{"id":28654,"date":"2016-01-27T10:35:27","date_gmt":"2016-01-27T13:35:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=28654"},"modified":"2016-01-27T11:05:02","modified_gmt":"2016-01-27T14:05:02","slug":"dengue-cresce-240-e-aedes-ameaca-78-cidades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/dengue-cresce-240-e-aedes-ameaca-78-cidades\/","title":{"rendered":"Dengue cresce 240% e Aedes amea\u00e7a 78 cidades"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo sendo alvo de diversas a\u00e7\u00f5es de conten\u00e7\u00e3o, o Aedes aegypti segue avan\u00e7ando. Em apenas uma semana, o n\u00famero de munic\u00edpios em risco de surto passou de 55 para 78, o que j\u00e1 representa mais de um ter\u00e7o dos 185 que comp\u00f5em o Estado. J\u00e1 os que est\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de alerta &#8211; n\u00edvel entre 1 e 3,9 &#8211; subiram de 43 para 58 no mesmo per\u00edodo. O \u00edndice \u00e9 considerado satisfat\u00f3rio quando menos de ums para cada 100 casas tem a presen\u00e7a do mosquito. A dengue tamb\u00e9m continua avan\u00e7ando. At\u00e9 o \u00faltimo dia 16, eram 923. Agora, j\u00e1 s\u00e3o 3,1 mil, um aumento de 240%. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Sa\u00fade (SES).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">At\u00e9 agora, 126 munic\u00edpios foram afetados pelas ocorr\u00eancias, 243 delas confirmadas. Entre as notifica\u00e7\u00f5es, 12 foram de agravamento, com cinco confirma\u00e7\u00f5es. As mortes suspeitas, que, no mesmo per\u00edodo do ano passado, foram duas, tamb\u00e9m preocupam. J\u00e1 s\u00e3o sete em investiga\u00e7\u00e3o. Com a febre chikungunya, a curva tamb\u00e9m \u00e9 ascendente em Pernambuco. S\u00e3o 701 casos em 69 munic\u00edpios. No boletim da semana passada, tinham sido contabilizados 255. At\u00e9 agora, 36 foram confirmados e 88 descartados. J\u00e1 as notifica\u00e7\u00f5es de zika s\u00e3o de 564, ante 200, sete dias antes<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para a gerente de Vigil\u00e2ncia de Riscos Ambientais da SES, Rosilene Hans, o aumento no quantitativo de casos observado em pleno in\u00edcio de ano, a despeito de o per\u00edodo de pico das chamadas arboviroses ser em mar\u00e7o, \u00e9 uma continua\u00e7\u00e3o do grande volume contabilizado nos \u00faltimos meses de 2015. \u201cE desde o Natal, a condi\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica para o Aedes aegypti vem sendo a melhor poss\u00edvel, com chuva e sol. Por isso, o que a gente precisa \u00e9 n\u00e3o arrefecer os esfor\u00e7os e seguir intensificando as a\u00e7\u00f5es de combate ao vetor\u201d, analisa, acrescentando que j\u00e1 houve vezes em que os n\u00edveis de risco de surto e de alerta de infesta\u00e7\u00e3o nos munic\u00edpios chegaram ao patamar de agora. Na I Ger\u00eancia Regional de Sa\u00fade, por exemplo, Abreu e Lima, Camaragibe, Ch\u00e3 de Alegria, Gl\u00f3ria do Goit\u00e1 e S\u00e3o Louren\u00e7o est\u00e3o na lista dos com \u00edndices insatisfat\u00f3rios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A representante da SES tamb\u00e9m explica que, diante de um cen\u00e1rio com a presen\u00e7a de tr\u00eas doen\u00e7as transmitidas pelo mesmo vetor, sendo o zika e o v\u00edrus da chikungunya novos no Pa\u00eds, a tend\u00eancia \u00e9 que resultados positivos ainda demorem a aparecer nos boletins. \u201cIsso n\u00e3o ser\u00e1 detectado t\u00e3o r\u00e1pido. Temos uma tr\u00edplice epidemia e, para duas delas, as pessoas n\u00e3o t\u00eam imunidade. Quando se dissemina um v\u00edrus para o qual ningu\u00e9m tem imunidade, essa explos\u00e3o de casos \u00e9 mais expressiva. N\u00e3o podemos perder de vista as a\u00e7\u00f5es de controle do vetor\u201d, finaliza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aumento de casos e mortes<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os casos de microcefalia, que tiveram aumento desde agosto do ano passado e v\u00eam sendo associados \u00e0 infec\u00e7\u00e3o pelo zika, continuam crescendo no Estado. At\u00e9 o \u00faltimo dia 23, 1.373 tinham sido registrados, 67 a mais que os 1.306 da semana anterior. Desse total, 530 (38,6%) atendem aos par\u00e2metros da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade, ou seja, 32 cent\u00edmetros ou menos de per\u00edmetro cef\u00e1lico como crit\u00e9rio para notifica\u00e7\u00e3o. At\u00e9 agora, 138 foram confirmados por exames de imagem e 110 descartados mediante o mesmo mecanismo. Os registros ocorreram em 115 munic\u00edpios, com maior concentra\u00e7\u00e3o na I Regi\u00e3o de Sa\u00fade. O Recife encabe\u00e7a a lista, com 256. Os dados divulgados pela SES tamb\u00e9m revelaram que 63% dos beb\u00eas afetados s\u00e3o meninas, e 32,2%, meninos. No Brasil, j\u00e1 s\u00e3o 3.893 casos, quantitativo que ser\u00e1 atualizado pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade nesta quarta-feira (27).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os \u00f3bitos de beb\u00eas com a malforma\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m tiveram aumento, passando de nove, na semana passada, para 12. Os casos novos ocorreram em Ipubi e S\u00e3o Caetano, al\u00e9m de um na Capital (j\u00e1 tinha dois). \u201cNem todos t\u00eam, necessariamente, microcefalia. Estamos, de certo modo, pecando por excesso, solicitando que natimortos sejam levados para an\u00e1lise\u201d, explica Rosinele Hans, da SES. J\u00e1 o n\u00famero de gr\u00e1vidas com manchas na pele, uma caracter\u00edstica das doen\u00e7as transmitidas pelo Aedes, chega a 792, ante 584.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muri\u00e7oca preocupa cientistas<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto pesquisadores da Fiocruz averiguam a possibilidade de a muri\u00e7oca (Culex) tamb\u00e9m ser vetor do zika, como mostrado pela Folha na ter\u00e7a-feira (26), j\u00e1 \u00e9 real a preocupa\u00e7\u00e3o com o que poderia ser feito para conter uma nova maneira de transmiss\u00e3o do v\u00edrus, que, at\u00e9 onde \u00e9 comprovado, \u00e9 passado somente pelo Aedes. Hoje, no Pa\u00eds, h\u00e1 comprova\u00e7\u00e3o que o Culex transmite filariose. No Mundo, encefalites virais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora cautelosos nas an\u00e1lises sobre as conclus\u00f5es, que sair\u00e3o em tr\u00eas semanas, outros especialistas da \u00e1rea evidenciam uma s\u00e9rie de condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis \u00e0 prolifera\u00e7\u00e3o de ambos os insetos e que podem potencializar um eventual efeito mais nocivo do pernilongo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diferentemente do Aedes, o primeiro se reproduz em \u00e1gua e ambientes polu\u00eddos, um prato cheio num Pa\u00eds que, segundo o IBGE, tem s\u00f3 55,45% das resid\u00eancias ligadas a redes pluviais ou de esgoto. No Estado, s\u00e3o 43,65%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O infectologista e professor da Universidade Federal do Maranh\u00e3o Carlos Frias ressalta que n\u00e3o h\u00e1 casos na literatura de transmiss\u00e3o de dengue, zika ou chikungunya por muri\u00e7ocas e explica que essa condi\u00e7\u00e3o \u00e9 mais prov\u00e1vel ao Aedes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 a professora da UFRPE Soraya El-Deir, que atua na \u00e1rea de gest\u00e3o ambiental, diz que o controle tanto do Culex quanto do Aedes passa por medidas estruturais, como levar o saneamento ambiental a s\u00e9rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Folha de Pernambuco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mesmo sendo alvo de diversas a\u00e7\u00f5es de conten\u00e7\u00e3o, o Aedes aegypti segue avan\u00e7ando. 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