{"id":29000,"date":"2016-02-16T10:12:54","date_gmt":"2016-02-16T13:12:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=29000"},"modified":"2016-02-16T10:12:54","modified_gmt":"2016-02-16T13:12:54","slug":"pacientes-enfrentam-longas-esperas-nas-emergencias-de-hospitais-particulares-do-recife","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/pacientes-enfrentam-longas-esperas-nas-emergencias-de-hospitais-particulares-do-recife\/","title":{"rendered":"Pacientes enfrentam longas esperas nas emerg\u00eancias de hospitais particulares do Recife"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Emerg\u00eancias lotadas com pacientes espalhados pelo ch\u00e3o, aguardando mais de oito horas pelo atendimento em alguns casos. O quadro, que infelizmente \u00e9 rotina na rede p\u00fablica, tamb\u00e9m passou a descrever as salas de espera dos principais hospitais particulares do Recife. Reflexo da epidemia de arboviroses como dengue, chikungunya e v\u00edrus zika que assombra a popula\u00e7\u00e3o, provocando um crescimento de at\u00e9 40% no movimento.<\/p>\n<p>Numa tarde de visitas \u00e0s principais emerg\u00eancias da rede privada, a reportagem do Diario constatou o que muitos pacientes descobriram da pior maneira: n\u00e3o adianta procurar um hospital livre do cen\u00e1rio descrito acima. Em todas as unidades visitadas, havia um forte sentimento de revolta com a longa espera pelo atendimento. \u201cCheguei com minha filha de manh\u00e3 e ainda n\u00e3o tenho uma previs\u00e3o de quando ela ser\u00e1 atendida\u201d, reclamava a advogada Eliana Oliveira, que saiu de Serra Talhada, no Sert\u00e3o do Estado, e esperava por atendimento no Hospital Portugu\u00eas. \u201cEla n\u00e3o pode mais ficar aqui. A gente paga caro pelo plano de sa\u00fade e tem que enfrentar esse tipo de coisa. E o pior \u00e9 que no interior as coisas est\u00e3o ainda piores. \u00c9 um absurdo. A sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 de que a popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 abandonada. Nem com a rede particular podemos contar mais.\u201d<\/p>\n<p>No mesmo hospital, o banc\u00e1rio Pablo Roberto da Mota Silveira, chegou a desistir do atendimento depois de oito horas de espera. \u201cA realidade \u00e9 que estou saindo pior do que entrei. Cheguei \u00e0s 8h50 e estou at\u00e9 agora (17h) sem tomar qualquer medicamento, al\u00e9m de n\u00e3o ter nem conseguido me alimentar. Estou decidido a ir embora e pagar um m\u00e9dico particular. Ainda por cima, vou ter que pagar uma fortuna de estacionamento\u201d, reclamou, pouco antes de resolver ficar para esperar o atendimento. \u201cFui pedir um atestado de comparecimento para poder levar para o trabalho, mas disseram que eu precisava escrever uma carta de pr\u00f3prio punho e aguardar cinco dias para receber o documento. A\u00ed o jeito vai ser esperar pelo atendimento mesmo.\u201d<\/p>\n<p>A aposentada Nair Uchoa chegou ao Hospital Santa Joana no in\u00edcio da tarde para levar os dois netos, com suspeita de chikungunya. \u201cN\u00e3o temos previs\u00e3o para ser atendidos antes das 18h. E j\u00e1 soube que em todo lugar est\u00e1 do mesmo jeito\u201d, desabafou.<\/p>\n<p>De acordo com os plantonistas, a procura pelos servi\u00e7os de urg\u00eancia deu um salto significativo no \u00faltimo m\u00eas, pegando as equipes de surpresa, como explica o coordenador da urg\u00eancia do Santa Joana, o obstetra Edilberto Rocha. \u201cConseguimos nos preparar um pouco melhor esse ano, porque em 2015 fomos surpreendidos por este movimento tamb\u00e9m. O problema \u00e9 que est\u00e1vamos esperando esse aumento por volta de mar\u00e7o, abril, como foi ano passado\u201d, argumentou. O m\u00e9dico explicou que ainda assim, o hospital refor\u00e7ou o servi\u00e7o, aumentando o n\u00famero de leitos e de profissionais. \u201cAumentamos em 20% a capacidade dos leitos da emerg\u00eancia. Fizemos um refor\u00e7o de pessoal e conseguimos melhorar o tempo do resultado dos exames laboratoriais.&#8221;<\/p>\n<p>Edilberto, entretanto, explica que diante do cen\u00e1rio atual, n\u00e3o h\u00e1 muita coisa que os hospitais possam fazer para solucionar o problema das lota\u00e7\u00f5es. \u201cO problema \u00e9 que al\u00e9m da epidemia de doen\u00e7as exantem\u00e1ticas como dengue, chikungunya e zyka, est\u00e1 coincidindo tamb\u00e9m com a \u00e9poca do aumento das doen\u00e7as virais. Estamos buscando novas solu\u00e7\u00f5es, posso garantir. Sabemos que \u00e9 angustiante para os pacientes e isso nos angustia tamb\u00e9m, pode ter certeza.\u201d<\/p>\n<p>Apesar de ter sido adquirido recentemente por um novo grupo e passado a adotar um modelo pr\u00f3prio de atendimento, o Esperan\u00e7a n\u00e3o conseguiu fugir do quadro de lota\u00e7\u00e3o de sua emerg\u00eancia. \u201cCheguei um pouquinho antes das 12h e n\u00e3o tenho previs\u00e3o pra ser atendido. Eles tiraram at\u00e9 o tempo de previs\u00e3o para atendimento do painel. Mas resolvi ficar porque n\u00e3o tem alternativa. Todo hospital est\u00e1 desse jeito. Sei que s\u00e3o 18h e tem mais de 30 pessoas na minha frente ainda. N\u00e3o sei que horas vou sair daqui\u201d, contou o motoboy Di\u00f3genes Fernando.<\/p>\n<p>De acordo com o coordenador da emerg\u00eancia do Esperan\u00e7a, Marco Ant\u00f4nio Alves, o hospital vem adotando algumas medidas para melhorar o atendimento, mas a pr\u00f3pria caracter\u00edstica dos pacientes que vem procurando o servi\u00e7o acaba impedindo esta evolu\u00e7\u00e3o. \u201cA maioria chega apresentando sintomas de arboviroses (das quais fazem parte a dengue, a chikungunya e o v\u00edrus zika) e estes pacientes precisam de uma aten\u00e7\u00e3o maior. Eles chegam com um maior n\u00famero de queixas, com mais sintomas, e quase sempre t\u00eam uma necessidade maior de medica\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m de precisarem ser hidratados, muitos n\u00e3o conseguem reverter o quadro febril com a primeira dose de rem\u00e9dio. E ainda tem as dores nas articula\u00e7\u00f5es. Tudo isso aumenta o tempo de atendimento\u201d, argumentou.<\/p>\n<p>Diante do problema, os m\u00e9dicos pedem que os pacientes tenham aten\u00e7\u00e3o aos sintomas, evitando procurar os hospitais aos primeiros sinais de infec\u00e7\u00e3o. \u201cO que podemos recomendar \u00e9 que os pacientes observem os crit\u00e9rios de gravidade dos quadros. Enquanto os sistemas estiverem mais leves, com febre baixa e aus\u00eancia de dor, evite procurar a emerg\u00eancia. Se for assim, \u00e9 melhor procurar um ambulat\u00f3rio ou um consult\u00f3rio. Mas se o quadro evoluir, n\u00e3o tem outro jeito, a n\u00e3o ser procurar um hospital.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Diario de Pernambuco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Emerg\u00eancias lotadas com pacientes espalhados pelo ch\u00e3o, aguardando mais de oito horas pelo atendimento em alguns casos. O quadro, que infelizmente \u00e9 rotina na rede p\u00fablica, tamb\u00e9m passou a descrever as salas de espera dos principais hospitais particulares do Recife. Reflexo da epidemia de arboviroses como dengue, chikungunya e v\u00edrus zika que assombra a popula\u00e7\u00e3o, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ocean_post_layout":"","ocean_both_sidebars_style":"","ocean_both_sidebars_content_width":0,"ocean_both_sidebars_sidebars_width":0,"ocean_sidebar":"","ocean_second_sidebar":"","ocean_disable_margins":"enable","ocean_add_body_class":"","ocean_shortcode_before_top_bar":"","ocean_shortcode_after_top_bar":"","ocean_shortcode_before_header":"","ocean_shortcode_after_header":"","ocean_has_shortcode":"","ocean_shortcode_after_title":"","ocean_shortcode_before_footer_widgets":"","ocean_shortcode_after_footer_widgets":"","ocean_shortcode_before_footer_bottom":"","ocean_shortcode_after_footer_bottom":"","ocean_display_top_bar":"default","ocean_display_header":"default","ocean_header_style":"","ocean_center_header_left_menu":"","ocean_custom_header_template":"","ocean_custom_logo":0,"ocean_custom_retina_logo":0,"ocean_custom_logo_max_width":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_width":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_width":0,"ocean_custom_logo_max_height":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_height":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_height":0,"ocean_header_custom_menu":"","ocean_menu_typo_font_family":"","ocean_menu_typo_font_subset":"","ocean_menu_typo_font_size":0,"ocean_menu_typo_font_size_tablet":0,"ocean_menu_typo_font_size_mobile":0,"ocean_menu_typo_font_size_unit":"px","ocean_menu_typo_font_weight":"","ocean_menu_typo_font_weight_tablet":"","ocean_menu_typo_font_weight_mobile":"","ocean_menu_typo_transform":"","ocean_menu_typo_transform_tablet":"","ocean_menu_typo_transform_mobile":"","ocean_menu_typo_line_height":0,"ocean_menu_typo_line_height_tablet":0,"ocean_menu_typo_line_height_mobile":0,"ocean_menu_typo_line_height_unit":"","ocean_menu_typo_spacing":0,"ocean_menu_typo_spacing_tablet":0,"ocean_menu_typo_spacing_mobile":0,"ocean_menu_typo_spacing_unit":"","ocean_menu_link_color":"","ocean_menu_link_color_hover":"","ocean_menu_link_color_active":"","ocean_menu_link_background":"","ocean_menu_link_hover_background":"","ocean_menu_link_active_background":"","ocean_menu_social_links_bg":"","ocean_menu_social_hover_links_bg":"","ocean_menu_social_links_color":"","ocean_menu_social_hover_links_color":"","ocean_disable_title":"default","ocean_disable_heading":"default","ocean_post_title":"","ocean_post_subheading":"","ocean_post_title_style":"","ocean_post_title_background_color":"","ocean_post_title_background":0,"ocean_post_title_bg_image_position":"","ocean_post_title_bg_image_attachment":"","ocean_post_title_bg_image_repeat":"","ocean_post_title_bg_image_size":"","ocean_post_title_height":0,"ocean_post_title_bg_overlay":0.5,"ocean_post_title_bg_overlay_color":"","ocean_disable_breadcrumbs":"default","ocean_breadcrumbs_color":"","ocean_breadcrumbs_separator_color":"","ocean_breadcrumbs_links_color":"","ocean_breadcrumbs_links_hover_color":"","ocean_display_footer_widgets":"default","ocean_display_footer_bottom":"default","ocean_custom_footer_template":"","ocean_post_oembed":"","ocean_post_self_hosted_media":"","ocean_post_video_embed":"","ocean_link_format":"","ocean_link_format_target":"self","ocean_quote_format":"","ocean_quote_format_link":"post","ocean_gallery_link_images":"on","ocean_gallery_id":[]},"categories":[9],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29000"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29000"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29000\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":29001,"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29000\/revisions\/29001"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29000"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29000"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29000"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}