro, por que os governos est\u00e3o adotando um modelo de gest\u00e3o que custa mais caro?&#8221;, questionou o dirigente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Fica claro que h\u00e1 interesses econ\u00f4micos envolvidos, que as pessoas v\u00e3o para l\u00e1 para lucrar e, infelizmente, o poder publico vem adotando esse m\u00e9todo, mas esse relat\u00f3rio vem mostrar que \u00e9 uma fal\u00e1cia dizer que as organiza\u00e7\u00f5es sociais s\u00e3o melhores que os hospitais p\u00fablicos, porque n\u00e3o s\u00e3o. As Organiza\u00e7\u00f5es Sociais est\u00e3o l\u00e1 para ganhar dinheiro \u00e0s custas das doen\u00e7as das pessoas e n\u00f3s sabemos que sa\u00fade n\u00e3o \u00e9 mercadoria&#8221;, acentuou. O sindicalista ainda lembrou que j\u00e1 existe um movimento nacional contra as terceiriza\u00e7\u00f5es na sa\u00fade e que o apoio da sociedade contra as privatiza\u00e7\u00f5es \u00e9 muito importante para que os atendimentos no sistema p\u00fablico de sa\u00fade n\u00e3o sejam ainda mais prejudicados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Veja o Relat\u00f3rio:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"466\" height=\"400\" src=\"http:\/\/embedit.in\/Kuo2TBtGfe.swf\" allowfullscreen=\"true\"><\/embed><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra reportagem, publicada na \u00faltima quinta-feira (29), pelo jornal Estado de S\u00e3o Paulo, tamb\u00e9m faz den\u00fancia contra as Organiza\u00e7\u00f5es Sociais. De acordo com a not\u00edcia, reportada pela jornalista Adriana Ferraz, &#8220;os ambulat\u00f3rios de especialidades da cidade de S\u00e3o Paulo administrados por OSs n\u00e3o cumprem as metas de atendimento estabelecidas pela Prefeitura. Segundo relat\u00f3rios oficiais do primeiro semestre deste ano, as seis unidades realizaram, em m\u00e9dia, apenas metade das consultas pagas pelo munic\u00edpio. Apesar disso, a verba mensal continua sendo repassada \u00e0s entidades &#8211; ou seja, elas recebem, mas n\u00e3o ofertam os servi\u00e7os \u00e0 popula\u00e7\u00e3o&#8221;.<strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; A gest\u00e3o da sa\u00fade p\u00fablica por Organiza\u00e7\u00f5es Sociais (OSs), adotada pelo governo paulista e que tem servido de modelo para outros estados, pode custar mais caro que o sistema da administra\u00e7\u00e3o direta e apresenta alguns efeitos negativos na qualidade dos servi\u00e7os. \u00c9 o que aponta um estudo produzido pelo Tribunal de Contas do Estado 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