{"id":29367,"date":"2016-03-04T10:26:34","date_gmt":"2016-03-04T13:26:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=29367"},"modified":"2016-03-04T10:26:34","modified_gmt":"2016-03-04T13:26:34","slug":"gasto-extra-com-dengue-e-de-r-20-por-paciente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/gasto-extra-com-dengue-e-de-r-20-por-paciente\/","title":{"rendered":"Gasto extra com dengue \u00e9 de R$ 20 por paciente"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Prefeituras do interior de S\u00e3o Paulo est\u00e3o revendo projetos e cancelando obras para aplicar os recursos no combate ao mosquito Aedes aegypti e no atendimento a pacientes com dengue, chikungunya e zika. Em algumas, j\u00e1 falta dinheiro e os prefeitos pedem ajuda aos governos estadual e federal.<\/p>\n<p>Para St\u00eanio Miranda, que preside o Conselho de Secret\u00e1rios de Sa\u00fade do Estado de S\u00e3o Paulo, a epidemia de dengue fez os munic\u00edpios gastarem R$ 24 bilh\u00f5es com a Sa\u00fade em 2015, enquanto o Estado gastou R$ 20 bilh\u00f5es. &#8220;O impacto de custos adicionais provocados pela epidemia \u00e9 de R$ 20 por habitante, podendo variar de acordo com as realidades locais. O custo principal \u00e9 com recursos humanos, mas h\u00e1 gastos com medicamentos, soro para reidrata\u00e7\u00e3o, exames de laborat\u00f3rios, interna\u00e7\u00f5es. As queixas dos secret\u00e1rios s\u00e3o un\u00e2nimes.&#8221;<\/p>\n<p>A prefeitura de Birigui, na regi\u00e3o noroeste do Estado, decretou calamidade p\u00fablica na ter\u00e7a, frente ao avan\u00e7o da dengue. O decreto permite ao munic\u00edpio adquirir medicamentos e soro para o tratamento dos pacientes e contratar m\u00e3o de obra e servi\u00e7os sem a necessidade de licita\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m possibilita remanejar verbas destinadas a outros projetos. A cidade de 108 mil habitantes tem 841 casos.<\/p>\n<p>Em Ribeir\u00e3o Preto, com surto de dengue e zika, a estimativa \u00e9 de gasto de R$ 15 milh\u00f5es al\u00e9m da previs\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria, no per\u00edodo de janeiro a maio, segundo St\u00eanio Miranda, que tamb\u00e9m \u00e9 o secret\u00e1rio de Sa\u00fade. &#8220;N\u00e3o temos recurso. Gastamos com Sa\u00fade 23% de nossas receitas l\u00edquidas, 8% a mais que o m\u00ednimo constitucional. Esperamos que a Uni\u00e3o e o Estado arquem com suas responsabilidades e parem de fingir que tudo se resume a a\u00e7\u00f5es midi\u00e1ticas.&#8221;<\/p>\n<p>A cidade teve, em janeiro e fevereiro, 27 mil casos suspeitos de dengue e zika.<\/p>\n<p>&#8220;Independentemente do diagn\u00f3stico, essas pessoas s\u00e3o atendidas, em m\u00e9dia, tr\u00eas vezes durante o per\u00edodo sintom\u00e1tico. Estamos falando em cerca de 100 mil consultas adicionais em dois meses, aumento de mais de 50% sobre a m\u00e9dia. E o n\u00famero de casos est\u00e1 em ascens\u00e3o&#8221;, diz Miranda. Na mesma regi\u00e3o, al\u00e9m de Ribeir\u00e3o, Sert\u00e3ozinho, Batatais e Pontal est\u00e3o em emerg\u00eancia.<\/p>\n<p>Em Rio Claro, o gasto extra com a dengue foi de R$ 2,5 milh\u00f5es e a transfer\u00eancia de recursos para atender os doentes provocou impacto nos investimentos em outros servi\u00e7os e obras da Sa\u00fade. O munic\u00edpio aceitou a ajuda do governo estadual, que garante o pagamento extra de agentes de sa\u00fade que trabalharem aos s\u00e1bados. Em Ara\u00e7atuba, a prefeitura est\u00e1 usando a m\u00e3o de obra de 500 volunt\u00e1rios em mutir\u00f5es contra a dengue.<\/p>\n<p>Cons\u00f3rcio<br \/>\nNa regi\u00e3o de Catanduva, 19 prefeituras formaram um cons\u00f3rcio intermunicipal para atuar em conjunto e reduzir os custos da Sa\u00fade. A maioria dos munic\u00edpios tem \u00edndice elevado de casos de dengue. De acordo com o prefeito de Catanduva, Geraldo Vinholi (PSDB), o cons\u00f3rcio vai ajudar a trazer recursos e dividir a conta dos gastos.<\/p>\n<p>Em Itu, o munic\u00edpio recorreu ao Ex\u00e9rcito, que cedeu 200 militares para ajudar na elimina\u00e7\u00e3o de criadouros. J\u00e1 a prefeitura de Presidente Prudente pode ser obrigada a abrir m\u00e3o de alguns projetos para custear os gastos extras. Os cortes ainda s\u00e3o estudados. &#8220;O Estado prometeu repassar R$ 110 mil para custear o trabalho dos agentes de combate aos s\u00e1bados&#8221;, informou a administra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na prefeitura de Sorocaba, o alastramento da dengue, quase inexistente h\u00e1 cinco anos, causou aumento nos gastos com material educativo, contrata\u00e7\u00e3o de caminh\u00f5es para coletar criadouros, aluguel de carros de som para anunciar nebuliza\u00e7\u00f5es, al\u00e9m da contrata\u00e7\u00e3o de pessoal. J\u00e1 o repasse do governo federal n\u00e3o aumentou, segundo a prefeitura. &#8220;O resultado \u00e9 a dificuldade financeira e or\u00e7ament\u00e1ria&#8221;, informou.<\/p>\n<p>Estado e Uni\u00e3o<br \/>\nA Secretaria de Sa\u00fade do Estado informou que o trabalho de campo para o combate e controle da dengue cabe \u00e0s prefeituras. Por meio da Superintend\u00eancia de Controle de Endemias (Sucen), a pasta apoia os munic\u00edpios mediante capacita\u00e7\u00e3o de pessoal e suporte em a\u00e7\u00f5es. Desde janeiro, em parceria com os munic\u00edpios, 4,3 milh\u00f5es de im\u00f3veis foram vistoriados e est\u00e1 em execu\u00e7\u00e3o o Plano Estadual de Combate \u00e0s Arboviroses, envolvendo 12 secretarias estaduais.<\/p>\n<p>A Sucen ter\u00e1 o n\u00famero de agentes duplicado para apoiar o trabalho de campo. A secretaria tamb\u00e9m paga para que agentes das prefeituras atuem aos s\u00e1bados no combate ao Aedes. A remunera\u00e7\u00e3o extra \u00e9 de R$ 120 por dia de trabalho. Segundo a secretaria, ser\u00e3o investidos R$ 112 milh\u00f5es neste ano no combate \u00e0s arboviroses, quase o dobro dos R$ 62 milh\u00f5es de 2015.<\/p>\n<p>J\u00e1 o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade informou que, entre 2010 e 2015, houve aumento de 39% nos repasses para o programa permanente de preven\u00e7\u00e3o e controle do Aedes nos Estados e munic\u00edpios, passando de R$ 924,1 milh\u00f5es para R$ 1,29 bilh\u00e3o. Neste ano, o valor deve chegar a R$ 1,87 bilh\u00e3o &#8211; aumento de R$ 580 milh\u00f5es -, podendo ser acrescido de um adicional de R$ 500 milh\u00f5es j\u00e1 aprovado. No ano passado, foram destinados R$ 19,1 milh\u00f5es para a\u00e7\u00f5es contra a dengue em S\u00e3o Paulo, al\u00e9m de R$ 165,1 milh\u00f5es referentes ao piso fixo de vigil\u00e2ncia em sa\u00fade.<\/p>\n<p>Para o atendimento a pacientes, foram repassados pela Uni\u00e3o ao Estado de S\u00e3o Paulo R$ 3,7 bilh\u00f5es em 2015, al\u00e9m de um acr\u00e9scimo de R$ 34,2 milh\u00f5es para atendimento \u00e0 m\u00e9dia e alta complexidade. O minist\u00e9rio informou ainda que faz a compra de insumos como inseticidas e kits de diagn\u00f3sticos para auxiliar os gestores locais no combate ao mosquito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Diario de Pernambuco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Prefeituras do interior de S\u00e3o Paulo est\u00e3o revendo projetos e cancelando obras para aplicar os recursos no combate ao mosquito Aedes aegypti e no atendimento a pacientes com dengue, chikungunya e zika. 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