{"id":27012,"date":"2015-10-13T09:11:01","date_gmt":"2015-10-13T12:11:01","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=27012"},"modified":"2015-10-13T09:11:01","modified_gmt":"2015-10-13T12:11:01","slug":"dificuldade-de-acesso-a-especialista-atrasa-diagnostico-da-artrite-reumatoide","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/dificuldade-de-acesso-a-especialista-atrasa-diagnostico-da-artrite-reumatoide\/","title":{"rendered":"Dificuldade de acesso a especialista atrasa diagn\u00f3stico da artrite reumatoide"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">No Dia Mundial de Conscientiza\u00e7\u00e3o da Artrite Reumatoide, lembrado nesta segunda-feira (12), m\u00e9dicos destacam que a maior dificuldade para o tratamento da doen\u00e7a no Brasil \u00e9 o acesso a um especialista da \u00e1rea. Reunidos no 32\u00ba Congresso Brasileiro de Reumatologia, evento que ocorreu entre os dias 7 e 10 de outubro, em Curitiba, eles destacaram que o grande problema no tratamento \u00e9 a demora com quem o paciente chega ao consult\u00f3rio do reumatologista. Segundo especialistas, o melhor momento para o in\u00edcio do tratamento \u00e9 o per\u00edodo de at\u00e9 12 semanas ap\u00f3s o surgimento dos sintomas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma pesquisa do Instituto Ipsos, feita este ano, a pedido do laborat\u00f3rio Pfizer, em cinco capitais, constatou a demora em se obter diagn\u00f3stico para a artrite reumatoide. Segundo a pesquisa, que ouviu 200 pacientes nas cidades de S\u00e3o Paulo, do Rio de Janeiro, de Porto Alegre, Belo Horizonte e do Recife, as pessoas passam geralmente por tr\u00eas m\u00e9dicos, em m\u00e9dia, at\u00e9 o diagn\u00f3stico correto. Esse caminho at\u00e9 o reumatologista, que come\u00e7a geralmente no cl\u00ednico geral, pode levar dois anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cSabemos que nem todo mundo tem acesso [ao m\u00e9dico reumatologista]. \u00c9 comum que pacientes cheguem ao reumatologista cinco anos depois e vemos que o desastre j\u00e1 est\u00e1 feito. O problema n\u00e3o \u00e9 a medica\u00e7\u00e3o, que est\u00e1 dispon\u00edvel na rede p\u00fablica. O problema \u00e9 ter acesso ao m\u00e9dico ou ao reumatologista\u201d, disse a m\u00e9dica Rina Giorgi, diretora do Servi\u00e7o de Reumatologia do Hospital do Servidor P\u00fablico Estadual de S\u00e3o Paulo e membro da Comiss\u00e3o de Artrite Reumatoide da Sociedade Brasileira de Reumatologia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o presidente do Congresso Brasileiro de Reumatologia, Eduardo dos Santos Paiva, um dos fatores que provocam essa demora no acesso \u00e9 a falta de profissionais. \u201cTemos muito mais ortopedistas que reumatologistas at\u00e9 porque se trata de uma nova especialidade.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia, C\u00e9sar Baaklini, concorda. Segundo ele, as doen\u00e7as reum\u00e1ticas, que envolvem mais de 120 tipos, s\u00e3o tratadas atualmente por apenas cerca de 2,2 mil profissionais no pa\u00eds. \u201c\u00c9 muito pouco e concentrado principalmente na Regi\u00e3o Sudeste do pa\u00eds. As regi\u00f5es Norte, Nordeste e Centro-Oeste s\u00e3o muito pobres em reumatologistas\u201d, disse Baaklini.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cMuitas vezes, o reumatologista est\u00e1 no servi\u00e7o terci\u00e1rio, da universidade, e n\u00e3o nos postos de sa\u00fade. Temos poucos reumatologistas na linha de frente. Isso faz com que os pacientes tenham uma fila de um ou dois anos para chegar [a um local] onde possam ser atendidos por um especialista e imediatamente ter seu tratamento mais adequado institu\u00eddo\u201d, destacou o presidente de honra do congresso, Sebasti\u00e3o C\u00e9sar Radominski, membro da Comiss\u00e3o de Doen\u00e7as Osteometab\u00f3licas e Osteoporose da Sociedade Brasileira de Reumatologia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Radominski, \u00e9 preciso aumentar o n\u00famero de especialistas em reumatologia na rede p\u00fablica, atuando junto com os servi\u00e7os b\u00e1sicos. \u201cEles ainda s\u00e3o muito insuficientes na rede p\u00fablica. E esse atraso acaba trazendo uma perda daquela janela de oportunidade. E a\u00ed, quando se trata, nem sempre \u00e9 o momento ideal. L\u00f3gico que ainda se \u00e9 poss\u00edvel impedir daqui para a frente o que acontece, mas muitas les\u00f5es j\u00e1 est\u00e3o estabelecidas e isso melhora pouco\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro fator para a demora no in\u00edcio do tratamento \u00e9 o pr\u00f3prio desconhecimento da doen\u00e7a. Costuma-se, por exemplo, relacionar a artrite reumatoide a uma doen\u00e7a de idosos, mas ela tamb\u00e9m acomete crian\u00e7as. \u201cA crian\u00e7a n\u00e3o fala de dor, mas geralmente \u00e9 a m\u00e3e que nota que a crian\u00e7a est\u00e1 andando estranho, que pede muito colo ou n\u00e3o brinca tanto. O diagn\u00f3stico precoce \u00e9 um grande desafio. O alerta \u00e9 muito importante. \u00c9 preciso observar sinais da crian\u00e7a como pedir colo, mancar e se h\u00e1 incha\u00e7o das articula\u00e7\u00f5es\u201d, afirmou Paiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c\u00c9 preciso procurar melhorar o n\u00edvel de consci\u00eancia da popula\u00e7\u00e3o sobre as doen\u00e7as e orientar os m\u00e9dicos que atuam na aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria para identificar o in\u00edcio da doen\u00e7a\u201d, acrescentou Baaklini.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para a presidenta da Comiss\u00e3o de Artrite Reumatoide da Sociedade Brasileira de Reumatologia, L\u00edcia Maria Henrique da Mota, apesar dessas dificuldades, houve avan\u00e7os nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas no diagn\u00f3stico da doen\u00e7a no pa\u00eds. \u201cA artrite reumatoide passou por uma mudan\u00e7a muito profunda nesses \u00faltimos 20 anos. Mudou o diagn\u00f3stico da doen\u00e7a, que tinha o diagn\u00f3stico muito tardio, quando os pacientes j\u00e1 tinham deformidades e sequelas irrevers\u00edveis. Hoje, um dos nossos principais objetivos \u00e9 conseguir o diagn\u00f3stico precoce da doen\u00e7a, nos primeiros meses ou semanas, quando o paciente ainda n\u00e3o tem sequelas, j\u00e1 que o objetivo do tratamento \u00e9 prevenir essas sequelas, antes que elas sejam irrevers\u00edveis\u201d, disse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo L\u00edcia, o paciente deve procurar um profissional assim que come\u00e7ar a perceber dor e incha\u00e7o nas articula\u00e7\u00f5es. \u201cO paciente n\u00e3o tem como comprovar a suspeita [de estar com artrite reumatoide]. Mas, se ele chegar a um especialista muito precocemente, o especialista consegue fazer o diagn\u00f3stico e ,iniciar o tratamento. O que acontece, geralmente, \u00e9 uma demora muito grande. Primeiro porque o paciente demora a perceber os sintomas, e aqui no Brasil temos o problema da automedica\u00e7\u00e3o. O paciente compra o rem\u00e9dio na farm\u00e1cia e vai protelando o problema.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Doen\u00e7a cr\u00f4nica<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A artrite reumatoide \u00e9 uma doen\u00e7a cr\u00f4nica, inflamat\u00f3ria e sem cura, que atinge cerca de 2 milh\u00f5es de pessoas no Brasil. Os pacientes ficam com as articula\u00e7\u00f5es comprometidas e podem ter rigidez ou deformidade articular, o que dificulta atividades consideradas simples, como segurar um copo ou escovar o dente. Normalmente, a doen\u00e7a atinge primeiro as articula\u00e7\u00f5es das m\u00e3os e dos punhos, mas a evolu\u00e7\u00e3o do quadro pode causar deformidades maiores, afetando articula\u00e7\u00f5es mais centrais como os cotovelos, ombros, tornozelos, quadris e joelhos e at\u00e9 comprometer ossos, tend\u00f5es, ligamentos e m\u00fasculos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A doen\u00e7a pode ser provocada por uma predisposi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica. \u201cA primeira coisa \u00e9 saber se h\u00e1 hist\u00f3rico familiar, se h\u00e1 uma hist\u00f3ria familiar com artrite, l\u00fapus ou alguma doen\u00e7a reum\u00e1tica porque o paciente tem uma chance maior [de desenvolver a doen\u00e7a]. Se algu\u00e9m tiver uma dor na junta que demore mais do que tr\u00eas semanas e que venha acompanhada por incha\u00e7o, pode ser alguma dessas doen\u00e7as [reum\u00e1ticas]\u201d, disse Sebasti\u00e3o C\u00e9sar Radominski.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: NE10<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Dia Mundial de Conscientiza\u00e7\u00e3o da Artrite Reumatoide, lembrado nesta segunda-feira (12), m\u00e9dicos destacam que a maior dificuldade para o tratamento da doen\u00e7a no Brasil \u00e9 o acesso a um especialista da \u00e1rea. 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