{"id":28704,"date":"2016-01-29T09:48:18","date_gmt":"2016-01-29T12:48:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=28704"},"modified":"2016-01-29T09:48:18","modified_gmt":"2016-01-29T12:48:18","slug":"oms-ve-proliferacao-explosiva-do-zika-americas-podem-ter-4-milhoes-de-casos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/oms-ve-proliferacao-explosiva-do-zika-americas-podem-ter-4-milhoes-de-casos\/","title":{"rendered":"OMS v\u00ea prolifera\u00e7\u00e3o &#8220;explosiva&#8221; do zika; Am\u00e9ricas podem ter 4 milh\u00f5es de casos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Com meses de atraso e sob press\u00e3o, a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) soou o alerta sobre o zika v\u00edrus, apontou para uma prolifera\u00e7\u00e3o &#8220;explosiva&#8221; e pode declarar emerg\u00eancia internacional no in\u00edcio da semana que vem. No total, 4 milh\u00f5es de pessoas podem ser contaminadas nas Am\u00e9ricas ainda neste ano, de acordo com a Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade (Opas). O c\u00e1lculo tem como base a previs\u00e3o de que o Brasil chegue a 1,5 milh\u00e3o de infectados at\u00e9 dezembro.<\/p>\n<p>A diretora da entidade, Margaret Chan, anunciou a convoca\u00e7\u00e3o de uma reuni\u00e3o de especialistas para segunda-feira com a meta de definir uma estrat\u00e9gia e sinaliza\u00e7\u00e3o de mudan\u00e7a de posi\u00e7\u00e3o de sua entidade. Caso seja declarado como emerg\u00eancia, o surto seria o quarto na hist\u00f3ria a ganhar tal status &#8211; ap\u00f3s H1N1, p\u00f3lio e Ebola.<\/p>\n<p>A reportagem apurou, em Bras\u00edlia, que a situa\u00e7\u00e3o preocupa o Itamaraty e j\u00e1 estaria havendo uma press\u00e3o do governo brasileiro para que, em caso de emiss\u00e3o de um alerta mundial, n\u00e3o seja inclu\u00edda a recomenda\u00e7\u00e3o para que as pessoas n\u00e3o visitem o Brasil durante os pr\u00f3ximos meses (com carnaval e Olimp\u00edada no Rio).<\/p>\n<p>Procurado oficialmente, o Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores n\u00e3o se pronunciou.<\/p>\n<p>Mas, em Genebra, a OMS tamb\u00e9m j\u00e1 se mobilizava para tentar blindar o Brasil de um impacto econ\u00f4mico internacional negativo, impedindo restri\u00e7\u00f5es de viagens ou de com\u00e9rcio.<\/p>\n<p>Mudan\u00e7a de tom<br \/>\nDepois de meses em sil\u00eancio, na quinta-feira, Margaret Chan adotou um tom forte sobre o surto. &#8220;H\u00e1 uma prolifera\u00e7\u00e3o explosiva. Estamos profundamente preocupados. O n\u00edvel de alerta \u00e9 extremamente alto, principalmente diante da possibilidade de uma liga\u00e7\u00e3o com microcefalia. A rela\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o foi estabelecida (mais informa\u00e7\u00f5es nesta p\u00e1gina). Mas h\u00e1 uma forte suspeita e essa rela\u00e7\u00e3o mudou o perfil de risco. Estamos falando de propor\u00e7\u00f5es alarmantes&#8221;, disse. &#8220;O n\u00edvel de preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 alto assim como a incerteza. Precisamos rapidamente de respostas.&#8221;<\/p>\n<p>Agora, os cientistas da OMS v\u00e3o examinar a progress\u00e3o do v\u00edrus e determinar o que deve ser feito. Al\u00e9m de declarar a emerg\u00eancia, eles podem exigir que governos de todo o mundo coloquem medidas para identificar o v\u00edrus e recomenda\u00e7\u00f5es sobre viagens poder\u00e3o ser feitas. Outra medida que ser\u00e1 anunciada \u00e9 sobre os setores de pesquisa que ter\u00e3o prioridade.<\/p>\n<p>\u00c0 reportagem, Margaret explicou que um dos principais motivos da reuni\u00e3o \u00e9 a prolifera\u00e7\u00e3o de recomenda\u00e7\u00f5es que governos come\u00e7am a fazer sobre viajar ou n\u00e3o ao Brasil. A estrat\u00e9gia de evitar um isolamento do Pa\u00eds foi revelada pela alta c\u00fapula da ag\u00eancia da ONU com exclusividade \u00e0 reportagem, depois de receber sinais concretos de que governos na Europa e Am\u00e9rica do Norte estariam preparando recomenda\u00e7\u00f5es mais duras.<\/p>\n<p>&#8220;As respostas precisam ser proporcionais&#8221;, disse, afastando qualquer possibilidade de uma recomenda\u00e7\u00e3o para que turistas evitem o Brasil. &#8220;Como \u00e9 que far\u00edamos isso? Ter\u00edamos de adotar at\u00e9 restri\u00e7\u00f5es internas de viagens&#8221;, disse. Para ela, uma das principais fun\u00e7\u00f5es da reuni\u00e3o de segunda-feira \u00e9 a de padronizar as recomenda\u00e7\u00f5es, justamente para evitar &#8220;medidas excessivas e inapropriadas&#8221;. &#8220;Diante de tanta incerteza, temos de ter cuidado com as recomenda\u00e7\u00f5es&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Nos Estados Unidos, as mulheres gr\u00e1vidas ou que estiverem pensando em engravidar j\u00e1 s\u00e3o orientadas a adiar viagens ao Brasil. O diretor do Departamento de Surtos da OMS, Bruce Aylward, que coordenou o combate ao ebola, prefere n\u00e3o se pronunciar a respeito. &#8220;A decis\u00e3o por enquanto \u00e9 de cada pa\u00eds&#8221;, disse Aylward. &#8220;Obviamente, todas precisam agir com cautela, da mesma forma que deveriam pensar na dengue&#8221;, ressaltou.<\/p>\n<p>Demora<br \/>\nPara cientistas e ONGs, a OMS est\u00e1 repetindo com o Brasil os mesmos erros no combate ao ebola. No caso da doen\u00e7a na \u00c1frica, a entidade s\u00f3 reagiu em mar\u00e7o de 2014, quatro meses depois da descoberta do surto. Para parar a doen\u00e7a, a comunidade internacional gastou US$ 1,8 bilh\u00e3o.<\/p>\n<p>Para Lawrence Gostin, da Georgetown University, em Washington, a demora da OMS pode ainda trazer consequ\u00eancias. &#8220;\u00c0s v\u00e9speras dos Jogos Ol\u00edmpicos no Rio, esse v\u00edrus certamente tem um potencial de pandemia&#8221;, alertou. &#8220;A resposta tem sido fraca e tardia.&#8221;<\/p>\n<p>Aylward rejeitou qualquer cr\u00edtica. &#8220;A palavra certa para usarmos \u00e9 \u2018preocupa\u00e7\u00e3o\u2019. Dizer que estamos alarmados n\u00e3o seria correto&#8221;, insistiu. Ele se recusou at\u00e9 mesmo a reconhecer os n\u00fameros da Organiza\u00e7\u00e3o Pan-americana de Sa\u00fade (Opas), que declarou que sua previs\u00e3o era de que o v\u00edrus atingiria 4 milh\u00f5es de pessoas at\u00e9 o fim do ano apenas nas Am\u00e9ricas. &#8220;N\u00f3s n\u00e3o falamos isso. No ano que vem, o n\u00famero do Brasil vai cair. Houve uma transmiss\u00e3o intensa em 2015 e a tend\u00eancia agora \u00e9 de cair por ter um n\u00famero menor de pessoas vulner\u00e1veis ao v\u00edrus&#8221;, contestou.<\/p>\n<p>J\u00e1 na avalia\u00e7\u00e3o do diretor da Opas, Marcos Espinal, a prolifera\u00e7\u00e3o &#8220;vai continuar, vai sair das Am\u00e9ricas e vai para todos os lugares&#8221;. &#8220;Estimamos at\u00e9 4 milh\u00f5es de casos at\u00e9 o fim do ano.&#8221;<\/p>\n<p>Sylvan Aldighieri, outro especialista da Opas, explicou que o c\u00e1lculo foi feito depois que 2 milh\u00f5es de pessoas foram afetadas pela dengue em 2015 na regi\u00e3o. &#8220;No caso do zika, sem imunidade para cerca de 500 milh\u00f5es de pessoas, acreditamos que teremos entre 3 milh\u00f5es e 4 milh\u00f5es de afetados&#8221;, disse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Diario de Pernambuco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com meses de atraso e sob press\u00e3o, a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) soou o alerta sobre o zika v\u00edrus, apontou para uma prolifera\u00e7\u00e3o &#8220;explosiva&#8221; e pode declarar emerg\u00eancia internacional no in\u00edcio da semana que vem. 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