{"id":27134,"date":"2015-10-19T10:55:45","date_gmt":"2015-10-19T13:55:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=27134"},"modified":"2015-10-19T11:07:44","modified_gmt":"2015-10-19T14:07:44","slug":"diagnostico-tardio-de-cancer-de-mama-e-maior-entre-as-mulheres-mais-jovens-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/diagnostico-tardio-de-cancer-de-mama-e-maior-entre-as-mulheres-mais-jovens-2\/","title":{"rendered":"Diagn\u00f3stico tardio de c\u00e2ncer de mama \u00e9 maior entre as mulheres mais jovens"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Embora a incid\u00eancia de c\u00e2ncer de mama seja maior em mulheres acima dos 50 anos, a mais alta taxa de diagn\u00f3stico tardio desse tipo de tumor ocorre em pacientes jovens, at\u00e9 39 anos, revela levantamento in\u00e9dito feito pelo A.C. Camargo Cancer Center, um dos maiores centros oncol\u00f3gicos do Pa\u00eds. O Dia Internacional do Combate ao C\u00e2ncer de Mama \u00e9 comemorado nesta segunda-feira (19).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Trata-se do segundo tipo de tumor mais comum entre as brasileiras, depois do de pele. A estimativa do Instituto Nacional do C\u00e2ncer (Inca) \u00e9 de que 57.120 mulheres recebam o diagn\u00f3stico da doen\u00e7a neste ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O A.C. Camargo acompanhou por cinco anos 5.879 pacientes, entre 2000 e 2010. A pesquisa constatou que 34,8% das mulheres com at\u00e9 39 anos recebeu o diagn\u00f3stico nos n\u00edveis mais avan\u00e7ados da doen\u00e7a: estadios 3 e 4. Na faixa et\u00e1ria dos 40 aos 49 anos, a taxa de diagn\u00f3stico cai para 24,5%. O grupo entre 50 e 64 anos tem a menor taxa de detec\u00e7\u00e3o tardia: 22,8%. Entre as pacientes com mais de 65, o \u00edndice volta a crescer e chega a 27,9%. O estadiamento \u00e9 a classifica\u00e7\u00e3o feita pelos m\u00e9dicos para determinar a extens\u00e3o e a localiza\u00e7\u00e3o do c\u00e2ncer e, no estudo, vai de 1 a 4.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O levantamento mostra ainda que a taxa de sobreviv\u00eancia em cinco anos das mulheres com c\u00e2ncer em estadios 1 e 2 \u00e9 de cerca de 90% para qualquer faixa et\u00e1ria. No estadio 3, a taxa varia de 56% a 77%. No grau mais avan\u00e7ado da doen\u00e7a, o estadio 4, a sobrevida em cinco anos pode chegar a 40%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Justificativa<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo especialistas, s\u00e3o dois os principais fatores que explicam uma maior taxa de detec\u00e7\u00e3o tardia entre as mais jovens. O primeiro \u00e9 o car\u00e1ter geralmente mais agressivo dos tumores nessa popula\u00e7\u00e3o. &#8220;Uma muta\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica que causa tumores mais agressivos costuma estar presente com mais frequ\u00eancia nas pacientes mais jovens. Enquanto em mulheres mais velhas o c\u00e2ncer pode demorar de oito a dez anos para chegar a 1 cent\u00edmetro, nos casos mais agressivos chega a 4 cent\u00edmetros em poucos meses&#8221;, afirma Carlos Alberto Ruiz, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A outra raz\u00e3o \u00e9 o fato de a popula\u00e7\u00e3o mais jovem n\u00e3o estar dentro da faixa et\u00e1ria em que h\u00e1 recomenda\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade para a mamografia. Segundo o \u00f3rg\u00e3o, apenas mulheres acima de 50 anos devem fazer o exame. J\u00e1 para a Sociedade Brasileira de Mastologia o acompanhamento deve ser iniciado aos 40 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;A incid\u00eancia da doen\u00e7a entre as mais jovens \u00e9 menor e realmente n\u00e3o justifica um rastreamento massivo nessa popula\u00e7\u00e3o. O importante \u00e9 realizar exames mais precocemente em mulheres com casos de c\u00e2ncer de mama na fam\u00edlia&#8221;, diz Jos\u00e9 Luiz Barbosa Bevilacqua, diretor do Departamento de Mastologia do A.C. Camargo. O levantamento da institui\u00e7\u00e3o apontou que 12% dos casos de c\u00e2ncer de mama ocorreram em mulheres abaixo dos 40 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A engenheira Camila Ara\u00fajo Fernandez, de 32 anos, descobriu um tumor na mama esquerda, em 2010, em um exame de rotina. &#8220;Senti um n\u00f3dulo acima da mama e fui r\u00e1pido ao ginecologista para fazer o acompanhamento. Em seis meses, dobrou de tamanho, de 1,5 cent\u00edmetro para 3 cent\u00edmetros. Quando fiz a pun\u00e7\u00e3o, constatou-se que era maligno&#8221;, conta ela, que n\u00e3o tinha nenhum caso da doen\u00e7a registrado na fam\u00edlia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Camila retirou o tumor na \u00e9poca, mas, em 2013, teve uma met\u00e1stase no pulm\u00e3o, ov\u00e1rio, f\u00edgado, ossos e c\u00e9rebro. &#8220;Depois disso, venho fazendo v\u00e1rios tratamentos, como quimioterapia, hormonioterapia, e os tumores est\u00e3o controlados.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Afastada do trabalho como engenheira, ela passou a dar palestras para outras jovens com o objetivo de alertar mulheres com ou sem a doen\u00e7a de como detectar e tratar o c\u00e2ncer. &#8220;Tenho a impress\u00e3o de que, pelo fato de ser mais raro ocorrer entre jovens, alguns m\u00e9dicos n\u00e3o d\u00e3o muita import\u00e2ncia para n\u00f3dulos diagnosticados. Minha irm\u00e3, por exemplo, tem 34 anos e um caso na fam\u00edlia. E o m\u00e9dico dela disse que n\u00e3o precisa fazer rastreamento por ser jovem.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alerta<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os especialistas dizem que, independentemente do grau do c\u00e2ncer de mama e da faixa et\u00e1ria em que \u00e9 descoberto, h\u00e1 altas chances de cura ou de controle do tumor. &#8220;Os tratamentos que temos dispon\u00edveis hoje s\u00e3o muito bons. O que n\u00e3o pode \u00e9 deixar de fazer o exame. Quem procura, acha. E quem acha, cura&#8221;, diz Carlos Alberto Ruiz, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele afirma que, para a mulher com hist\u00f3rico familiar, a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 de que se inicie o rastreamento em idade dez anos mais jovem do que a idade na qual a parente descobriu o c\u00e2ncer. &#8220;Se a m\u00e3e teve o diagn\u00f3stico aos 35 anos, por exemplo, a mulher deve come\u00e7ar o rastreamento aos 25&#8221;, explica o especialista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 para mulheres sem casos na fam\u00edlia, a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 o acompanhamento anual com ginecologista, exame cl\u00ednico e aten\u00e7\u00e3o ao surgimento de caro\u00e7os. Na semana do Dia Internacional de Combate ao C\u00e2ncer de Mama, o A.C. Camargo realiza amanh\u00e3, \u00e0s 17h30, uma palestra gratuita sobre m\u00e9todos de preven\u00e7\u00e3o e detec\u00e7\u00e3o precoce do tumor. As inscri\u00e7\u00f5es devem ser feitas pelo e-mail encontro@accamargo.org.br.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Jornal do Commercio<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Embora a incid\u00eancia de c\u00e2ncer de mama seja maior em mulheres acima dos 50 anos, a mais alta taxa de diagn\u00f3stico tardio desse tipo de tumor ocorre em pacientes jovens, at\u00e9 39 anos, revela levantamento in\u00e9dito feito pelo A.C. Camargo Cancer Center, um dos maiores centros oncol\u00f3gicos do Pa\u00eds. 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