{"id":29678,"date":"2016-03-21T10:30:24","date_gmt":"2016-03-21T13:30:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=29678"},"modified":"2016-03-21T10:30:24","modified_gmt":"2016-03-21T13:30:24","slug":"a-cura-nos-dentes-de-leite","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/a-cura-nos-dentes-de-leite\/","title":{"rendered":"A cura nos dentes de leite"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Os benef\u00edcios de armazenar as c\u00e9lulas-tronco do cord\u00e3o umbilical para tratamentos futuros s\u00e3o conhecidos. Mas, diferentes desse material que s\u00f3 pode ser utilizado nas doen\u00e7as sangu\u00edneas, as c\u00e9lulas-tronco extra\u00eddas da polpa do dente de leite possuem consider\u00e1vel capacidade de originar v\u00e1rios tipos de tecidos humanos como osso, gordura, cartilagem e m\u00fasculo. A t\u00e9cnica tem sido vista por especialistas como revolucion\u00e1ria, indicada como futuro do tratamento com c\u00e9lulas-tronco. No Recife, o procedimento ainda \u00e9 pouco conhecido. H\u00e1 fam\u00edlias interessadas e apenas uma profissional treinada para fazer a coleta.<\/p>\n<p>A cirurgi\u00e3-dentista Daniela Bueno, pesquisadora do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital S\u00edrio-Liban\u00eas, em S\u00e3o Paulo, se dedica \u00e0 t\u00e9cnica desde 2003. Ela esteve na capital pernambucana neste m\u00eas para participar do 23\u00b0 Congresso Pernambucano de Odontologia (Copeo). O trabalho tem ajudado crian\u00e7as com malforma\u00e7\u00e3o cong\u00eanita ou fissura do l\u00e1bio palatino, mais conhecida como l\u00e1bio leporino. A pesquisadora consegue fazer ossos a partir da extra\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas-tronco de dente de leite. De acordo com ela, durante o processo de pesquisa, 16 crian\u00e7as foram operadas, das quais cinco passaram dois anos sendo acompanhadas e as outras, um ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Daniela Bueno, as c\u00e9lulas do dente de leite s\u00e3o mais jovens em compara\u00e7\u00e3o com as do cord\u00e3o umbilical e outras encontradas na gordura humana. A c\u00e9lula-tronco presente na polpa do dente \u00e9 do tipo mesenquimal, tamb\u00e9m existente no tecido adiposo e na medula \u00f3ssea. \u201cA diferen\u00e7a b\u00e1sica \u00e9 a origem embrion\u00e1ria. No come\u00e7o da gesta\u00e7\u00e3o, quando ocorre a fecunda\u00e7\u00e3o, h\u00e1 um monte de c\u00e9lulas que ficam retidas na polpa do dente de leite. \u00c9 diferente das encontradas na gordura e na medula. Essas envelhecem conosco\u201d, explicou. Outro benef\u00edcio \u00e9 que as c\u00e9lulas-tronco dos dentes de leite s\u00e3o extra\u00eddas num processo n\u00e3o invasivo, diferentemente das obtidas por meio da medula.<\/p>\n<p>A pesquisadora relatou a exist\u00eancia de bancos privados de criopreserva\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas-tronco de polpa do dente de leite. As unidades fazem a coleta, a criopreserva\u00e7\u00e3o e a expans\u00e3o do material. Mas \u00e9 preciso observar a seriedade dos locais de armazenamento. No Recife ainda n\u00e3o tem. H\u00e1 tr\u00eas unidades em S\u00e3o Paulo e uma em Curitiba. O valor cobrado, em m\u00e9dia, \u00e9 de R$ 3 mil inicialmente com manuten\u00e7\u00f5es anuais de R$ 600. \u201c\u00c9 preciso checar se o banco est\u00e1 inscrito no Conselho Regional de Odontologia do estado e se tem o registro no Centro de Terapia Celular (CTC) da Anvisa, porque armazenamento de material biol\u00f3gico precisa seguir uma linha \u00e9tica s\u00f3lida\u201d, recomendou Daniela Bueno.<\/p>\n<p>A dentista Luciana Oliveira \u00e9 a \u00fanica no Recife a fazer o procedimento de coleta dos dentes. Ela \u00e9 cadastrada em um laborat\u00f3rio de S\u00e3o Paulo e passou por treinamento em dezembro do ano passado para poder trabalhar com a t\u00e9cnica. A profissional retira o dente, insere no material de preserva\u00e7\u00e3o e envia para S\u00e3o Paulo. Segundo ela, antes de realizar a extra\u00e7\u00e3o a crian\u00e7a precisa passar por um conjunto de radiografias e exames de sangue, para checar se est\u00e1 apta a fazer o procedimento.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 preciso saber se h\u00e1 alguma doen\u00e7a sangu\u00ednea, por exemplo\u201d, destacou. \u201cNossos av\u00f3s falavam em transplante e atualmente n\u00f3s sabemos que \u00e9 poss\u00edvel. Para a gera\u00e7\u00e3o dessas crian\u00e7as, n\u00e3o haver\u00e1 transplante, mas autotransplante. Elas n\u00e3o precisar\u00e3o entrar em fila, porque \u00e9 uma t\u00e9cnica que abre uma gama de possibilidades\u201d, acrescentou Luciana Oliveira.<\/p>\n<p>M\u00e9dicos e pacientes esperan\u00e7osos<\/p>\n<p>Quando soube da extra\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas-tronco da polpa do dente de leite, por meio da dentista da filha, a recifense Maira Maciel Amaral, de 45 anos, resolveu apostar na preven\u00e7\u00e3o. Para ela, o essencial \u00e9 ter alternativas se o inesperado bater \u00e0 porta. \u00c9 a primeira vez que ela armazenar\u00e1 c\u00e9lulas-tronco. N\u00e3o guardou c\u00e9lulas do cord\u00e3o umbilical, mas acredita que \u00e9 v\u00e1lida a preven\u00e7\u00e3o. \u201c\u00c9 importante ter condi\u00e7\u00f5es de proporcionar tratamento em situa\u00e7\u00f5es que n\u00e3o existiriam escolhas. Em caso de necessidade, \u00e9 mais uma op\u00e7\u00e3o de tratamento eficaz\u201d, diz Maira. Segundo ela, a filha, Helena Amaral Accioly, de 9 anos, est\u00e1 na fase de realizar os exames para checar se est\u00e1 apta ao procedimento.<\/p>\n<p>O m\u00e9dico ortopedista Marcelo Strauch Serafim, de 43 anos, pretende realizar a extra\u00e7\u00e3o nos dois filhos, de 7 e 4 anos. O mais velho, Thiago Serafim, vai passar pela experi\u00eancia primeiro. Marcelo mora em Fortaleza, no Cear\u00e1, e diz que conheceu a t\u00e9cnica por meio de leituras em material cient\u00edfico. O interesse surgiu a partir da busca de alternativas para a \u00e1rea de ortopedia. De acordo com ele, nos \u00faltimos anos os trabalhos cient\u00edficos t\u00eam mostrado que o material \u00e9 mais vi\u00e1vel em compara\u00e7\u00e3o as c\u00e9lulas encontradas no cord\u00e3o umbilical.<\/p>\n<p>O m\u00e9dico diz pesquisar o assunto h\u00e1 tr\u00eas anos. Para ele, que armazenou c\u00e9lulas do cord\u00e3o umbilical, a maior vantagem \u00e9 o fato de as c\u00e9lulas-tronco da polpa do dente de leite serem mais \u201cflex\u00edveis\u201d para se transformarem em outras, al\u00e9m de serem mais jovens e sofrerem menos influ\u00eancia do meio.<\/p>\n<p>\u201cA gente tem visto na comunidade m\u00e9dica que esse material \u00e9 mais limitado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 polpa do dente de leite. O cord\u00e3o umbilical n\u00e3o consegue se transformar em v\u00e1rios tipos de tecido como a polpa. Conversei com alguns dentistas e li artigos americanos e europeus sobre esse caminho\u201d, comentou. O ortopedista acredita que o procedimento est\u00e1 abrindo um novo horizonte para sa\u00fade e a medicina em geral, algo palp\u00e1vel em cinco ou dez anos. Na opini\u00e3o dele, os pacientes t\u00eam muita dificuldade com perda \u00f3ssea traum\u00e1tica ou degenerativa, condi\u00e7\u00f5es que poder\u00e3o mudar a partir do tratamento com c\u00e9lulas-tronco da polpa do dente de leite. \u201cJ\u00e1 existem v\u00e1rios trabalhos com cartilagem e reposi\u00e7\u00e3o \u00f3ssea\u201d, observou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Saiba mais:<\/p>\n<p>Vantagens das c\u00e9lulas-tronco extra\u00eddas do dente de leite:<\/p>\n<p>Capacidade de originar v\u00e1rios tipos de tecidos humanos como osso, gordura, cartilagem e m\u00fasculo<\/p>\n<p>S\u00e3o mais jovens em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s c\u00e9lulas do cord\u00e3o umbilical e da medula \u00f3ssea<\/p>\n<p>Sofreram menos influ\u00eancia do meio, j\u00e1 que s\u00e3o extra\u00eddas de crian\u00e7as<\/p>\n<p>S\u00e3o obtidas por meio de processo n\u00e3o invasivo, diferente das c\u00e9lulas da medula \u00f3ssea, que precisam de pun\u00e7\u00e3o com agulha especial e seringa<\/p>\n<p>Como \u00e9 feito o procedimento:<\/p>\n<p>A crian\u00e7a \u00e9 avaliada pelo dentista capacitado para a extra\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Em seguida, realiza exames de sangue e uma s\u00e9rie de radiografias<\/p>\n<p>No dia marcado, o profissional retira o dente, insere no material de preserva\u00e7\u00e3o e envia para o laborat\u00f3rio<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Diario de Pernambuco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os benef\u00edcios de armazenar as c\u00e9lulas-tronco do cord\u00e3o umbilical para tratamentos futuros s\u00e3o conhecidos. 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